Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira


Novo blog

Posted in 26-02-2008,cinema,cotidianos,filmes,pensamentos,texto por andre1979 em fevereiro 26, 2008

Para quem curte filmes de terror, hoje comecei um novo blog sobre o assunto. Na verdade, não terá o mesmo ritmo deste, porém, terá sempre espaço para um texto crítico ou uma opinião. A meta desta nova página é dar espaço para um novo tipo de guia de filmes, com uma dinâmica que permita que aquele que acessar a página possa escolher se quer a minha opinião sobre o assunto ou apenas saber um pouco mais sobre o filme.

Faça uma visita e opine.

http://guiadeterror.wordpress.com/ 

Até o próximo texto!

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26-02-2008 Filmes de janeiro e fevereiro, até agora…

Desde o penúltimo post, quando falei sobre o filme O Caçador de Pipas e mencionei a febre que Eu Sou a Lenda estava se tornando, não resisti e tive que conferir este trabalho de Will Smith. Pois, não me arrependo de ter visto o filme e vou dizer o motivo. Não agora, já já.

Durante as lacunas de ociosidade, tanto domésticas quanto profisisonais, aproveito para assistir aos filmes que posso. Obviamente, nem todos são dignos de comentário, inclusive, faço questão de negar que vi, de tão ruins que são. Um deles foi o campeão do Framboesa de Ouro. Isso não vem ao caso. O assunto são os filmes que valem a pena serem mencionados. De qualquer forma, já que mencionei este pedaço de desgraça cinematográfica, fica a nota: não vejam Eu Sei Quem Me Matou. Pronto, saiu. Agora, aos que interessam, verdadeiramente.

Segue uma pequena lista de filmes que vi em dois meses, depois de O Caçador de Pipas: Eu Sou A Lenda, O Reino, O Ultimato Bourne, Ligeiramente Grávidos, Eu os Declaro Marido e… Larry, Siga o Mestre, Saneamento Básico – O Filme, O Albergue 2, Blade Runner, A Morte Pede Carona, Paranóia, Ghengis Kahn, Mandando Bala, Invasores, O Vidente, Escorregando Para a Glória, Heavy Metal (animação), Metal, O Fantasma do Futuro (animação),  Kung Fu-são, A Dona da História, Natal Sangrento, 1408 e quatro fitas VHS de desenhos do Pica-pau (o clássico). Acredito ter visto bem mais, porém, não lembro mais todos os nomes. Além disso, têm muitos outros que eu me recordo, todavia, não são dignos de serem mencionados.

Feita a lista, os destaques ficam por conta das animações, uma japonesa e outra norte-americana. O Fantasma do Futuro trata de uma era na qual boa parte das pessoas possui alguma alteração robótica feita em seus corpos, desde membros até o cérebro. O fantasma é um vírus orgânico que consegue entrar nas partes eletrônicas e as controlar, tomando conta de seu dono. O tal invasor possui mente própria e é uma evolução dos organismos sintéticos. A trama gira em torno da caçada de um grupo de agentes a tal organismo. Brilhante. Já Heavy Metal é um desenho oitentista com uma trilha sonora excepcional, além de ter traços fantásticos. São diversas tramas que ora se encontram, mas que possuem características, traços e trilhas diferentes. Outra pérola que recebi via VHS do Rogério (chefe) e que passei em DVD para ele.

Ainda na linha dos destaques, os filmes de ação que tenho visto me agradaram muito. Em especial, O Reino e O Ultimato Bourne. O primeiro se passa no Oriente Médio e narra a história de um grupo de agentes do FBI, enviados ao local para investigar uma série de atentados a conterrâneos e são pegos pelas dificuldades, tanto de relacionamento com os aborígenes quanto com relação ao que motivou os ataques. Um ótimo filme. O segundo, findando uma trilogia que já não será mais uma trilogia, é o melhor dos três protagonizados por Matt Damon. Bourne resolve, depois da morte de sua mulher, descobrir seu passado e quem foram os responsáveis por seu recrutamento e treinamento. Muita movimentação, lutas coreografadas com perfeição, momentos de tensão e um final digno para a suposta trilogia. Digo isso pois li no Omelete (www.omelete.com.br) que haverá uma quarta parte. Por mim, poderia acabar no terceiro, já que foi muito bem e levou três Oscar (no singular, pois fica implícito em Oscar a palavra prêmio(s), que decidi suprimir).

Mais um de ação que é digno é Mandando Bala!, com Clive Owen (Arthur), Paul Giamati (ótimo) e Mônica Bellucci (beldade). Antes de assisti-lo, porém, esqueça tudo o que é real, plausível, fisicamente possível e pense que está adentrando um gibi adulto. Esse é o mundo desta película. Neste cenário, funciona muito bem e é bem divertido. Absurdo, mas divertido. Atenção para o tiroteio em queda-livre.

