Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira

Lançamentos de março nos cinemas

Março 9, 2009 · 1 Comentário

Um remake com a tecnologia 3D

Um remake com a tecnologia 3D

Dia dos Namorados Macabro

Os jovens da cidade de Harmonia se divertem comemorando o Dia dos Namorados. Um grupo de mineiros trabalha à noite, não participando de toda a curtição. Um jovem operário, Tom Hanniger, causa um acidente que mata cinco dos homens, restando apenas vivo apenas Harry Warden, que fica em coma. Um ano depois do ocorrido, Warden desperta e, com uma picareta, assassina brutalmente 22 pessoas pela cidade antes de ser morto. Hanniger volta ao local depois de 10 anos e reencontra um velho amor, agora casada com um grande amigo. Ao mesmo tempo, uma nova onda de homicídios violentos assola a população. Dia dos Namorados Macabro é uma refilmagem de um clássico slasher de 1981. Com cópias tanto em 2D quanto em três dimensões, a produção chega ao cinemas nacionais em 13 de março. Distribuição: PlayArte. André Cavallini.

Adaptação francesa do livro de François Bégaudeau

Adaptação francesa do livro de François Bégaudeau

Entre os Muros da Escola

Com a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2008, uma indicação ao Oscar® 2009 como Melhor Filme Estrangeiro e cinco indicações ao Cesar (premiação da academia francesa) no currículo, Entre os Muros da Escola chega ao Brasil embalado pelo sucesso internacional e com uma história muito similar ao que vivemos por aqui. Baseado no livro de François Bégaudeau, que também roteiriza e atua na produção, o filme narra as dificuldades e as alegrias que um grupo de professores de uma escola pública parisiense enfrenta em seu dia-a-dia. Todos os problemas sociais que França suporta em seu cotidiano refletem dentro da sala de aula: racismo, pobreza, desemprego e falta de esperança para uma classe menos provida de recursos. Mesmo assim, o professor François insiste em sua jornada de levar aos jovens o conhecimento e as ferramentas para buscarem uma vida melhor. Contudo, nem sempre os estudantes respondem com a mesma dedicação e respeito, o que resulta em um drama ético sobre seus métodos. Entre os Muros da Escola tem estréia nacional prevista para o dia 13 de março. Distribuição: Imovision. André Cavallini.

Kevin Smith (diretor, à esquerda) e Seth Rogen nos bastidores do filme

Kevin Smith (diretor, à esquerda) e Seth Rogen nos bastidores do filme

Pagando Bem, Que Mal Tem?

Zack (Seth Rogen) e Miri (Elizabeth Banks) moram juntos e se conhecem desde quando eram crianças. Grandes amigos, vivem na pindaíba e fazem o que podem para manterem um teto sobre suas cabeças, pois vivem juntos e dividem todas as contas. Certo dia, coincidentemente, na mesma data do encontro de ex-alunos do colegial na escola em que estudaram, a luz e a água são cortados do apartamento deles, sem o menor aviso. Na festa, os dois reencontram alguns colegas e descobrem que realmente não fizeram nada de suas vidas até o momento. Em casa, agora já sem aquecimento também, o rapaz percebe que a única forma que eles têm para pagar as contas e saírem do vermelho é fazer um filme pornô. Reunindo alguns colaboradores inusitados, atores com habilidades bizarras e adaptando o café em que Zack trabalha como o cenário, o grupo leva a cabo a produção do filme, aos trancos e barrancos. O que os dois parceiros não esperavam era que certos sentimentos que guardavam um pelo outro fossem se revelar justamente durante as filmagens de suas cenas, o que pode colocar tudo a perder. Pagando Bem, Que Mal Tem? é dirigido por Kevin Smith, famoso por ser politicamente incorreto e sarcástico, e tem seu lançamento previsto para o dia 20 de março. Distribuição: Imagem Filmes. André Cavallini.

Kirsten Dunst e Simon Pegg

Kirsten Dunst e Simon Pegg

Um Louco Apaixonado

O jornalista Simon Young vive em Londres, onde trabalha em uma revista alternativa e tem uma carreira sem sal. Quando ele tenta invadir uma festa de celebridades e dá tudo errado, Simon recebe o inesperado convite para trabalhar em Nova York, na revista Sharp, e adentrar o mundo do glamour que tanto desejava. Porém, ele tem uma completa mudança de atitude e, de um pacato seguidor de regras, passa a ser impulsivo e desvairado, criando uma série de situações embaraçosas que colocam em risco seu tão querido emprego. E a situação tende a ficar pior, já que Young se apaixona por uma bela atriz e cria algumas inimizades em seu local de trabalho. No meio deste caos todo, Simon pode ter a chance de conhecer – e conquistar – um amor verdadeiro. Um Louco Apaixonado tem um grande elenco, que conta com Alec Baldwin, Kirsten Dunst, Megan Fox, Jeff Bridges e Simon Pegg. Sua estréia nacional está prevista para o dia 27 de março. Distribuição: California Filmes. André Cavallini.

