Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira


A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa – parte 1 [EM REVISÃO]

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A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa – parte 1

A Língua Portuguesa é muito complexa e divide-se em diversos tipos de estruturas, tendo inclusive com hierarquia determinada. Porém, é muito mais bonita que qualquer outra, principalmente as sintéticas, como o Inglês, por exemplo. Deixando de lado a declaração anterior sobre a beleza do nosso idioma e continuando com a explicação, podemos classificar as estruturas gramaticais da seguinte forma: Morfemas, Vocábulos, Sintagmas, Oração e Período. Além destes, há a separação da língua em outros três segmentos: Fonologia, Morfologia e Sintaxe. A seguir, entrarei em detalhes sobre cada um destes itens e a relação entre eles.

Morfema: é a menor unidade com significado gramatical ou semântico em que se pode segmentar uma palavra. Trocando em miudos, os morfemas são os segmentos em que podemos dividir uma palavra, ou seja, através da definição deles, podemos determinar o gênero, o número e o grau de um vocábulo, sua família, origem e muitas outras informações. Através dos elementos mórficos é que realizamos a chamada análise mórfica. E como fazemos esta divisão? Quais são os tais elementos mórficos? Simples. Os morfemas podem ser divididos em quatro unidades diferentes: radical, desinência, vogal temática e afixo.
Radical: é o elemento mórfico funciona como base do significado. É o elemento comum entre palavras da mesma família. Ex.: ferro, ferreiro e ferragem. O radical das três palavras anteriores é ferr.
Desinência: é o elemento mórfico que se apõe ao radical para criar as flexões das palavras (gênero, número etc.). Pode-se ter duas desinências diferentes: nominal e verbal.
A desinência nominal indica o gênero e o número dos nomes (substantivos, em geral). Por exemplo, veja a palavra meninas. Em meninas, o a e o s indicam as desinências nominais de gênero (a) e de número (s). Mas tenha cuidado. Nem sempre o aparecimento de uma vogal no final de um vocábulo indica sua desinência nominal. No caso das palavras mesa e livro, por exemplo, não são diferenciais. As vogais a e o ao final das duas palavras não indicam oposição de gênero, como nos casos de menina e menino.
Falando sobre desinência verbal, os morfemas indicam as informações relativas ao tempo, ao modo, a pessoa e o número. Por exemplo, em cantávamos, nota-se que o radial (visto no item anterior) é cantá. Com isso, sobram duas partículas: va e mos. A primeira delas, va, é a desinência verbal modo-temporal, ou seja, através dela podemos determinar o tempo e o modo do verbo. Já a outra partícula, mos, indica a pessoa e o número, a desinência verbal número-pessoal. No caso, primeira pessoa do plural.
Vogal temática: a vogal temática é aquela que, em determinados casos, junta-se ao radical da palavra antes da desinência. Veja os exemplos: cant a va, part i sse, mar e s, luz e s. As vogais em negrito aparecem tanto em verbos quanto em nomes, o que nos mostra que as vogais temáticas podem ser nominais e verbais. No caso de mares e luzes, as vogais temáticas nominais agregam-se à raiz das palavras e preparam-nas para receberem a desinência que indica o plural. Apesar da explicação floreada, o assunto é bem símples. Uma regrinha que facilita a identificação das nominais é notar que estas vogais, que são átonas, não indicam a alternância entre masculino e feminino, logo, passam a ser temáticas nominais. Tranquilo? Finalizando o assunto vogal temática, quanto são unidas a verbos, estas vogais temáticas indicam a conjugação à qual o verbo pertence. Ex.: cantar, vender, partir.
OBS 1: Quando o radical de uma palavra, verbo ou nome, une-se a uma vogal temática, forma um tema e está pronto para receber uma desinência ou sufixo.
OBS 2: Os nomes (substantivos, em geral) terminados em vogal tônica, ao invés de átona, não apresentam vogal temática. Ex.: maracujá, café, bambu.
Afixo: é o elemento mórfico que se agrega ao radical, formando uma nova palavra. Os afixos podem ser de dois tipos: prefixos e sufixos. Os prefixos vêm antes do radical, como em infeliz e desleal. Já os sufixos vêm depois do radical, como em felizmente e lealdade.

Para finalizar a primeira parte, além dos elementos descritos acima, determinadas palavras podem ter vogais e consoantes de ligação. Estes elementos não possuem significado, mas são facilitadores da pronúncia. Vejam os exemplos: gasômetro e cafeteria.

Nos próximos dias, colocarei aqui as outras partes. A parte 2 de A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa será focada em Vocábulos.

Um abraço e até o próximo post.

