Seria o fim mesmo?
Seria o fim mesmo?
A Imagem Filmes lançou nos cinemas Jogos Mortais – O Final, o segundo filme em 3D que a empresa coloca no mercado, o que traz de volta à mídia a famosa série de terror, iniciada em 2004
Por André Cavallini
Terror. O que para muitos significa um sentimento ruim, para uma indústria centenária como o cinema é sinônimo de lucratividade. Exemplo disso é a série de sete filmes da franquia Jogos Mortais, que no começo de novembro teve sua legião internacional de fãs renovada com a estreia de seu (suposto) derradeiro capítulo nos cinemas e em 3D, fazendo bastante sucesso nas bilheterias. Porém, não é só das bilheterias que se faz a fama de um filme, ou sequência de filmes, especialmente os de terror. É nas locadoras que nascem verdadeiros sucessos e o consumidor é quem espalha a novidade. E não foi diferente com Jogos Mortais.
Os seis primeiros filmes da criativa série sempre estiveram presentes nos rankings publicados por Ver Video, desde o primeiro a ser lançado, há pouco mais de cinco anos, pela Paris Filmes. Os desdobramentos dos sádicos e misteriosos jogos promovidos pelo serial killer Jigsaw ganharam audiência, caíram no gosto do público e tiveram fôlego para se estenderem por mais seis filmes, lançados nos cinemas sempre, nos EUA, na mesma data – o dia de Halloween (31 de outubro) – anualmente, sem falha.
Um dos segredos do sucesso da saga de armadilhas inventivas é o roteiro, que manteve a mesma linha, filme após filme, mesmo com as mudanças de diretor – foram quatro profissionais, ao todo. Outro ponto forte é o elenco, que sofreu poucas mudanças e podemos ver a volta de vários personagens dos primeiros filmes no último, Jogos Mortais – O Final, que está nos cinemas. No Brasil, três empresas distribuíram os filmes de Jogos Mortais. Os dois primeiros foram lançados pela Paris Filmes, uma verdadeira aposta; do terceiro ao sexto, quem cuidou da distribuição foi a Disney. O sétimo está nas mãos da Imagem Filmes, que informou que lançará a produção nas locadoras no dia 23 de fevereiro.
Jogos Mortais – O Final
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton e Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Betsy Russell, Cary Elwes, Sean Patrick Flanery
Duração: 110min
Sinopse: Bobby (Sean Patrick Flanery) é um dos sobreviventes das armadilhas de Jigsaw (Tobin Bell) e faz fama com livros de auto-ajuda. Ele está na mira de Hoffman (Costas Mandylor), que assumiu o controle dos jogos e testará a coragem de Bobby por meio de mais uma série de armadilhas mortais. Ao mesmo tempo, a polícia chega perto de Hoffman quando Jill (Betsy Russell) se entrega e tem provas contra ele. Mas a verdade nem sempre é o que parece.
Texto publicado na edição 209 da revista Ver Video.
Os bastidores do poder
A superprodução inglesa Os Pilares da Terra está chegando ao Brasil. Dividida em quatro partes, esta superprodução está chegando ao home vídeo em DVD e em Blu-ray
Por André Cavallini
Filmes que tratam de grandes momentos da história da humanidade chegam com frequência ao mercado brasileiro e são sempre requisitados pelo público, que gosta de ver como vivíamos no passado e como a sociedade se comportava em outros tempos. A Inglaterra foi palco de grandes mudanças ao longo dos séculos e tais eventos marcaram o rumo do nascimento de outras grandes nações, inclusive a nossa. Os Pilares da Terra retrata a Grã-Bretanha do século 12, quando uma guerra pela sucessão do trono tem início na família real, ao mesmo tempo em que a corrupção e a ambição tomam conta dos níveis mais altos da igreja. E a linha que conecta as duas histórias é a destruição de uma igreja e o início da construção de uma catedral.
A série de quatro filmes de Os Pilares da Terra teve origem no best-seller de Ken Follett, lançado no Brasil pela Editora Rocco, em dois volumes. Sua versão para o home vídeo chega em quatro discos, lançados separadamente. Os Pilares da Terra I – Destruição do Templo chegou em 19 de janeiro de 2011 (DVD e Blu-ray, com muitos extras e dublagem em português); o volume II – Redenção, em 31 de março; os números III – O Legado e IV – Obra dos Anjos chegam juntos em 18 de abril.
Para falar mais sobre estes como Os Pilares da Terra chegou ao país, entre outros assuntos, Ver Video conversou com Marcelo de Sousa, responsável por trazer esta série e vários outros épicos lançados pela Paramount. Confira!
Ver Video – Marcelo, como chegou às suas mãos o filme Pilares da Terra?
Marcelo de Sousa – Fui apresentado ao filme há dois anos. Naquela ocasião ele ainda estava em fase de projeto e os produtores fizeram uma apresentação em Cannes. Como ainda não tinha lido o livro, fiz uma pesquisa e descobri que era um best-seller de quase 20 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – e também com um desempenho excelente no Brasil. Calcado nestas informaçõesm no ano seguinte, já tendo visto um promo de 5 minutos e sabendo do espetacular elenco e dos fantásticos realizadores que estavam por trás da produção, fiz a aquisição do filme.
VV – O material já veio dividido em partes ou foi opção de vocês lançarem Pilares em volumes separados?
Sousa – Originalmente, ele foi produzido em quatro filmes de 110 minutos, aproximadamente. E da mesma forma que O Senhor dos Anéis e Harry Potter, você pode assistir aos filmes separadamente, com começo, meio e fim individuais, mas todos têm uma ligação entre si.
VV – Este será o seu primeiro lançamento em Blu-ray? Qual a sensação de entrar na alta definição, ainda mais com uma produção dessa qualidade?
Sousa – Acho que é um processo natural e nada mais acertado do que começar com uma produção épica de 40 milhões de dólares. Os materiais importados do filme são de última geração, o que vai garantir uma perfeita qualidade de áudio e vídeo, o que vai agradar os clientes mais exigentes. Tanto o BD quanto o DVD vão estar recheados de extras e com som 5.1.
VV – Qual a sua expectativa com relação ao filme Pilares chegando ao mercado?
Sousa – A expectativa é enorme. Conversei com os produtores semana passada e eles disseram que as vendas de BD e DVD começaram quebrando recordes em alguns países da Europa. Na Alemanha, por exemplo, já foram pré-vendidas 100.000 unidades. Aqui, queremos bater nosso recorde e temos tudo pra isso.
VV – Além de Pilares, você também teve lançados pela Paramount uma série de filmes de teor histórico, como Arn – O Cavaleiro Templário e O Desafio de Darwin, entre outros. Este é um estilo da sua empresa ou foi a ocasião que propiciou os lançamentos?
Sousa – Buscamos os gêneros que o publico brasileiro mais gosta e um deles é os épicos. Arn – O Cavaleiro Templário, lançado ano passado, é até hoje nosso título mais vendido. E agora estamos trazendo, além de O Desafio de Darwin, Henrique IV – O Grande Rei da França, que é um filme impecável, uma grandiosa produção.
VV – Você tem planos para lançar outros filmes em Blu-ray?