Sally Hawking, ganhadora do Globo de Ouro de Melhor Atriz em 2009

Sally Hawking, ganhadora do Globo de Ouro de Melhor Atriz em 2009

Simplesmente Feliz

Poppy (Sally Hawkins) é uma professora de 30 anos incrivelmente feliz, otimista e amistosa. Sua energia contagia quem chega perto dela. Ela vive com seu melhor amigo em um apartamento em Londres. Sua alegria é testada quando ela conhece um instrutor de auto-escola com sérios problemas para controlar sua raiva. Além deste encontro inusitado, a moça vive situações diferentes a cada momento e cruza com diversos personagens do cotidiano. O romance fica por conta de sua relação com um assistente social que está orientando um aluno de Poppy. A produção inglesa Simplesmente Feliz é um retrato positivo de caracteres peculiares londrinos e tem em sua protagonista a maior força que motiva o público a assistir ao filme. Sally Hawkins já ganhou 10 prêmios por seu papel nesta película, tendo entre eles um Leão de Prata em Berlim e um Globo de Ouro®. Este filme tem estréia nacional prevista para o dia 27 de março. Distribuição: Imagem Filmes. André Cavallini.

Frank Langella e Michael Sheen (à esq.)

Frank Langella e Michael Sheen (à esq.)

Frost/Nixon

Depois de três anos de silêncio após sua deposição do cargo de presidente dos EUA, Richard Nixon concordou em conceder uma entrevista exclusiva a um jornalista e falar publicamente sobre os fatos ocorridos no escândalo de Watergate e o fim de sua passagem pela Casa Branca. Nixon surpreendeu a mídia ao escolher o britânico David Frost como aquele que realizaria o esperado evento. Sob grande desconfiança de sua equipe, Frost provou sua desenvoltura e protagonizou, ao lado do famoso político, um duelo nunca antes visto na televisão. Esta produção mostra os bastidores do programa, bem como a fragilidade dos personagens ao lidar com os segredos que abalaram o cenário político mundial na década de 1970. Estrelado por Michael Sheen, Frank Langella e Kevin Bacon, Frost/Nixon recebeu cinco indicações ao Oscar®, inclusive para Melhor Ator (Frank Langella), Melhor Diretor (Ron Howard) e Melhor Filme. A estréia nacional está prevista para o dia 6 de março. Distribuição: Universal. André Cavallini.

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Ganhamos um Oscar, e agora?

Março 9, 2009 · Deixe um comentário

O começo de ano sempre tem um ritmo diferente. As distribuidoras ao redor do mundo roem as unhas e imaginam se fizeram as escolhas certas ao promover determinada produção. A causa disso é a avalanche de premiações que o primeiro trimestre acumula e o desempenho dos concorrentes. Mas será que estes resultados influenciam o mercado tanto assim?

