Última Parada 174 – Resenha
Tags: Última Parada 174, bruno barreto, novo filme de bruno barreto
Última Parada 174Em 12 de junho de 2000, o Brasil parou para ver uma das mais chocantes demonstrações da terrível realidade em que estamos mergulhados. No Rio de Janeiro, o ônibus da linha 174 Humaitá é seqüestrado por um rapaz, que mantém os passageiros reféns durante mais de quatro horas. Pela televisão, o País acompanhou de perto e assistiu de camarote o desfecho trágico do evento. O autor do crime, Sandro do Nascimento, morto em circunstâncias suspeitas depois a ação da polícia carioca, foi um dos garotos que sobreviveram à chacina da Candelária. Tudo isso foi revelado pelo contundente documentário dirigido por José Padilha em 2002. Em 2008, uma outra perspectiva dos mesmos fatos dramatiza a origem do assaltante chega aos cinemas do País: Última Parada 174, dirigido por Bruno Barreto (O Que É Isso Companheiro e Bossa Nova).
Com roteiro ficcional de Bráulio Mantovani (Tropa de Elite e Linha de Passe), o filme descreve os caminhos percorridos por duas personagens principais, Marisa e Sandro. Ela, uma mulher sofrida, tem seu filho, Alessandro, tomado de seus braços e é abandonada pela comunidade em que vive. Seus refúgios para suportar a dor são a memória de seu bebê, que jura um dia encontrar, e a religião, que abraça de forma cega. Já o rapaz tem sua existência marcada pela violência. Aos 10 anos, vê sua mãe ser assassinada por assaltantes, o que o leva a viver nas ruas da capital fluminense. Em pouco tempo, o adolescente se torna um criminoso e, depois de sobreviver ao massacre ocorrido na Candelária, acaba sendo enviado a uma prisão para menores. Lá, ele conhece o filho perdido de Marisa e os dois ficam amigos. Sem perder as esperanças, a mulher localiza seu filho no sistema da polícia e chega à prisão em que os dois garotos estão. Porém, ela acredita que Sandro é a criança que ela perdeu e o retira de lá. Mesmo com as tentativas de Marisa de ajudar o rapaz, a dura realidade o leva ao trágico final que já conhecemos.
Com estréia no País prevista para o dia 24 de outubro, Última Parada 174, teve sua estréia mundial no Festival Internacional de Toronto no início de setembro e faz parte da lista oficial dos indicados brasileiros ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro.
Distribuição: Paramount. André Cavallini
Gostar disso:
7 Respostas para 'Última Parada 174 – Resenha'
Assinar os comentários com RSS ou TrackBack para 'Última Parada 174 – Resenha'.
em dezembro 17, 2008 em 1:45 pm
Acredito que se o Bruno Barreto deixasse de lado essa lado do facinio que todos os cineastas brasileiros tem pela miseria e violência, encontraria por exemplo um filme que abordasse a tragetória da Geisa Firmino, que morreu nas mãos do sequestrador.Tenho certeza que seria um filme com fatos reias, não apenas mais que lançam nos nacionais com “baseados em fatos reias”.Se torna ate rídiculo colocar um ladrão como o mocinho da história culpando da desigualdade social e injustiça social, torna-se banal esse ponto de vista do cineasta.
em março 3, 2009 em 10:46 am
O menor infrator é fruto da nossa falta de responsabilidade social, da nossa falta de interesse com o próximo e do nosso sistema governamental, que primordialmente visa o lucro, depois o bem estar social.
O filme mostra uma realidade, que nós as vezes ainda nos recusamos a ver e entender!
em novembro 18, 2010 em 3:45 pm
esse filme foi muito interessante pois retratou algo que aconteceu……….gostei muito parabéns para as pessoas que fizeram acontecer o filme………..
em janeiro 2, 2011 em 11:16 am
[...] Última Parada 174 – Resenha setembro, 2008 3 comentários 5 [...]
em janeiro 7, 2011 em 8:14 pm
É muito fácil falar que estes jovens que cometem crimes tem uma vida dura, não tiveram oportunoidade e tal… Mas e a professora que morreu, que oportunidade ela vai ter agora, depois de morta? E seus parentes? Que tipo de oportunidade eles vão ter? Na verdade, oportunidade todo mundo tem. Mas tem que dar duro pra conseguir as coisas, isso nem é novidade. Nesse país, todo mundo que tem um pouco ou consegue bastante, deu muito duro pra conseguir, não é mesmo? Salvo algumas excecoes que conseguem de outras formas, nem precisa citar. Só acho incrível esses filmes ficarem mostrando pro cidadão “coitadinhos, eles roubam e matam porque não tiveram oportunidade!” Ah, vão trabalhar e estudar. Escola é de graçã pra todos. DE GRAÇA!!!!!!!!!!!!!!
em maio 3, 2011 em 7:58 pm
A temática do filme é interessante, porém a resenha não foi muito boa. Fiquei com o impressão de que a resenha foi feita sem ter visto o filme.
em maio 4, 2011 em 12:47 am
Vi, sim, o filme e não gostei. Obrigado pelo comentário.