Sousa – Sim, já estamos programando o filme O Retrato de Dorian Gray, com Ben Barnes e Colin Firth, que entra em cartaz no cinemas no início de 2011.
Texto publicado na edição 209 da revista Ver Video.
Jogos Mortais – O Final, em 3D
Saudações,
Na última quarta-feira, dia 3 de novembro, tive o prazer de estar presente à cabine de imprensa realizada pela Imagem Filmes para a exibição de Jogos Mortais – O Final, em 3D. Esta é a segunda produção em três dimensões sendo lançada pela Imagem em sua história (a primeira foi o remake de Piranha, cult trash). Curiosamente, ambas são fitas de terror.
A pretensão de Jogos Mortais – O Final, além de fechar uma série de peso que se estendeu demais, em minha opinião, era levar a franquia para a nova era do cinema e aproveitar o boom do 3D, que tem dado bons lucros para os estúdios e distribuidores.
Falando sobre o filme, ele tem todos os elementos já tradicionais, com duas tramas correndo paralelas, armadilhas criativas, visual sombrio, violento e com muito gore, e uma reviravolta que deixa o espectador tenso até o fim. E asseguro que tensão não falta ao filme, enfatizado pelo uso do 3D, que está aplicado na medida certa, sem exageros de objetos e tripas voando no público, dando muito valor aos cenários, que parecem cercar a sala de exibição.
Não darei detalhes maiores sobre a trama, mas já dou algumas dicas do que será visto na telona. Uma adição interessante é a presença de vítimas do passado (ou dos seis primeiros filmes da série) que sobreviveram a Jigsaw e suas armadilhas e jogos, inclusive do primeiro filme. Alguns encontros geram o conflito que dará o estarte para a trama secundária do filme, aquela que liga os jogos mortais, correr – de modo um tanto simples, objetivo e sem surpresas. Do outro lado, na trama que se estica, diga-se de passagem, demasiadamente, por sete filmes, um fechamento de saga não tão óbvio, concluindo mesmo a história.
Recomendo aos bravos (e bravas) que vejam em 3D para dar pulos maiores na cadeira. Baldes para conter o sangue são recomendados!
Abraços e boa diversão!
PS: Logo mais postarei aqui a matéria que estou escrevendo sobre a série Jogos Mortais para publicação.
Entrevista com Lella Smith, da Disney
Texto escrito para a edição 201 de Ver Video, mas publicado parcialmente na edição 204.
Tesouros bem guardados
Durante a preparação da versão restaurada de mais um clássico, os arquivistas da Disney encontraram raridades. Lella Smith, diretora de criação deste departamento conversou com VER VIDEO e falou um pouco sobre o assunto e muito mais!
Imagine a quantidade de personagens, roteiros, recortes de filmes, rabiscos originais e uma infinidade de papéis que fazem parte do processo criativo para a produção de uma animação da Disney. Na era dos computadores, em que tudo é feito na tela e com um mouse na mão, fica fácil pensar em gigabytes e HDs para guardar tudo. Porém, quando se trata de produções do início do século 20, a história muda um pouco. Dezenas de milhares de itens circulavam pelas mãos dos envolvidos nos projetos e, ao final de tudo, isso precisa ser guardado em algum lugar. É neste momento em que entravam em ação os arquivistas do estúdio, que tentavam organizar as coisas de modo que ficassem facilmente acessíveis no momento em que forem necessárias novamente. Com o passar do tempo, o acúmulo era inevitável e um problema acabou se formando: o que fazer com tudo? Outro sério assunto relacionado aos arquivos da Disney é a conservação dos materiais. Como fazer para manter tudo preservado e nas melhores condições para o uso futuro, ainda mais quando não há um prazo para isso?
O tempo passa e o volume de itens arquivados nunca diminui, pelo contrário. Na década de 1990, entra no time Lella Smith, que havia dedicado boa parte de sua vida até o momento a trabalhar em museus e institutos de arte, e era especialista em administrar acervos grandes, como o da Disney. E ela tratou de colocar a casa em ordem, o que foi fundamental para a evolução que surgiu nos últimos anos com o advento da alta definição e o enorme espaço que se tem para Extras nos discos.
Atualmente, a Disney tem investido em restaurar e lançar de forma especial seus clássicos animados, como fez com Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela Adormecida, Pinóquio, e próximo lançamento, Dumbo, que tem previsão de chegada para o início de junho em DVD e Blu-ray. Com isso, o trabalho da equipe de Lella Smith aumentou e foi necessário incluir um time especializado em digitalização e tratamento de imagens para imortalizar o trabalho de arte dos antigos desenhistas e coloristas. Lella conversou com VER VIDEO e falou sobre o processo de trabalho dela e seu departamento, e muito mais. Veja a seguir!
Ver Video – Muita gente no Brasil nunca ouviu falar da ARL antes. Conte-nos um pouquinho sobre este departamento da Disney, por favor.
Lella Smith – Quanto tempo você tem disponível para essa entrevista? (risos) A ARL é responsável por guardar e preservar todos os arquivos de “artwork” (desenhos e rascunhos) de todos os filmes de animação realizados pela Walt Disney Studios desde da década de 1920. Isso para materiais físicos. Os arquivos digitais que resultam das animações mais recentes são arquivados em outro departamento, relacionado a tecnologia.
VV – Vocês lidam com a restauração também?
Lella – Nosso trabalho começa antes e termina depois da restauração. Quando é feito um projeto de relançamento de algum filme clássico, como o caso de Dumbo, que é o mais recente, os restauradores vêm ao ARL e escolhem a dedo o que querem do nosso acervo. Depois, digitalizamos os originais e partimos daí para a parte “tecnológica” do processo. Então, quando tanto vídeo quanto áudio são restaurados, começa a parte de preparação dos Extras dos produtos. Novamente, os técnicos escolhem o material que utilizarão e o processo se repete até que o produto que chegará ao home vídeo esteja completo.
VV – Quantas pessoas trabalham no seu departamento?
Lella – Cerca de 25 profissionais, incluindo aqueles que lidam com os materiais físicos e com a digitalização. Hoje temos mais de 800 mil arquivos digitais em nossa central de computação, já restaurados ou em processo de revitalização.
VV – E qual o tamanho do acervo físico?
Lella – Temos mais de 60 milhões de itens de arte guardados. Portanto, ainda temos um longo caminho pela frente!
VV – Você tem viajado pelo mundo levando consigo uma exposição com algumas das peças mais interessantes do acervo do estúdio. Como tem sido essa experiência?
Lella – É incrível como as pessoas têm curiosidade em conhecer como era feito o trabalho de arte das animações de antigamente. Boa parte dos jovens olha para clássicos como Branca de Neve ou Cinderella e não pensa que cada frame do filme foi desenhado manualmente e é composto por diversas páginas individuais. Afora os adultos, que resgatam um pedacinho de sua infância ao olhar para as telas.
VV – Alguma previsão de quando essa exposição chega ao Brasil?
Lella – Ainda não, infelizmente. Eu adoraria vir ao Brasil. Sei que nossos personagens são muito queridos por aí.
VV – O que você pode nos dizer sobre a recente descoberta de um personagem perdido de Dumbo? Como ele foi encontrado?