Como muitos já haviam previsto, o grande vencedor do Oscar®, e da maioria dos prêmios cinematográficos neste crítico início de ano, foi Quem Quer Ser um Milionário? (Europa Filmes). Os resultados não surpreenderam, porém, seus efeitos nas bilheterias foram notáveis e a campanha do filme de Danny Boyle nos cinemas norte-americanos ganhou um novo fôlego, que deve impulsionar sua estréia em muitos outros países, inclusive no Brasil. Na prática, antes da cerimônia e da consagração (concorreu a dez estatuetas e conquistou oito delas), sua carreira nas telonas era modesta, apesar de já ter superado seu orçamento em muitos milhões de dólares. Ainda em 2008, o filme teve uma estréia limitada, que rendeu pouco mais de US$ 5 milhões em quatro semanas – o que é considerado um valor normal para uma obra estrangeira. Porém, com a ventilação da notícia de suas inúmeras indicações, sua estréia ‘wide’ quase igualou o número acumulado até o momento (quase 5 milhões a mais). Na última semana de 2008, Quem Quer Ser um Milionário? Já havia superado seu orçamento: faturou mais de US$ 19 milhões e seu custo foi de aproximadamente US$ 15 milhões. Já em 2009, sua distribuição norte-americana aumentou e o filme ganhou lançamento digno de blockbusters hollywoodianos, chegando a 2.943 salas. O ponto de mudança foi muito próximo do anúncio dos indicados ao Oscar®, na segunda quinzena de janeiro, quando estava em exibição em 582 salas e passou a figurar em 1.411. Até o fechamento desta edição, o filme já havia alcançado a excelente marca de US$ 115 milhões nos EUA (3º lugar no ranking) e mais de US$ 96 milhões ao redor do globo.
O caso analisado prova que o reconhecimento da Academia, e dos demais sindicatos, tem muito valor para o público. É claro que o estudo acima envolve apenas o filme que mais prêmios faturou. Entretanto, a quantidade de prêmios conseguidos não é o único modo de impulsionar o desempenho de uma produção no Box Office. O fato de uma produção ser lembrada pelos membros dos júris ou sindicatos – e isso valer uma indicação – já motiva o público a conferir a película. Veja o exemplo de O Curioso Caso de Benjamin Button (Warner), que recebeu 13 indicações e levou apenas 3 prêmios. Até o fechamento deste artigo, o filme estrelado por Brad Pitt (indicado ao Oscar®) estava em cartaz há dez semanas, o que é uma respeitável carreira. Apesar de estar aquém do esperado, seu rendimento se manteve estável durante todo o período e, mesmo em ritmo de saída de cartaz, rendeu muito mais do que outras produções que estrearam ao longo destes últimos meses. Fora dos EUA, sua arrecadação foi excelente. Enquanto somou cerca de US$ 125 milhões em território norte-americano, faturou mais de US$ 175 milhões mundo afora e superou seu alto custo de produção.
Internacionalmente, diversos ‘oscarizados’ ganharam mais vigor nas bilheterias e aumentaram seu faturamento. Uma informação diferente: os ganhadores do Oscar® de melhor ator e atriz estrelaram produções que não tiveram a mesma abertura de outros blockbusters. Milk – A Voz da Igualdade (Universal), que consagrou Sean Penn, foi exibido em pouco mais de 800 salas nos EUA e arrecadou pouco mais de US$ 40 milhões mundialmente. O Leitor (Imagem Filmes), que rendeu o merecido reconhecimento a Kate Winslet como a grande atriz que é, também teve pouca expressão numérica nas bilheterias globais: somou US$ 48 milhões. E ambos estão em cartaz há mais de dez semanas. Performance similar foi a de O Lutador (Paris Filmes), que trouxe de volta aos holofotes o ator Mickey Rourke, que levou o Globo de Ouro® e o BAFTA de melhor ator, com justiça.
No Brasil, os efeitos desta balança de premiações, indicações e desempenho não tiveram grande influência, já que uma produção nacional estreou em dezembro do ano passado e não deu chances para ninguém chegar ao topo até a primeira semana de março. Se Eu Fosse Você 2 (Fox) desbancou qualquer outro filme que foi lançado. O único que se aproximou foi O Curioso Caso de Benjamin Button, que ostenta a segunda colocação entre as maiores bilheterias do ano por aqui. Deve ser levado em consideração o fato de que o grande hit do momento, Quem Quer Ser um Milionário?, só chegou aos cinemas nacionais em 6 de março e os resultados das bilheterias ainda não haviam sido divulgados até o fechamento desta seção, portanto, não foi possível verificar o desempenho do filme por aqui.
Concluindo, quanto mais distante do centro nervoso do cinema internacional se está, menor o efeito que um prêmio importante tem nos cinemas e nos lares dos amantes da Sétima Arte. Todavia, nem sempre este foco está concentrado nos EUA. Festivais que acontecem na Europa também influem na escolha do público. O mesmo vale para o Brasil, cujas mostras atraem cada vez mais público. Entretanto, mesmo com este crescimento, a atenção da audiência é frequentemente conduzida pela divulgação que determinada produção tem em círculo social, ou seja, o boca-a-boca. Nos tempos atuais, o eficiente ‘marketing viral’, que invade como uma tempestade os veículos de comunicação e induzem as pessoas a prestigiar determinado filme, tem sido muito mais eficiente do que o reconhecimento acadêmico e artístico das películas. Para espectador, que é a força motriz deste mercado, quanto mais parâmetros para avaliar melhor o que escolher como entretenimento, melhor. E quem ganha é sempre o mercado. André Cavallini

Confira quais os vencedores do Oscar 2009:

Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário? (Europa Filmes)

Melhor Diretor
Danny Boyle, por Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator
Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade (Universal)

Melhor Atriz
Kate Winslet, O Leitor (Imagem Filmes)

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas (Warner)

Melhor Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona (Imagem Filmes)

Melhor Roteiro Adaptado
Simon Beaufoy, por Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Roteiro Original
Dustin Lance Black, por Milk – A Voz da Igualdade

Melhor Animação
Wall-E (Disney)

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Departures (Japão)

Melhor Edição
Chris Dickens, por Quem Quer Ser um Milionário?”