Outros filmes que vi e que também são recomendados são algumas comédias. Escrevi um texto para a DVD News sobre Saneamento Básico, O Filme. Gostei da produção, de Jorge Furtado, responsável por outras comédias muito legais, incluindo O Homem Que Copiava. O ritmo é um pouco lento e a comédia está centrada nas peculiaridades dos personagens. Quando vi o filme, parecia que estava lendo um livro. Valeu a pena. Ligeiramente Grávidos e Eu os Declaro… também merecem uma olhada. Os dois filmes tratam de casais improváveis e as situações cômicas estas uniões geram. Em Grávidos, uma gravidez acidental une uma apresentadora do E! com um maconheiro sem noção. O resultado é divertido, em especial, a aventura de achar um ginecologista que agradasse a moça. Nos extras, o ginecologista, que não foi o escolhido, dá um show. No segundo filme, Adam Sandler e Kevin James (de King of Queens) são hilários e as situações que eles criam são fenomenais. Não contarei mais sobre este por que não quero estragar a diversão de quem for vê-lo.

Agora, vamos ao filme que me inspirou há um mês, Eu Sou A Lenda. Em primeiro lugar, ele não é a lenda. Pelo menos, não do cinema. Gostei do filme. Contudo, tem seus apesares. Antes de falar deles, vamos aos seus pontos fortes. Will Smith está ótimo, atua muito bem como ator dramático e de ação ao mesmo tempo. Os cenários estão muito legais, a cidade abandonada, as lojas, as ruas, o laboratório dele, os flashbacks. Enfim, o processo de construção do ambiente funcionou bem. Os apesares acabam deixando o filme na média, infelizmente. O primeiro deles é o enredo.

OBS: Se você ainda não viu o filme, pare por aqui. O que virá na seqüência será um spoiler, revelarei algumas passagens cruciais do filme e isso estragará a surpresa de quem ainda não o viu. 

Continuando. Não li o livro que originou este roteiro. Entretanto, parece que faltou alguma coisa. Como um bom entendedor, fica claro que o chefe das criaturas possui uma motivação anormal para perseguir Smith da forma como fez. É óbvio que a garota-mutante que o protagonista captura era importante para o monstro. Porém, nada do que é dito ou indicado pelas atitudes dos personagens revela isso de forma clara. Se foi uma sacada do roteiro, foi muito mal feita. Outra coisa é a forma como as criaturas são criadas. Todas são geradas por computador. Isso mata a empatia/antipatia que o público poderia ter criado com elas. Não possuem expressão definida, exceto aquela fúria e os moviementos animalescos. Um ator de verdade teria arrebentado e dado muito mais veracidade aos sentimentos dos mutantes.

A pergunta é: eu indico ou não este filme ao leitor? A verdade é que não sei. A balança está exatamente no meio, um equilíbrio perfeito. O plus para o lado bom do filme é a duração. São cerca de noventa minutos de entretenimento. Se você não tiver o que fazer e o filme estiver fácil, assista. De outra maneira, alugue os outros que indiquei.

Por enquanto é só. Se quem está lendo quiser que eu fale mais sobre os filmes que mencionei ou mandar uma crítica, deixe um recado ou me mande um e-mail (alcferreira@gmail.com). Terei prazer em responder. Talvez surja outra lacuna entre este post e o próximo. Vou me dedicar um pouco ao Guia de Filmes de Terror, um novo blog que estou planejando. Já criei até o endereço: guiadeterror.wordpress.com . Ainda não tem nada lá. Assim que tiver, deixo um recado aqui.

Até o próximo texto!

22-02-2008 – Regência do verbo ‘assistir’

Posted in 22-02-2008,cotidianos,pensamentos,regência verbal por andre1979 em fevereiro 22, 2008
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É isso aí. Depois de quase um mês sem postar nada de novo, cá estou eu, retornando com um novo texto para quem quiser ler. Tenho muito sobre o que escrever, vi muitos filmes, li muitas prints e revisei muito texto. Também tive várias idéias, umas boas, outras um lixo. Na verdade, muito mais lixo do que boas, para ser sincero. Uma das boas eu digo mais para o final deste post.

Para quem leu o título deste texto, de fato escreverei a seguir sobre regência verbal. O leitor que teve contato com os escritos anteriores poderá lembrar-se da proposta deste blog. Uma delas era a de falar sobre Língua Portuguesa. Este, portanto, trata-se do primeiro tópico sobre o assunto.

Para quê falar sobre a regência do verbo ‘assistir’? Qual o motivo, se é que houve algum? O que me levou a escolher este verbo, em especial? Inicialmente, eu sempre tive curiosidade de pesquisar sobre o assunto. Particularmente, este verbo é um tanto confuso para quem não sabe seus macetes. Quem nunca ficou curioso em saber a forma correta de usá-lo?

OBS: Se você nunca teve essa curiosidade, pode ir direto ao último parágrafo, por favor. O que virá a seguir não será do seu interesse. 