Lella – Isso é algo incrível, de fato. Quando uma animação está sendo criada, os artistas acabam testando diversos aspectos do trabalho produzido, incluindo cores e explorando as possibilidades de cada um dos personagens, que podem entrar ou sair do corte final. E foi justamente nesse processo que o “Doutor I Hoot” acabou desaparecendo. Ele é um médico um tanto doidinho e que teria uma participação pequena, porém, divertida em Dumbo. E ele reapareceu de forma espontânea, já que foi encontrado durante o processo de restauração para a edição de aniversário do filme.
VV – E qual será o próximo projeto de restauração depois de Dumbo?
Lella – O próximo da lista é Fantasia, que deve ser restaurado até o final deste ano. Em seguida, provavelmente, A Bela e a Fera será trabalhado. Não posso falar ainda a respeito disso, mas já adianto que tem uma cena perdida que está sendo remasterizada e é bem bacana.
Texto sobre Um Olhar do Paraíso
O texto a seguir foi publicado como matéria de capa da edição 202 (maio de 2010) da Ver Video. Ele é bem seco, sem opinião, feito para divulgar e apresentar o filme.
Eu vi o filme no cinema e não curti muito, não, para ser sincero. O Peter Jackson é muito bom, mas ele priorizou duas coisas: o visual e o elenco. Faltou uma história com nexo. De qualquer forma, está aí a dica de filme, em DVD e em Blu-ray.
Entre dois mundos
A história de uma garota, e de sua família, depois que ela é assassinada é contada de pontos de vistas diferentes pelo cineasta Peter Jackson em Um Olhar do Paraíso, que chega em DVD e Blu-ray pela Paramount
A vida da família Salmon é bastante agitada com os pais, Jack (Mark Wahlberg) e Abigail (Rachel Weisz) lutando para dar uma estrutura boa em casa para os três filhos, Susie (Saorsie Ronan), Lindsey (Rose McIver) e Buckley (Christian Ashdale). Em plenos anos 70, a garotada gosta muito de viver intensamente e curtir a recente liberdade que a sociedade dos EUA está ganhando. Porém, quando um estranho homem muda-se para a vizinhança dos Salmon, a paz sairá de cena. George Harvey é um sujeito quieto e com hábitos soturnos, em especial à noite, quando se isola em seu porão para construir objetos. Certo dia, Susie está caminhando de volta para casa depois da escola e dá de cara dom Harvey, que lhe convence a conhecer um lugar especial que ele construiu para a garotada do bairro. Ela aceita o convite e é a última vez que ela é vista com vida.
Enquanto a família sofre e se desestrutura com a perda, Susie se encontra vagando por um lugar desconhecido e mágico, em que ela consegue ver imagens maravilhosas e observar as pessoas que mais ama, como seus pais, irmãos e o rapaz por quem ela era apaixonada. Os Salmon vão de mal a pior com a obsessão de Jack em encontrar o assassino – e o corpo – de sua filha. Com isso, Abigail parte para um trabalho longe de casa. Então, para dar uma arrumada nas coisas, a amalucada avó Lynn chega na casa para cuidar dos netos. Do outro lado, Susie continua a viver ilusões ao mesmo tempo em que tenta ajudar seu pai a superar a morte dela. Quando Jack chega perto de Harvey, outra perda pode acontecer na família.
Esta é a história de Um Olhar do Paraíso, que a Paramount lança em DVD e Blu-ray para as locadoras neste mês. Com data de entrega prevista para o dia 22 de junho, o filme é o mais recente trabalho de Peter Jackson, mais conhecido pela trilogia Senhor dos Anéis, que produz efeitos visuais impressionantes sobre um roteiro sensível e com clima de mistério que pode agradar a diversos tipos de clientes diferentes nas lojas.
Um Blu-ray muito especial
Um Olhar do Paraíso chega em versão simples em DVD, mas tem sua edição em alta definição lançada em dois discos, com muitos Extras, além dos recursos de imagem e som impecáveis que o Blu-ray oferece. Entre os materiais adicionais, uma explicação de Peter Jackson sobre o mundo que ele cria no filme, detalhes de bastidores do processo de filmagem e de criação de Um Olhar do Paraíso e muito mais, tudo em alta definição. Uma edição muito especial!
Também no varejo e no rental
Além de Um Olhar do Paraíso, a Paramount também traz um ótimo filme simultaneamente para locação e vendas diretas ao consumidor. É Capitalismo: Uma História de Amor, instigante documentário do cineasta Michael Moore. Depois da crise econômica que assolou os EUA, Moore pegou novamente sua câmera indiscreta e foi bater na porta de políticos e bancos para saber a verdade por trás da falência de todo o sistema financeiro do país. Nos Extras, muito mais imagens curiosas e depoimentos polêmicos coletados pelo diretor. Chega dia 22 de junho.
E as crianças (e adultos, por que não?) não ficam de fora. No varejo, chega a Trilogia Shrek, que prepara o público brasileiro para o lançamento, previsto para julho, da quarta aventura do ogro mais famoso do cinema e seus amigos, Shrek Para Sempre.
Matéria sobre tendências: Entrevista iG e NetMovies
Recentemente, o portal de internet iG lançou um serviço de locação de filmes por meio da página deles – com o modelo e a cara da NetMovies – e a entrega é feita via delivery. Entrevistei as duas partes envolvidas no negócio e expus para os leitores da Ver Video como funciona o sistema.
Também preparei algumas dicas para o leitor da Ver Video, em grande parte presente no ramo do home vídeo, indicando como aproveitar as informações que as entrevistas renderam e tentar dar uma turbinada no negócio.
O texto abaixo pode ter sido editado e revisado em sua versão impressa.
Ver Video 201 – Mercado/Tendências – Entrevista iG e NetMovies
(título)
Em franca expansão
(olho)
Com um modelo de negócio bem-sucedido e começando uma parceria promissora, a NetMovies se estabelece no mercado adaptando um sistema de locação similar ao da Netflix e se une ao iG para criar o iG Filmes
(texto)
Na edição de março de Ver Video (nossa publicação de número 200), conversamos com executivos de duas grandes empresas do ramo do entretenimento doméstico dos EUA, do segmento da locação, em especial. A Redbox e a Netflix ganharam destaque por inovarem e adequarem modelos de negócios diferentes ao gosto do público de seu país, o que lhes deu grande destaque internacional, sem falar em lucros impressionantes. E um destes modelos já chegou ao Brasil. A NetMovies aproveitou a ideia da Netflix e, com uma adaptação no sistema de entrega dos filmes, já tem público consolidado em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, abrangendo cerca de 60 localidades. O sistema foi tão bem recebido que uma nova parceria surgiu. Um dos maiores portais de entretenimento do Brasil, o iG comprou a ideia de oferecer os serviços da NetMovies em seu portal e criou o iG Filmes, mais uma porta para o serviço de entrega de filmes em domicílio.