Melhor Mixagem de Som
Ian Tapp, Richard Pryke e Resul Pookutty, por Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Edição de Som
Richard King, Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Canção Original
Jai Ho, de A. R. Rahman e Gulzar, por Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Trilha Sonora Original
A. R. Rahman, por Quem Quer Ser um Milionário?”

Melhor Direção de Fotografia
Anthony Dod Mantle, por Quem Quer Ser um Milionário?

Melhores Efeitos Visuais
Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton e Craig Barron, por O Curioso Caso de Benjamin Button (Warner)

Melhor Maquiagem
Greg Cannom, por O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Figurino
Michael O’Connor, por A Duquesa (Paramount)

Melhor Direção de Arte
Donald Graham Burt e Victor J. Zolfo, por O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Documentário
O Equilibrista (California Filmes), de James Marsh e Simon Chinn

Melhor Documentário de Curta-metragem
Smile Pinki, de Megan Mylan

Melhor Curta-metragem Live Action
Spielzeugland (Toyland), de Jochen Alexander Freydank

Melhor Curta-metragem de Animação
La Maison en Petits Cubes, de Kunio Kato

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Protegido: Aula de 7 de fevereiro de 2009 – parte 2

Fevereiro 12, 2009 · Digite sua senha para ver os comentários

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Protegido: Aula de 07 de fevereiro de 2009 – parte 1

Fevereiro 9, 2009 · Digite sua senha para ver os comentários

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Dúvida – Sinopse

Fevereiro 9, 2009 · Deixe um comentário

Meryl Streep em cena do filme Dúvida. Interpretação pode lhe valer um Oscar

Meryl Streep em cena do filme Dúvida. Interpretação pode lhe valer um Oscar

Dúvida

Durante a década de 1960, os EUA viveram uma fase de renovação social em que os negros, que eram violentamente discriminados, começam a ganhar espaço na sociedade. Em uma escola católica controlada pela Irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), uma mulher bastante rígida, um garoto afro-descendente chamado Donald Miller (Joseph Foster) se apega ao pároco local, o Padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman), que o ajuda a superar o preconceito dos outros alunos e se torna seu protetor. Entre suspeitas e perseguições, Beauvier inicia uma implacável cruzada para expor as atitudes do padre, ao mesmo tempo em que passa a avaliar suas próprias convicções. Concorrendo ao prêmio Globo de Ouro® em cinco categorias – incluindo a de Melhor Atriz (para Meryl Streep), além de outras três para seu elenco e uma para seu roteiro, que é baseado na peça de John Patrick Shanley, adaptada e dirigida pelo próprio para o cinema -, Dúvida (Doubt) estreou nos EUA na segunda semana de dezembro e chega às telas nacionais em 6 de fevereiro. Distribuição: Disney. André Cavallini

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O início de tudo – Um artigo sobre o filme Che

Fevereiro 9, 2009 · Deixe um comentário

Benicio Del Toro é Ernesto Che Guevara no filme de Steven Soderbergh

Benicio Del Toro é Ernesto Che Guevara no filme de Steven Soderbergh

O início de tudo

Parte importante da história política e social mundial, Ernesto “Che” Guevara, tem sua história contada em Che, divido em duas partes e que tem seu início estreando este em fevereiro