Voltando ao assunto. Por exemplo, qual a forma correta de falar: ‘assisti um filme’ ou ‘assisti a um filme’? Boa pergunta, não é? Pois, o correto é utilizar a segunda opção. Mas qual o motivo? Para quem não aceita ‘porque sim’ como resposta, meus parabéns. A explicação vem logo a seguir.

OBS: Se você aceita o termo ‘porque sim’ como resposta, pode parar de ler o texto aqui e ir direto para o último parágrafo, por favor. O que virá não será do seu interesse.

A regência de ‘assistir’ é bem simples, porém, as pessoas quase não se recordam de quando colocar a preposição junto a ele. Este verbo possui diversas significações. De acordo com uma pequena pesquisa feita, pude chegar a cinco diferentes sentidos, divididos em quatro tópicos. Observem as diferenças.

Sem OBS dessa vez.

1. Como verbo transitivo indireto, com o sentido de ver, observar ou presenciar, deve ser preposicionado = ‘assistir a’. Por exemplo, ‘assistir ao jogo’ ou ‘assistir à peça no teatro’;

2. Também como verbo transitivo indireto, pode funcionar como sinônimo para caber (quando relacionado ao ‘direito de alguém’) ou pertencer = ‘assiste a’. Exemplificado nos casos ‘assiste ao paciente o direito de…’ ou ‘assiste à mulher o direito de…’;

Nestes dois casos apresentados até o momento, a preposição que rege é ‘a’. A diferenciação dos significados, além de contextual, pode ser feita com a substituição desta preposição pelo pronome oblíquo ‘lhe’, tanto plural como singular. A forma do verbo que aceitar esta modificação é a cujo significado é pertencer. Logo, caso haja dúvida, faça o teste da substituição e verá se está correto o significado desejado.

Continuando os casos:

3. Quando o verbo tiver o sentido de socorrer, de prestar assistência, ajudar, terá a função de verbo transitivo direto. Na ocorrência deste caso, não há necessidade do uso de preposição, salvo no caso da regência nominal a requisitar = ‘assistir’. Exemplos: ‘o advogado assistiu o cliente de forma soberba’ ou ‘o Secretário assistiu ao Ministro no momento exato’. Nas duas formas, o que rege o uso ou não de uma preposição é o substantivo, não o verbo.

Uma pequena OBS sobre o terceiro caso é que pode ocorrer a bitransitividade do verbo quando o substantivo pedir uma preposição.

4. Para finalizar o assunto, dois significados para ‘assistir’ que fogem um pouco do conhecimento da geração atual são o de ‘morar em’, ‘estar localizado em’, e ‘comparecer a’ e ‘estar presente em’. Ambos tratam de localização, portanto, as preposições que são exigidas são as de referência de lugar, preferencialmente, a preposição ‘em’. Suas apresentações acontecem na forma de verbos intransitivos ou com transitividade dupla. Contudo, este caso está mais presente na literatura e nos textos mais antigos. Qualquer exemplo dado parecerá fora de contexto.

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Agora, sobre a idéia boa que havia sido mencionada no iníco deste post, não sei se ela será do agrado dos leitores deste blog. Quem me conhece sabe que sou um aficcionado por filmes de terror. Simplesmente gosto, sem maiores explicações ou detalhes. Talvez, em um outro post, eu possa falar mais sobre esta paixão. Voltando à idéia. Enquanto corrijo os textos das revistas, freqüentemente, deparo-me com diversos guias e sites especializados em filmes, cujos conteúdos são de extrema confiança para verificar informações e sinopses. Todavia, falta alguma coisa.

Diversas páginas julgam os filmes, como se sua função fosse a de dar opinião sobre o assunto. Não tenho nada contra isso, pelo contrário, faço o mesmo e gosto disso. Contudo, nem sempre quem busca estes sites quer opinião sobre o filme. Sobretudo sobre este gênero de produção, com conteúdos muito controversos, que, muitas vezes, ferem a moral ou causam indignação às pessoas por sua violência e temática.

Afinal, qual a idéia? O ponto em que quero chegar é que falta uma fonte de informações que seja imparcial, que trate os filmes como são. Para quem conhece, o site imdb.com é um desses. Os filmes são colocados com fichas técnicas, sinopses e outras curiosidades. A opinião é dada em um espaço para os visitantes, que comentam e classificam as películas. Minha idéia é criar um guia de filmes de terror nesses moldes. Estou amadurecendo a idéia e, por enquanto, um blog parece ser o formato mais simples para isso. Minha vondade é de gerar uma versão impressa desse material. Mas ainda é cedo para pensar nisso. Nas próximas semanas pretendo dar uma olhada em meus arquivos e começar com os filmes que possuo. Conto com a opinião de todos aqueles que lêem este blog para criar um formato legal para as informações. Em breve, postarei o endereço do ‘guia’ para quem possa interessar.

Até o próximo texto!