Aproveitando momento de avaliação dos modelos de negócios disponíveis no home video, Ver Video conversou com a Netmovies e com o iG a respeito da parceria entre as duas empresas e fez um teste do serviço durante 30 dias. A primeira parte do bate-papo aconteceu com o iG. Nossa reportagem conversou com seu presidente, Fábio Coelho. Na sequência, conversamos com o CEO (chief-executive officer, cargo equivalente a diretor geral) e sócio da NetMovies, Daniel Topel.
Parte 1 – Conversa com Fábio Coelho, presidente do iG
Ver Video – O iG é um dos pioneiros no mercado da informação via Internet, sem falar na área de e-mails e outros serviços on-line. A iniciativa também é pioneira entre os portais similares. Como surgiu a ideia de locar filmes pela página do iG?
Fábio Coelho – O pioneirismo está no DNA do iG. O portal se prepara para distribuir conteúdo próprio e de qualidade nas diferentes plataformas disponíveis, conquistando usuários dispostos a consumir informações e serviços através de canais variados. A proposta é nos aproximarmos cada vez mais dos clientes, entregando informações relevantes e serviços de qualidade e alto valor agregado. O iG Filmes (locação on-line de DVDs com entrega física) atende a este posicionamento e complementa perfeitamente o portfólio de serviços do iG, por associar a comodidade da Internet com a conveniência da entrega na casa do cliente.
VV – O iG Filmes tem como meta atingir que tipo de público?
Coelho – O iG Filmes é direcionado aos internautas de todas as faixas etárias que gostam de filmes, preferem assisti-los na comodidade de seus lares, na hora que desejarem, sem complicações. Com o iG Filmes, não há preocupação com a data de devolução, não há multa por atrasos e o cliente não precisa se preocupar em retirar ou entregar os DVDs. A proposta do iG Filmes é baseada na comodidade que a Internet proporciona, com a conveniência do recebimento em casa.
VV – Como surgiu a parceria com a NetMovies?
Coelho – Quando se desenha uma nova iniciativa de negócio, procuramos sempre um parceiro que tenha grande diferencial competitivo no mercado para garantir uma excelência de serviço e de experiência para os nossos clientes ou visitantes do portal. Ao identificarmos a oportunidade no mercado de filmes, selecionamos a NetMovies como parceiro nesta iniciativa.
VV – O iG e a NetMovies estão trabalhando em conjunto no iG Filmes, correto? Quem faz o que nesta parceria?
Coelho – O iG é o responsável por divulgar, ofertar o produto e criar o relacionamento com seus milhões de clientes e visitantes do portal, além de prestar atendimento sobre o serviço. A NetMovies disponibiliza e gerencia o acervo de filmes, é responsável por toda a operação da plataforma e logística de entrega.
VV – Que tipo de investimento o iG está fazendo para implantar o serviço?
Coelho – O iG Filmes é uma das apostas do iG para 2010 como serviço de grande valor para o cliente, por isto além de toda a nossa força de vendas, que inclui call centers, venda on-line, CRM e outras iniciativas; temos uma estratégia de divulgação consistente e um investimento nas plataformas corporativas para garantir a qualidade de nossos serviços.
VV – O acervo está sendo montado pelo iG ou é algum tipo de acordo entre as duas empresas?
Coelho – O acervo é gerenciado pela NetMovies e é composto por mais de 20 mil títulos de filmes em DVD ou Blu-Ray de todos os gêneros existentes, com crescimento diário em títulos e cópias para atender a demanda de crescimento da base.
VV – Qual a área de abrangência do serviço?
Coelho – Atualmente o serviço está disponível nas cidades de São Paulo (e na Grande São Paulo), Campinas, Santos, São Vicente, Guarujá, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Taubaté, Bauru, Jundiaí, Caçapava, Jacareí, Itupeva, Itatiba, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, São José do Rio Preto (SP); Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita (RJ), Belo Horizonte, Contagem, Uberlândia, Uberaba (MG) e Curitiba (PR).
VV – Quais as metas do iG Filmes para crescimento em 2010?
Coelho – Pretendemos ter uma presença forte em todas as praças de atuação do produto e ampliar a abrangência do serviço para tornar o iG Filmes, assim como a estratégia que temos para o conteúdo próprio, uma referência em locação online para nossos clientes e internautas de forma efetiva e consistente.
VV – O que vocês enxergam no mercado do home video? O formato que o iG Filmes adota pode ser uma solução para os problemas com a queda do mercado?
Coelho – Acreditamos que está ocorrendo uma readequação do mercado, considerando-se o cenário atual tecnológico e econômico. O mercado sofreu com uma série de fatores conjuntamente, que passam pela queda do preço dos equipamentos, pela pirataria, pelas estratégias das distribuidoras, entre outros. Acreditamos que o iG Filmes atinja um público diferente dos que procuram as locadoras tradicionais, um público que utilize e prefira interagir com a Internet para selecionar e agendar a coleta, e que prefira a comodidade de ser um assinante para não se preocupar com prazos de entregas ou multas. Acabamos atingindo um perfil de cliente que, além da comodidade, privilegie a quantidade de títulos do acervo com a segurança de assistir a DVDs originais de alta qualidade. As locadoras, até por uma questão de limitação de espaço, não podem disponibilizar a abrangência de um acervo de mais de 20 mil títulos, que nos permite atender tanto ao fã de blockbusters quanto ao cinéfilo, fã de filmes de arte. Desde o público infantil, com clássicos que são dificilmente encontrados nas locadoras, até fãs de filmes de terror terão suas necessidades satisfeitas no iG Filmes.
VV – A área de streaming de vídeos também está nos planos?
Coelho – O iG já tem presença em transmissão de vídeos em streaming através do TV iG, um canal de vídeos destinado a levar informação e entretenimento ao usuário, e do serviço de assinaturas de desenhos animados da CartoonNetwork (http://cartoon.ig.com.br). Estamos alinhados com a convergência de dispositivos que acontece no mercado e entendemos que estar com conteúdos multimídia em diversas plataformas é fundamental para a estratégia da empresa.
VV – O que o iG planeja para este mercado? Há planos de usar download digital, por exemplo?
Coelho – Nós já oferecemos o download de vídeos para os assinantes do CartoonNetwork, com DRM de autenticação e estamos estudando os modelos de negócio possíveis no mercado de vídeos.
Parte 2 – Conversa com Daniel Topel, CEO e sócio da NetMovies
Ver Video – Como surgiu a parceria com o iG para a criação do novo canal?
Daniel Topel – A parceria surgiu por iniciativa do próprio iG, que identificou uma grande oportunidade no mercado de filmes em casa e selecionou a NetMovies como o melhor parceiro para esse movimento. Nesta parceria, a NetMovies será responsável pela operação do serviço, incluindo implantação e gestão do site, logística de entrega e gerenciamento de acervo.
VV – Como isso afeta o atual formato da Netmovies?
Topel – A NetMovies operará sempre também com marca própria. Nada mudará no formato dos serviços que são oferecidos à nossa base de clientes, uma vez que o iG Filmes tem como foco ofertar este serviço de valor agregado para sua base de clientes e os visitantes do portal.
VV – Em termos de market share, como será a cobertura do serviço dos dois, Netmovies e iG Filmes?