Mostrar o lado psicológico e humano de um líder revolucionário que inspirou milhares de pessoas há décadas com a mesma intensidade que o faz até hoje, mesmo passados mais de quarenta anos de sua morte. Este foi o objetivo do cineasta norte-americano Steven Soderbergh e do ator e produtor Benicio Del Toro. Adeptos do cinema independente e com diversas produções cult no currículo, a dupla viu na história de Ernesto “Che” Guevara uma série de desafios que topou encarar para transpor tal personagem para o cinema.
A complexidade da história contada no filme expressa a enorme quantidade de informações que a equipe de produção conseguiu reunir em aproximadamente sete anos de envolvimento com o projeto. A idéia de realizar o filme partiu dos produtores Laura Bickford e Benicio Del Toro, que conseguiram mobilizar diversas fontes diretamente ligadas ao revolucionário argentino, inclusive pessoas que lutaram ao seu lado em Cuba e na Bolívia. Além da vastidão de dados e depoimentos, o autor do roteiro, Peter Buchman, fez um excelente trabalho de pesquisa e compilou passagens importantes que poucas pessoas conheciam da trajetória do líder.
A primeira parte da produção, denominada Che, tem início no dia em que Ernesto Guevara, um médico argentino idealista, conhece Fidel Castro no México durante uma reunião organizada para discutir a situação de Cuba e como ajudar sua população a se libertar do atual regime. A simpatia de ambos pela causa do povo cubano fez com que eles reunissem um pequeno grupo de revolucionários em um barco e rumassem para a ilha. Chegando lá, a ‘milícia’ começa sua trajetória se estabelecendo no terreno acidentado e montanhoso das serras em que vive uma parcela muito pobre da população local. Sofrendo abusivas coletas de impostos e torturas administradas por um governo ameaçado, os camponeses recebem os revolucionários de braços abertos. Durante a campanha para conseguir mais partidários – entenda-se soldados – e os combates violentos com o exército pela mata fechada, Guevara passa pelas mais diferentes situações e através da convivência com pessoas tão sofridas ele, segundo suas próprias palavras, descobre o real motivo pelo qual uma revolução é feita. Depois de muitas alianças, perdas e conquistas sangrentas no decorrer do percurso, os guerrilheiros seguem para Havana acabando com qualquer resistência do governo que se opuser a eles, sem nunca deixar de respeitar a dignidade do povo cubano, mesmo daqueles que se opõem aos seus ideais. Entrecortado por passagens marcantes ocorridas depois da tomada de Cuba, durante a estada de Che nos EUA para falar aos líderes mundiais em uma conferência da ONU, uma mescla de lições de vida e momentos históricos marcantes mostra uma face diferente de um médico idealista que se torna um símbolo político e social internacional.
A primeira parte de Che tem estréia nacional prevista para o dia 20 de fevereiro. Distribuição: Europa Filmes. André Cavallini.

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Notas de Hollywood

Outubro 27, 2008 · Deixe um comentário

Notas Hollywood
(produzidas para a revista Ver Video edição 184, mas que não foram publicadas por falta de espaço)

A força dos Jedis faz sucesso no Cartoon Network
O longa-metragem de animação Star Wars: The Clone Wars, primeira animação da série de filmes criada por George Lucas feita para a tela grande e que estreou nos cinemas nacionais em agosto, mostrou a que veio e faturou mais de 60 milhões de dólares nas bilheterias ao redor do mundo. Como se não bastasse o sucesso atingido até o momento, a Lucasfilm Animation, divisão da produtora de Lucas, a Lucasfilm, especializada em animação gerada por computador, desenvolveu uma animação que dá seqüência ao filme adaptada para as telinhas e sua estréia foi arrasadora.

Ambientada entre os Episódios II e III, a Guerra dos Clones (Star Wars: The Clone Wars) estreou no canal Cartoon Network dos EUA no dia 3 de outubro e conquistou o título de melhor estréia da história do canal, com mais de 4 milhões de espectadores, quebrando o recorde de audiência que antes era de 2,9 milhões, obtido pela animação Ben 10: Alien Force. Segundo levantamento da Nielsen Media Research, o público que mais assistiu ao lançamento foi o de crianças entre 2 e 11 anos (1,8 milhões). Outro número impressionante foi o de pré-adolescentes e adolescentes (faixa dos 9 aos 14 anos), cuja quantidade de espectadores (1,2 milhões) superou qualquer outra estréia do Cartoon e colocou o canal em primeiro lugar entre todas as redes focadas nesta faixa de público.

Vale ressaltar que, apesar do nome parecido e de se passar durante o mesmo período cronológico dentro da saga, a nova animação Star Wars: The Clone Wars não é uma continuação daquela que já esteve no ar em 2003, Star Wars: Clone Wars, no mesmo canal. Esta durou 25 episódios e não foi produzida em tecnologia 3D Digital, como a atual, além de ter sido uma empreitada do próprio canal Cartoon Network e não da Lucasfilm Animation. A notícia é de que o enredo da nova série de animação acontece paralelamente à anterior. Até o fechamento deste artigo ainda não havia informações sobre a exibição da animação no Brasil.

Homenagem Merecida
O ator James Earl Jones – famoso por ter emprestado sua voz a um dos vilões mais conhecidos da história do cinema, Darth Vader, na saga Star Wars, e ao pai do leão Simba, Mufasa, na animação O Rei Leão – receberá uma homenagem por sua carreira durante a entrega dos prêmios SAG Awards 2009, o SAG Life Achievement Award, o 45º da história da premiação.