Topel – Não existem números precisos sobre este mercado no Brasil. A NetMovies é a líder no setor, tendo adquirido, nos últimos anos, todos os concorrentes remanescentes da época do seu surgimento. Acreditamos que a participação do mercado, com iG, será superior a 70%.
VV – Como a NetMovies está encarando o mercado? Qual a resposta do segmento para o modelo de serviço que a empresa oferece?
Topel – Nada mais atraente do que receber filmes em casa, selecionando o que deseja assistir dento do maior acervo do Brasil. Essa forma diferente de alugar filmes é a marca registrada da NetMovies. Estamos, de certa forma, irremediavelmente identificados com o próprio segmento de mercado. Não adianta nada uma locadora tradicional se aventurar em um mercado que ela não tem conhecimento. Foco é fundamental e o consumidor procurará sempre o especialista no assunto. Crescemos mais de 100% de 2008 para 2009. Os números falam por si. O mercado está se habituando ao nosso modelo de serviços em uma velocidade impressionante.
VV – Desde o início da empresa até hoje, como avalia o crescimento do negócio?
Topel – Surgimos em 2006 e desde essa data temos crescido e melhorado o nosso resultado em todos os meses. Sem exceção. Não existem muitos negócios como o nosso.
VV – Qual o acervo da empresa hoje? Quantos títulos diferentes e quantos discos, literalmente, compõem o acervo da NetMovies?
Topel – Mais de 20.000 títulos diferentes e uma grande quantidade de discos. O número exato de discos é um de nossos segredos e está intrinsecamente relacionado com os algoritmos inteligentes que usamos para aperfeiçoar nossa operação. Não adianta tentar fazer igual se você vem do mercado de locação tradicional. Você vai acabar quebrando porque a sua plataforma não vai funcionar.
VV – Quantos usuários a empresa contabiliza atualmente e quantas locações são feitas por mês, em média?
Topel – Foram cerca de 10.000.000 de locações em 2009, com uma média de 800.000 locações por mês, aproximadamente.
VV – Quais os filmes mais procurados?
Topel – A lista é grande. Ao contrário do senso comum existem muitos filmes antigos que estão entre os mais procurados.
VV – Qual o perfil de usuário do serviço?
Topel – Pessoas de todas as idades e classes sociais. O traço comum é o amor pelo cinema de uma forma mais abrangente. Acredito que muitos dos “heavy users” de cinema no Brasil hoje são clientes NetMovies.
VV – Como está a resposta dos usuários com relação ao Blu-ray?
Topel – Muito boa. Está crescendo bastante e acho que 2010 será o ano do Blu-ray. Chegamos muito rapidamente a 10% da base de assinantes com acesso a Blu-ray e o número não para de crescer.
VV – O serviço de streaming é algo novo no mercado. Como foi a implantação do serviço e como está a resposta do público?
Topel – Os cadastros em nosso site aumentaram muito por causa do streaming. Estamos trabalhando para obter mais conteúdo. Notícias muito boas estão a caminho.
VV – Há uma série de filmes disponíveis nesse serviço que e não podem ser assistidos no presente momento. O que se pode esperar que mude nisso?
Topel – Conteúdo ainda é o gargalo para adoção em massa da distribuição digital. É assim para várias empresas do setor. Essa situação irá melhorar em 2010.
VV – Quais os planos para 2010? Haverá aumento na demanda pelo Blu-ray?
Topel – Em 2010 a estratégia é ainda mais agressiva no lançamento de inovações no nosso mercado. Esperamos um forte aumento na demanda por Blu-ray em função do barateamento dos dispositivos. Vamos aprofundar também nossa oferta de streaming com muito mais conteúdo e com a melhor qualidade de transmissão do mercado.
(Entrevistas realizadas por André Cavallini)
BOX 1 – O be-a-bá da locação via Internet com entrega em domicílio
(abre)
Usar a Internet para alugar filmes e receber os discos sem sair de casa. Esta é a ideia-base para um dos serviços mais bem-sucedidos de locação nos EUA. No Brasil, a NetMovies é um representante de peso deste segmento e está ganhando cada vez mais evidência no mercado. A parceria da empresa com o portal iG parece ser o passo seguinte para tornar este tipo de serviço ainda mais popular no país. Na concorrência, a Blockbuster também já aderiu ao sistema e tem parcerias fortes com as Lojas Americanas e com o Submarino, que oferecem os serviços de locação em suas páginas na Internet. No entanto, mesmo com tamanho crescimento, será que este modelo de negócio é realmente eficiente para o consumidor? Ver Video resolveu, mais uma vez, colocar o sistema à prova e descobrir isso. Confira!
(texto)
Ao visitar o portal virtual da NetMovies (www.netmovies.com.br), o cliente já consegue ter uma ideia de como funciona a locação na empresa. Apesar de toda a informação que chega de uma só vez, o que pode acabar pesando um pouco num primeiro momento, é claramente visível a proposta desta locadora: dar comodidade ao consumidor. Deixar que o cliente escolha entre seus 20 mil títulos os que preferir e receber sem ter que sair de casa. Em São Paulo, por exemplo, o começo de 2010 foi de muito calor e chuva, o que tornava o serviço da NetMovies bastante atraente, já que não era preciso enfrentar as intempéries meteorológicas para alugar um DVD. O primeiro passo para locar um filme é o mesmo de qualquer loja física – o preenchimento de um cadastro. Só que a primeira diferença surge logo de cara. Para seguir com o processo, é preciso escolher qual o plano de locações adotar. São oferecidos cinco planos diferentes, com algumas variações em cada um deles. Estas mudanças podem ser na quantidade de trocas mensais e na adição do acervo de discos de Blu-ray ao plano. O pacote selecionado por ver Video foi o Light com a opção de oito filmes em casa (dois ao mesmo tempo) ao mês.
Depois de selecionado o plano e preenchido o cadastro, com a inclusão da forma de pagamento (cartão de crédito ou débito em conta corrente), é possível escolher quais filmes farão parte da sua lista. A preparação da listagem de filmes é um item muito importante e interessante do processo de locação, já que é com base nele que a NetMovies envia os filmes para os clientes. Para escolher os DVDs que deseja locar, o cliente precisa apenas clicar no botão “incluir” dentro da ficha de cada filme. Os produtos estão ordenados de diversas formas, como gênero, lançamento ou sugestões da loja, que variam por tema também. Uma vez escolhido o filme, colocado na lista, outro ponto crucial é determinar a ordem em que os filmes serão enviados para a casa do cliente. Na seção “meus filmes”, o assinante tem acesso a todos os filmes que escolheu incluir em sua lista. Agora, é possível alterar a ordem de envio deles. E é justamente neste momento em que o cliente descobre quais estão disponíveis para envio imediato e quais podem demorar um pouco mais para chegar em casa. Em frente ao nome do filme há uma coluna chamada “Disponibilidade”, onde o portal informa se o produto está livre para locação imediata ou se depende da devolução de outros clientes. Além da classificação “disponível”, indicando que o filme está pronto para ser enviado, há outras três nomenclaturas: baixa, média ou alta, mostrando que pode ser um pouco mais complicado receber o título escolhido. Mesmo assim, estando o produto à mão, ele é entregue no prazo determinado, sem problemas.
Uma vez que os DVDs chegam à casa do cliente, lacrados em um envelope plástico personalizado (os produtos não são enviados nas caixinhas tradicionais), é preciso ter alguma pessoa no local para recebê-los e assinar o protocolo. Não há prazo para devolução. A retirada dos discos é feita de acordo com a programação que o cliente faz no site (seção “meus filmes”). O limite de trocas e a quantidade de filmes são determinados para cada plano, porém, não se acumulam. Caso o assinante permaneça com o mesmo filme o mês inteiro, o valor é cobrado integralmente e as locações continuam limitadas ao número padrão de cada pacote, sendo renovados a cada cobrança nova.
Concluindo, há o serviço de streaming de filmes, batizado de “Live”, no portal da NetMovies. No entanto, não se pode dizer que o teste foi bem-sucedido, já que a mesma mensagem de conteúdo restrito era emitida a cada novo link acessado. Quando o número de telefone para atendimento ao assinante era utilizado, ora o tom de ocupado, ora a mensagem de espera eram a resposta. Portanto, ainda há muito que melhorar. (André Cavallini)
BOX 2 – Netflix X NetMovies: modelos iguais ou parecidos?
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Com base no que foi observado nos modelos de negócio da empresa norte-americana e da brasileira, Ver Video aponta a seguir algumas características similares e opostas entre a Netflix e a NetMovies, mostrando o que pode ou não ser aproveitado pelo público brasileiro.
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O que há de comum?
- Ambas utilizam a Internet como base para que os assinantes (clientes) acessem e escolham os filmes que querem ver. Com isso, não há necessidade de inúmeras lojas para atender a demanda;
- Os discos enviados aos clientes são despachados em envelopes personalizados, etiquetados para melhor controle. O fato de transitarem dentro de envelopes também diminui o custo de transporte, manutenção e de manuseio;
- O acervo é gigantesco, com muitas opções (guardadas as devidas proporções entre as empresas). No entanto, não é preciso investir em exposição dos filmes, o que facilita e muito a logística das empresas, que podem usar esta verba para aumentar e diversificar seu acervo.
O que há de diferente?
- Apesar de a Netflix e a NetMovies oferecerem a opção de streaming, há muitas diferenças entre os produtos. A principal delas é o fato de os filmes disponíveis nos EUA serem lançamentos e catálogos e aqueles no Brasil serem antigos, já com os direitos autorais em domínio público (maioria);
- O sistema de envio de produtos das duas empresas difere muito. A estrangeira envia seus discos por meio do correio. Já a nacional utiliza um portador. O lado bom do sistema brasileiro é que isso facilita a vida do cliente. No entanto, limita as entregas dependendo das circunstâncias de trânsito e de demanda, o que não ocorre lá fora;
- A NetMovies cobre cerca de 60 cidades, em quatro estados brasileiros. Isso deve mudar com a chegada do iG Filmes, que tem visibilidade nacional e deve expandir o modelo para outros lugares. A Netflix atinge os EUA por completo. Isso acontece por causa do sistema de entrega, já aqui mencionado.
BOX: Serviço
(Abre)
Cinco itens deste modelo de negócio que podem ser aproveitados pelas locadoras no Brasil, apontados por Ver Video:
1. Conheça bem o seu cliente. Descubra se a Internet pode ser sua aliada e aproveite isso para promover sua loja;
2. Avalie a procura pelo sistema de assinaturas – pode ser vantajoso ter assinantes, já que a renda vinda deles é fixa, independentemente da circulação dos filmes;
3. Entrega e retirada dos filmes pode ser interessante, mas custoso. Veja onde seus melhores clientes residem e avalie se vale a pena investir nisso – pode ser um grande atrativo para sua locadora implementar o serviço;
4. Promoções temáticas são sempre um atrativo para os clientes. Preste atenção no que está acontecendo lá fora e deixe um espaço, mesmo que pequeno, para sugestões de locação. Pode ser o diferencial entre o cliente levar ou não outros filmes;
5. Caso seja franqueado ou tenha mais de uma loja, pense em unir seu acervo. Abra a opção de intercâmbio de filmes entre as lojas para seus clientes. Às vezes um filme pode não estar livre em uma loja, mas esteja em outra. Manter o cliente satisfeito faz com que ele volte sempre.
Entrevista com Sandra Werneck
Saudações,
O texto abaixo é o resultado de uma entrevista que fiz por telefone com a cineasta Sandra Werneck na ocasião do lançamento do filme Sonhos Roubados, disponível hoje em DVD pela Europa Filmes.
O texto, que pode ter sido editado e revisado em sua versão impressa, foi publicado na revista Ver Video, edição 201 (abril de 2010).
Uma boa dose de realidade
A vida de três meninas em uma favela carioca ganha cores dramáticas e verdadeiras em Sonhos Roubados, filme dirigido por Sandra Werneck que chega aos cinemas em abril
Diversos retratos do modo de vida da classe mais pobre da sociedade brasileira já foram pintados. Sob diferentes óticas, grande parte das produções que trazem o cotidiano de quem reside em uma favela termina por focar o crime e a violência social, em especial aquela protagonizada por homens, jovens ou não. E este tipo de abordagem termina por dar certo glamour a este estilo de vida destemido, que tira da frente as dificuldades à bala e deixa ainda mais fina a linha que separa o criminoso de um herói, um mártir. Mas como é a realidade das mulheres mais jovens em um mundo bruto como este? Meninas que amadurecem rapidamente sob a pressão de começar muito cedo uma família, sem apoio familiar, educação e esperança. Foi com a meta de expor a dificuldade que as garotas que nascem e vivem nas favelas cariocas que a cineasta Sandra Werneck rodou Sonhos Roubados, ganhador do prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção de Voto Popular no Festival do Rio de 2009.
Chegando aos cinemas nacionais em 23 de abril, esta produção narra as histórias de três jovens, Jéssica (Nanda Costa, ganhadora do prêmio de melhor atriz no Festival do Rio em 2009 por seu papel), Daiane (Amanda Diniz) e Sabrina (Kika Farias), melhores amigas que vivem em uma comunidade pobre em um morro fluminense, encaram a dura realidade de viverem na miséria e usarem a prostituição como sustento. Para falar mais sobre como nasceu Sonhos Roubados e outros assuntos interessantes, Ver Video conversou com Sandra Werneck, que, além de dirigir, roteirizou e produziu o filme.
Ver Video – As atuações das três protagonistas são muito intensas. Sandra, como você escolheu o elenco principal de Sonhos Roubados?
Sandra Werneck – Foram muitos testes, muitos mesmo. Não escolhi ninguém por indicação. Demorou bastante. Aconteceu uma coisa até engraçada, para você ver. A Kika (Farias) havia sido escolhida para viver a Jéssica, papel que foi interpretado pela Nanda Costa. Depois, pensei melhor e achei que ela seria ideal para a Sabrina. Já a Nanda veio para fazer o teste comigo e pedi a ela uma improvisação, que ela fez e passou.
VV – Em Sonhos Roubados, há também a presença de diversos nomes de destaque do cinema e da televisão brasileira, como a Marieta Severo, o Ângelo Antonio, o Daniel Dantas e o Nelson Xavier, por exemplo. Como eles entraram no filme?