Aos 77 anos, Jones já ganhou diversos prêmios importantes em sua longa carreira, incluindo dois Tony®, premiação máxima do teatro norte-americano, três Emmy®, que coroa as atuações em TV, mas que, contudo, nunca ganhou um Oscar®, apesar de ter recebido uma indicação.
A festa de premiação do SAG Awards acontece em 25 de janeiro de 2009.

O novo Sherlock Holmes
Com a confirmação da produção de uma nova aventura do detetive mais famoso da literatura em língua inglesa, para não dizer mundial, Sherlock Holmes, anunciada no final de setembro, criou-se o mistério de quem interpretaria o personagem-título e quem assumiria a responsabilidade de adaptar a história clássica sem perder o charme e o clima sério que os livros de seu criador, Sir Arthur Conan Doyle, criou. A resposta veio de forma surpreendente. Um time de grandes foi montado para realizar tal obra: no elenco, Robert Downey Jr. foi o escolhido para interpretar Holmes e Jude Law encarnará Dr. Watson; na direção, o ousado Guy Ritchie arregaçará as mangas para conduzir o filme, que será produzido por ninguém menos que Joel Silver, produtor com um currículo invejável, que inclui a trilogia Matrix, V de Vingança, Máquina Mortífera 4 e o recente RocknRolla – A Grande Roubada, em que também faz parceria com Ritchie.

A notícia da escolha dos profissionais, dada no início de outubro, chamou a atenção da imprensa internacional, que recebeu com surpresa a escolha de Downey Jr como o detetive, papel que já foi de atores célebres como o britânico Peter Cushing e o irlandês Peter O’Toole. Segundo o próprio ator, sua escalação se deve muito ao fato de ter estrelado Homem de Ferro e a enorme quantia arrecadada por ele (mais de meio milhão de dólares). Durante o anúncio oficial aos jornalistas, que aconteceu em Londres, muito falou-se sobre a intenção de manter o máximo de fidelidade aos livros e ao ambiente criado pelo autor. Também especulou-se sobre a criação de uma nova franquia no cinema e, talvez, de uma série de TV.

Atualmente, o filme está em processo de filmagem e produção. A estréia está prevista para 2010. Todavia, o calendário pode ser antecipado. O motivo: também no início de outubro foi anunciada a realização de uma produção que satiriza Sherlock Holmes, que será estrelada por Sacha Baron Cohen e Will Ferrell, e que tem mesma previsão de estréia. Ao saber deste fato, Guy Ritchie mostrou bom humor e afirmou que fará de tudo para boicotar o filme concorrente.

Separação amigável?
Duas das maiores empresas do ramo do entretenimento mundial, especificamente do cinema, a DreamWorks e a Paramount, anunciaram o término de uma joint venture criada para a produção e distribuição de mais de quarenta projetos. Com isso, uma nova empresa deverá ser criada pelos remanescentes da DreamWorks, que ficará com cerca de 20 dos projetos da antiga parceria. À Paramount fica a opção de distribuir e co-financiar estas obras. Entre os produtos afetados pela separação estão os dois próximos filmes de Steven Spielberg e o próximo do comediante Sacha Baron Cohen, entre muitos outros.

Ao que parece, a situação é interessante para ambas. A Paramount se beneficia do fato de eliminar uma série de projetos que sobrecarregavam o estúdio, e suas contas, além de manter as grandes produções em suas mãos. Já a DreamWorks tem a oportunidade de começar uma nova empreitada, com uma equipe já conhecida, sem mencionar o fato de retirar-se da área criativa e financeira da sua ex-parceira, o que a impedia de dedicar-se aos próprios objetivos.

Apesar das negociações da separação ainda terem previsão de se prolongarem até o final do ano, sabe-se que a DreamWorks acabou de fechar um acordo com a Reliance, uma produtora situada na Índia, para criar uma nova empresa, além de outras negociações importantes com outros estúdios. Contudo, o acerto com a Paramount não parece impedir que a nova empresa constituída por sua ex-parceira negocie uma nova distribuidora para seus futuros produtos, possivelmente, a Universal seja uma delas. Conforme já mencionado, há uma cláusula contratual que prevê a preferência de distribuição de quase duas dezenas de projetos iniciados durante a época da união pela Paramount, independentemente do desfecho da situação.

Para manter a boa relação com Spielberg, que está envolvido em quase todos os blockbusters em produção em seus estúdios, a Paramount está inclinada a manter a paz entre as empresas e tudo parece que correrá sem maiores entraves. Visto que sem a cooperação dela, a nova empresa do cineasta começaria do zero, o que seria um péssimo negócio para os dois lados.