Sandra – Algumas das pessoas que fazem parte do filme eu já tinha em mente quando comecei o projeto. Com o Ângelo (Antonio), por exemplo, eu já queria trabalhar fazia tempo. Ele é ótimo e eu gosto muito do trabalho dele. Eu achei que ele faria um bom pai para a Daiane (Amanda Diniz), pois ele é jovem. A Marieta (Severo) e eu conversamos bastante antes dela entrar em Sonhos Roubados. Ela interpreta a Dolores, uma cabeleireira que fica amiga da Daiane e ganha destaque. Marieta tinha muito medo de fazer a Dolores parecida com a Dona Nenê de A Grande Família, já que ambas as personagens são cabeleireiras e ela não queria que isso acontecesse. Então, mexemos bastante no roteiro e adaptamos tudo para que a personagem dela não ficasse em nada parecida com a que ela faz na TV.
VV – E o resultado disso ficou nítido no filme.
Sandra – É verdade. Não há nada de parecido entre as duas personagens. A Marieta criou duas personalidades totalmente diferentes, ficou muito bacana mesmo.
VV – Como você completou o time de atores?
Sandra – O Nelson (Xavier) é outro ator com quem eu há tempos queria trabalhar. Ele trouxe para o papel, Seu Horácio, avô de Jéssica, o que eu buscava, um toque verdadeiro. O Daniel (Dantas) foi um caso à parte, já que ele interpreta um personagem complicado, o Tio Pery. Eu tinha que colocar um pedófilo na história, fazia parte do roteiro, e o Daniel tem um jeito meio tranquilo, um olhar mais inocente e dócil. Eu não queria um homem com cara de mau para isso, tem que ser alguém com cara de bonzinho, que não deixe essa maldade transparecer.
VV – O seu roteiro é baseado no livro As Meninas da Esquina (Editora Record), de Eliane Trindade. Como surgiu a ideia de adaptar o texto para o cinema?
Sandra – O filme não é uma transcrição do livro. Na verdade, o material da Eliane Trindade serviu como inspiração, como base, para o roteiro que eu escrevi. Peguei as meninas que ela retrata no livro dela, olhei o que tinha de melhor e que poderia ser filmado, mas que não deixasse o filme pesado demais – o livro é muito forte e tem coisas que não poderiam ser passadas para as telas. Tem coisas que no texto são permitidas, mas que em filme não podemos traduzir.
VV – E quando surgiu a ideia de fazer este filme?
Sandra – O pensamento veio quando eu estava terminando de filmar um documentário chamado Meninas, em 2006, cujo tema é a gravidez precoce. É um documentário que foi exibido até em Berlim, estava no programa Panorama. E eu estava envolvida na produção e quis conhecer melhor esse mundo, então me aprofundei mesmo, coloquei uma lente de aumento nesse assunto. Mesmo porque os filmes atuais só falam dos meninos que vivem nesse universo, quase ninguém mais fala das meninas das favelas.
VV – Em sua carreira, você trabalhou histórias muito diferentes, em gêneros diferentes, como Cazuza – O Tempo Não Para (2004), Amores Possíveis (2001) e Pequeno Dicionário Amoroso (1997). Podemos dizer que essa diversidade é sua marca?
Sandra – Sim. Eu adoro esta variedade. Eu não gosto de me repetir, entende? Apesar de eu sentir que em Sonhos Roubados eu esteja me repetindo, já que resgato um tema em que já trabalhei em documentário.
VV – Sonhos Roubados tem mesmo um ar documental, com uma comunidade real como cenário. Onde o filme foi rodado?
Sandra – Filmei em Ramos e em Curicica, no Rio de Janeiro.
VV – Foi difícil conseguir filmar nessas comunidades?
Sandra – Não, pelo contrário! O pessoal me recebeu super bem, foi maravilhoso. Posso dizer que a melhor parte do processo de desenvolvimento desse filme foi a filmagem nesses locais.
VV – Essa boa recepção pode ser considerada um toque especial no filme? Um diferencial?
Sandra – Sim, as pessoas contribuíram muito para o filme. Todos os figurantes são das comunidades onde filmamos. Todo o cenário é verdadeiro, não construímos nada. Os bares, os lugares onde acontecem as festas, enfim, tudo de verdade. Acredito que a soma disso deu a veracidade que era necessária ao filme.
VV – Como você captou recursos para realizar Sonhos Roubados?
Sandra – Eu ganhei um edital do BNDES e um da Petrobrás. Também tive grandes aliados, verdadeiros parceiros, que foram a Bayer Shering Pharma, a Oi e a Childhood, uma ONG ligada à proteção da juventude, relacionada ao combate á exploração sexual, à violência contra a mulher, a esses tipos de crimes. Quem é a maior representante dessa organização é a Rainha da Suécia, a Sílvia.
VV – O fato de ter uma ONG patrocinando o filme pode hastear uma bandeira em prol dessa causa?
Sandra – Não, não uma bandeira. Na ONG me ajudaram a olhar melhor para essa questão também, sabe? Não devemos olhar para essas meninas com pena, não quero dizer isso. Eu mostro a vida delas. É claro que a dureza machuca os olhos. Elas vivem o presente e só, não pensam no futuro. A meta aqui é entender o resultado da falta de possibilidades que elas vivem. Elas lidam com o momento, com as necessidades imediatas, então fazem o que precisam para sobreviver. Mas qual o futuro delas? Um outro aspecto muito interessante é a união entre as três protagonistas, já que elas estão sempre um ao lado da outra nas situações. Elas não têm uma estrutura familiar para garantir a segurança delas e acabam tendo apenas as amigas como apoio. Podemos dizer que Sonhos Roubados também é um filme sobre a amizade.
VV – A amizade entre as meninas acaba sendo o fio que conduz a história, então?
Sandra – Isso mesmo. O filme começa com as três juntas e termina com elas reunidas. A amizade entre elas é o que une as histórias.
VV – Como a Europa Filmes entrou na produção para fazer a distribuição do filme?
Sandra – Conversei com o Wilson Feitosa, diretor geral da Europa Filmes, quando o filme já estava pronto e estivemos juntos pouco antes do Festival do Rio. Ele assistiu ao filme, gostou e resolveu distribuir.
VV – Há algum material especial preparado para quando Sonhos Roubados chegar em DVD?
Sandra – Tem o making of, trailer e uma série de takes que separamos durante a produção do filme e que devem entrar no DVD. Meus filmes sempre têm o making of e uma série de materiais extras. E quem fez o making of de Sonhos Roubados foi minha filha, então, esse não vai faltar.
Distribuição Multimídia
As produções nacionais O Contador de Histórias e A Árvore da Música expandem seus horizontes no mercado audiovisual e fecham distribuição e representação pela Elo Company
O filme O Contador de Histórias, que chega às locadoras no último mês de 2009 em DVD (Warner), tem uma história sensível e que conquistou o público nos cinemas. Com uma bilheteria digna de respeito, somando R$1.068.482,00 para 135.007 espectadores, a produção dirigida por Luiz Villaça ocupa o décimo lugar entre os filmes nacionais mais vistos do ano. Agora, O Contador de Histórias fechou acordo de representação e de distribuição com a Elo Company. O documentário A Árvore da Música, que traz a preocupação com a preservação do meio ambiente fazendo um paralelo entre ecologia e música, também será representado e distribuído pela empresa. Dirigido por Otávio Juliano, o longa-metragem conta com depoimentos de diversos representantes da música clássica internacional enquanto mostra a luta contra o desmatamento desenfreado em busca de madeira no interior do País.