Depois da produção deste artigo, a Variety publicou em sua página que o acordo especulado entre a DreamWorks e a Universal foi de fato concluído e a major será a distribuidora dos novos filmes produzidos pela DW, excluindo-se os que já estiverem em produção e forem de opção da Paramount para comercialização.

Valorização Merecida
Diversas vezes premiada no Emmy®, tanto por sua participação no famoso e consagrado Saturday Night Live (no ar no Brasil pelo canal por assinatura Sony), quanto por sua presença em 30 Rock (também transmitido pela Sony), atual hit do momento na televisão norte-americana, Tina Fey é uma artista multifacetada. Além de ser boa atriz, é uma roteirista de mão cheia e uma das principais responsáveis pelo sucesso de ambos programas em que participa.

Colhendo os frutos de seu trabalho, Fey acabou de assinar um contrato milionário, segundo reportaram a Reuters e o The New York Post, para publicar um livro. Ainda não há informações se será uma autobiografia, ficção ou humorístico. O assunto mesmo gira em torno das cifras espantosas que o contrato pode conter – aproximadamente US$ 5 milhões. A obra ainda não tem data para ser lançada. A editora responsável pela publicação do livro é a Little, Brown, que possui em seu rol de autores figuras consagradas como Candace Bushnell, autora de Sex and the City, livro que originou o seriado televisivo e o longa-metragem, sem contar autores consagrados como Anne Rice, Clive Barker e Nora Roberts, cujos livros já ganharam adaptações para o cinema.

Atualmente, Tina Fey está sob os holofotes por realizar uma divertida imitação da candidata a vice-presidente dos EUA, Sarah Palin, no Saturday Night Live. Nas telonas, escreveu o roteiro do bem-sucedido Meninas Malvadas (Mean Girls), em 2004, e estrelou, ao lado de sua colega de TV, Amy Poehler, Uma Mãe Para Meu Bebê (Baby Mama), em 2008.

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007 Quantum of Solace – Resenha

Outubro 27, 2008 · Deixe um comentário

007 Quantum of Solace

Depois do sucesso de 007 Cassino Royale, silenciando as críticas que recebeu, Daniel Craig ganhou mais uma oportunidade para viver o inesquecível espião britânico. Explorando mais a ação do que o mistério, o que valoriza ainda mais a presença de Craig no filme, foi escalado o alemão Marc Forster para a cadeira de diretor. Com a experiência de adaptar um best-seller para o cinema e ter uma boa recepção mundial (O Caçador de Pipas fez mais de US$ 70 milhões), além de já ter trabalhado com grandes astros do cinema, como Johnny Depp, Kate Winslet, Will Ferrell, Naomi Watts e Ewan McGregor, esta é sua primeira oportunidade de dirigir um verdadeiro blockbuster.

Também no casting, Quantum conta com Judi Dench retornando como “M”, a chefe de Bond, reprisando o papel que interpreta desde 007 Contra GoldenEye (1995), As novas bond-girls são Olga Kurylenko, atriz ucraniana que fez sucesso na adaptação cinematográfica do game Hitman (2007) e que também participou de outra adaptação de um jogo de videogame, Max Payne, que ainda não chegou aos cinemas; e Gemma Arterton, que não tem ainda nenhum hit em sua carreira, mas já está nas telas com RocknRolla – A Grande Roubada.

O enredo, como já mencionado, retoma a trama iniciada em Cassino Royale e mostra James Bond em busca de vingança, tentando descobrir quem foi o responsável pelo ocorrido com Vésper. Com a ajuda de M, ele descobre que há um traidor dentro do MI6 e a aventura parte para diversos cantos do mundo. O título do filme vem do nome da organização que o espião enfrenta, a Quantum, cuja meta é tomar o controle da maior reserva natural de água da América do Sul, além de ajudar um ditador a tomar o controle de um país em conflito.

A estréia da vigésima segunda aventura de James Bond está prevista para o dia 31 de outubro na Grã-Bretanha, França e Suécia, e deve chegar aos cinemas brasileiros apenas em 14 de novembro. Com isso, o público nacional terá uma boa chance de medir a recepção que a produção terá antes de ir ao cinema. De qualquer forma, Bond é sempre Bond, ou seja, há a eterna garantia de entretenimento e de salas cheias pelo País. Distribuição: Sony.

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Rede de Mentiras – Resenha

Outubro 27, 2008 · Deixe um comentário

Rede de Mentiras

A bem-sucedida dupla formada por Ridley Scott e Russell Crowe encontra-se mais uma vez e leva aos cinemas mais um filme polêmico e com traços de concorrente ao Oscar® em 2009. Parceiros de longa data, os dois uniram-se para um trabalho ambicioso e, ao lado de Leonardo DiCaprio, realizaram Rede de Mentiras, um thriller de ação que aborda o terrorismo e a ameaça constante que os EUA enfrentam depois da guerra no Iraque.

Com o roteiro baseado em um romance de David Ignacius, adaptado por William Monahan, Scott retoma a temática ‘ocidente versus oriente’ que já havia abordado em outras produções, Falcão Negro em Perigo (2001) e Cruzada (2003). Um dos pontos fortes da produção é mostrar que nem sempre a tecnologia de ponta que algumas agências governamentais de segurança possuem consegue burlar a comunicação boca-a-boca que os terroristas utilizam. Em suma, a falta de tecnologia dos inimigos dos ocidentais é sua maior vantagem. É neste ponto fraco que o filme toca e explora.
Leonardo DiCaprio interpreta o agente da CIA Roger Ferris, que vive no Oriente Médio, mudando-se constantemente de país, investigado as operações de comandos terroristas da região. Seu chefe, Ed Hoffman, vivido por Russell Crowe, que viveu uma enorme transformação para encarar o papel, está nos situado nos EUA e de lá comanda as operações de Ferris em território hostil. Quando uma organização islâmica ataca diversos alvos civis, mas não assume os atentados, o Roger decide mudar de estratégia para forçar os extremistas a saírem do esconderijo. Para tal, resolve fazer uso da mesma ferramenta deles, a comunicação popular, e cria uma nova, e imaginária, rede terrorista. Apesar da estratégia bem sucedida, o agente perde a cooperação de seu superior, cuja meta não é desmantelar a célula local, mas monitorar as atividades em um âmbito bem mais amplo.

Focando bastante nas diferenças culturais e nas falhas dentro dos objetivos da ocupação ocidental no Oriente Médio, o filme tinha muitas chances de conquistar o público e ser um grande sucesso, mesmo tratando de um tema já excessivamente explorado. Contudo, a recepção que o filme teve nos EUA não foi das melhores da carreira dos astros que estão nele e teve uma abertura de quase US$ 13 milhões. Até o presente momento, arrecadou pouco mais de US$ 30 milhões, o que não chega na metade de seu custo de produção. Uma pena.

Rede de Mentiras tem estréia nacional prevista para 28 de novembro. Distribuição: Warner.

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Max Payne – Resenha

Outubro 27, 2008 · 1 Comentário

Max Payne

Um oficial da polícia de Nova York passa por momentos turbulentos em sua vida. Depois de encontrar sua família assassinada e perder seu parceiro, também morto, ele mergulha em uma jornada obsessiva em busca de vingança e descobre uma conspiração que envolve não apenas o submundo do crime, mas forças muito além de sua compreensão – além de uma rede de traições e violência. Este é o enredo de Max Payne, um game que conquistou inúmeros fãs e que estréia sua versão para o cinema tentando repetir a dose. Inicialmente lançado para o Microsoft Windows e avançando para os consoles Xbox e PS2, entre outros, ficou claro que a versão cinematográfica era uma questão de tempo. Em 2001, logo depois do lançamento do jogo, a produtora Collision Entertainment adquiriu os direitos para realizar a adaptação para as telonas, querendo encontrar um parceiro para desenvolver o projeto. Alguns anos e muitos problemas depois, a empresa resolveu levar a idéia para a 20th Century Fox, que aceitou participar do projeto, com a condição de desenvolver outro roteiro. Negócio fechado e mãos à obra.

No final de agosto deste ano, na Comic Con®, uma das mais badaladas reuniões de fãs de quadrinhos e afins, realizada nos EUA, ocorreu a apresentação oficial de Max Payne, com direito a presença do elenco e do diretor, além da apresentação de vários vídeos (N.R.: A versão completa do filme só chegou em terras ianques no final de outubro, com abertura de US$ 17 milhões e total até o momento de US$ 29 milhões) e dos pôsteres de divulgação. Em entrevistas durante o evento, a maior preocupação do diretor John Moore (Além das Linhas Inimigas) era a de não decepcionar os fãs. Já Mark Wahlberg (Fim dos Tempos) disse que o filme foi sua oportunidade para retornar aos filmes de ação e explorar seu lado mais sombrio. Além dele, também integram o elenco os atores Chris O’Donnell (Limite Vertical), Beau Bridges (Stargate: Continuum); as atrizes Mila Kunis (Ressaca de Amor) e Olga Kurylenko (007 Quantum of Solace); e o rapper/ator Ludacris (RocknRolla – A Grande Roubada).

A versão de Max Payne para os cinemas tem estréia prevista no Brasil para o dia 21 de novembro. Distribuição: Fox.

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