A Elo Company é uma empresa que trabalha com distribuição de conteúdo audiovisual, incluindo filmes (longas e curtas), vídeo clipes, entre outros tipos. Todo esse conteúdo transita por diversos canais, como VOD (veja matéria especial nesta edição), celulares e televisão via Internet, por exemplo. Para saber mais sobre a empresa, visite a página deles: http://www.elocompany.com/. No rol de produções nacionais deles, encontram-se Budapeste, de Walter Carvalho; Olga, de Jayme Monjardim; e Antonia, de Tatá Amaral; títulos que já estão no home video atualmente.
A criançada nas locadoras
Voltadas para o público infantil, diversas produções estão chegando às locadoras e devem atrair a garotada neste início de férias
O mês de dezembro marca o final das aulas da maioria das crianças brasileiras. Para evitar que a molecada gaste seu tempo com atividades perigosas, esta é a hora dos pais aproveitarem e levarem seus pequenos para a locadora mais perto de casa e escolherem juntos alguns filmes, tanto na forma de animação quanto em live action, para passarem tardes agradáveis e com entretenimento sadio.
Quem gosta de cinema europeu tem em A Cidade das Crianças (California Filmes, chega em 15 e 16 de dezembro) um prato cheio. Originário da França, o filme mostra a vida de algumas crianças que resolvem encarar os adultos e não mais receberem ordens deles. Só que os mais velhos acabam saindo da cidade e o que parecia ser alegria geral passa a ser preocupante quando um perigo surge na região. Também vindo do Velho Continente, Um Vôo Encantado de Natal (Europa, com entrega em 2 de dezembro) é uma animação com temática das festas de final de ano. A trama mostra uma talentosa rena que se mete em várias confusões e precisa viajar até a terra em que vive o Papai Noel para encontrar ajuda.
Para os menores, Elias – Aventuras a Bordo (Paris Filmes, nas locadoras em 10 de dezembro) tem como protagonista um barquinho de resgate que deve se esforçar para encontrar uma princesa desaparecida, enfrentando a força do mar e mostrando sua coragem. Concluindo nossa lista, 9 – A Salvação (PlayArte, na prateleira em 13 de janeiro) narra a história de um boneco que ganha vida e vê pela frente um mundo diferente e em situação caótica, em que o povo dos bonecos vive em constante ameaça, já que máquinas assustadoras estão mundo afora destruindo a população de brinquedos. (A. Cavallini)
Notas Diversas 1 – Dezembro 2009
Túnel do tempo
Em uma época em que dominam personagens como Naruto, Power Rangers e afins, um valente paladino japonês tem suas aventuras resgatadas do fundo do baú e trazem de volta a lembrança da infância de grande parte dos garotos brasileiros dos anos 60 e 70. Trata-se de National Kid, herói que combatia vilões extraterrestres nas telinhas ainda em preto-e-branco das matinês. O box do personagem é lançado pela Focus Filmes em 9 de dezembro. O produto é composto por quatro discos, com o total de sete episódios completos. Para fazer parte da coleção…
Naftalina – A Warner também lança, só que em 3 de dezembro, um produto que terá um efeito de flashback nos fãs: Sessão de Desenhos 1970. Trata-se de um DVD duplo com vários desenhos que costumavam ir ao ar na TV há algumas décadas, incluindo algumas raridades como The Jetsons, Smurfs, Snoopy e Superamigos, entre outros. Se você é chegado a uma recordação de infância, esta é a hora de matar as saudades!
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Bichinhos mais educados
Muita gente trata seus animaizinhos de estimação como verdadeiros membros da família. Mas, como qualquer pessoa comum, os bichinhos também têm temperamento forte e nem sempre colaboram com seus donos. Para dar uma força aos necessitados, a Record Entretenimento e a Flashstar lançaram o box Dr. Pet, programa de TV de muito sucesso, em que Alexandre Rossi e sua fiel escudeira Estopinha visitam várias casas com verdadeiras pestinhas na forma de lindos bichos de estimação. O primeiro volume chegou ao varejo há alguns meses e agora é a vez da segunda parte ser lançada. Com data de entrega prevista para o dia 9 de dezembro, Dr. Pet – Volume Dois traz mais episódios em que o dedicado especialista ensina como fazer para dar mais educação e qualidade de vida para seus amigos especiais, cãezinhos, gatinhos e afins. Não perca!
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Mais do que especiais
Os livros de Dan Brown fazem muito sucesso no mundo inteiro. Dois de seus best-sellers viraram filmes e atestaram isso, levando milhões de pessoas aos cinemas e causando furor nas locadoras e nas lojas. No embalo do sucesso desses produtos, a Sony lança em 2 e 3 de dezembro duas versões especiais que reúnem os ótimos Anjos e Demônios e O Código Da Vinci. Uma das versões traz os dois filmes em formato simples, sem material adicional algum. Já quem curte versões especiais recheadas de Extras não ficará decepcionado. A distribuidora também traz uma edição com quatro discos, incluindo os filmes e mais dois discos somente de informações adicionais, cenas deletadas, documentários, uma verdadeira fartura para os fãs. Detalhe: a Sony traz o pacote tanto em DVD quanto em Blu-ray. O Natal está aí, coloque na sua lista de presentes!
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Verdade ou mentira?
Um ícone do cinema de ação está em decadência. Depois de se ver obrigado a atuar em filmes de muito baixo orçamento e diretores amadores apenas para pagar as contas, a guarda de seus filhos lhe é tomada. Precisando espairecer, Jean Claude Van Damme resolve voltar para sua terra natal, a Bélgica, e descansar para dar a volta por cima. Lá, ele se mete em uma confusão enorme e é obrigado a usar de seu talento para evitar um enorme mal-entendido. Se a história é verídica ou não, só assistindo para saber. Depois de estrear no rental, é a hora do varejo receber JCVD (Swen), que traz de volta Van Damme ao mercado nacional. Chega no dia 15 de dezembro.
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Ano novo, vinheta nova
A Paris Filmes está estreando logotipo novo e vinheta nova neste final de ano. Uma marca consolidada no mercado do entretenimento nacional, a empresa está revigorando seu visual e já terá a novidade nos produtos lançados a partir de novembro, estreando no esperado A Saga Crepúsculo: Lua Nova, que chegou no último dia 20 de novembro.
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Correção devida
Sucesso na tela da Rede Record de televisão, o drama policial A Lei e o Crime, lançado pela Focus Filmes, chegou ao mercado do home video nacional. Porém, o nome de seu autor não constava nas artes de sua embalagem e de seus rótulos. A empresa comunica que já tomou as devidas providências para substituir as antigas artes do produto por novas, corrigidas. O seriado foi escrito por Marcílio Moraes.