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Notas de Cinema – 20/09/2008

No caminho certo
A distribuidora brasileira California Filmes acertou a mão na escolha de dois lançamentos recentes no País. Pelo menos é o que indica a recepção que as duas produções tiveram no mercado norte-americano em suas estréias. Um dos lançamentos é Mulheres – O Sexo Forte (The Women, 2008), que estreou em 26 de setembro em circuito nacional, exceto no Rio de Janeiro, cujas protagonistas são Meg Ryan e Eva Mendes. Ele foi muito bem recepcionado nos EUA, onde faturou mais de US$ 10 milhões apenas no final de semana de estréia – 12 de setembro. A trama de Mulheres tem como centro um grupo de socialites, que passam seus dias entre visitas aos salões de beleza e os desfiles de moda. O problema começa quando Mary Haines (Meg Ryan), membro deste seleto grupo, tem seu marido seduzido por Crystal Allen (Eva Mendes) e passa a ser o centro das fofocas em seu círculo de amizades.
A outra produção que a California leva aos cinemas nacionais é As Duas Faces da Lei (Righteous Kill, 2008), que reedita a parceria entre os astros Robert De Niro e Al Pacino. A parceria de sucesso já havia funcionado em Fogo Contra Fogo, de 1995. Em seu fim de semana de estréia em terras ianques, também em 12 de setembro, o filme arrecadou a impressionante soma de US$ 16,5 milhões. Com estréia prevista no Brasil para 10 de outubro, a película narra a trajetória de Turk (De Niro) e Rooster (Pacino), detetives da polícia de Nova York e parceiros de investigação. O foco é a busca da dupla por um serial killer que ataca criminosos que escapam da justiça e voltam às ruas.
Os dois filmes ficaram em 3o (As Duas Faces da Lei) e 4o (Mulheres – O Sexo Forte) lugares no resultado do Box Office nos EUA, desbancando grandes produções, como Trovão Tropical, estrelado por Ben Stiller e Robert Downey Jr, e o megasucesso Batman – O Cavaleiro das Trevas, que há nove semanas está presente entre os 10 mais vistos no cinema em território norte-americano.

Bem representados
O Ministério da Cultura anunciou em 16 de setembro qual será o filme que representará o País na disputa por uma indicação ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro de 2009: Última Parada 174, de Bruno Barreto. A produção concorreu com outras treze indicadas e foi anunciada como a selecionada pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A votação foi realizada por uma comissão formada por seis jurados, escolhidos pela Secretaria, e o vencedor deixou para trás grandes produções, como Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Filho, e O Passado, de Hector Babenco. A data prevista para a entrega do resultado da votação aos indicados é 22 de janeiro de 2009. A cerimônia de premiação ocorrerá em fevereiro de 2009.

Notas sobre cinema e mercado – 15/09/2008

Saudações,

Abaixo estão algumas notas que produzi para a seção Hollywood, revista Ver Video, edição 183 – outubro 2008.

Futuro certo
Depois de lançar mundialmente seu último filme, Hellboy II – O Exército Dourado, o cineasta mexicano Guillermo del Toro assinou contratos com majors mundiais e está com sua agenda lotada até meados de 2017. Além da já anunciada parceria com Peter Jackson para a produção de The Hobbit, que será dividido em dois filmes e contará a história da família Baggins, personagens da trilogia O Senhor dos Anéis, e tem lançamento previsto para 2011. Enquanto isso, del Toro desenvolverá para a Universal quatro projetos, que incluem possíveis refilmagens de clássicos como Frankenstein e Matadouro 5. Os executivos do estúdio também apostam em adaptações de autores de sucesso, como H. P. Lovecraft e Dan Simmons, que já teve sua próxima obra comprada antes mesmo de ser lançada. O livro de Simmons, Drood, tem tudo para ser o primeiro trabalho do cineasta depois da conclusão de suas filmagens na Oceania, sítio de produção de The Hobbit. Rumores indicam que será mais uma produção em ambiente gótico, área em que o mexicano se especializou e desenvolveu grandes trabalhos, como O Labirinto do Fauno e A Espinha do Diabo.

Demonstração de força
Estrela de seriados de televisão como já clássico Um Amor de Família e o atual Samantha Who?, Christina Applegate, depois de passar por uma cirurgia difícil para livrar-se do câncer de mama, fez sua primeira aparição pública em grande estilo na edição deste ano do Emmy Awards®, em 21 de setembro último. A atriz recebeu uma indicação ao prêmio de melhor atriz em um seriado de comédia e afirmou que está livre da doença, para alívio geral dos fãs.

Parceiros reunidos
O cineasta Steven Soderbergh, que recentemente lançou Che, produção que tem como protagonista Benicio Del Toro no papel de Ernesto ‘Che’ Guevara, tem planos de desenvolver a cinebiografia de Liberace, pianista e showman norte-americano, morto em 1987. O projeto ainda não tem data de lançamento ou de início de filmagens, porém, sabe-se que já está agendada com a Warner Bros. e que poderá contar com Michael Douglas no papel principal, re-editando a parceria feita entre o ator e Soderbergh em Traffic (2000). Um outro parceiro de longa data do diretor também está na lista de possíveis reforços: Matt Damon. Estretanto, o prazo para o início das filmagens pode ser um pouco maior do que o esperado, tendo em vista que o diretor-produtor ainda não concluiu seu projeto de filmes independentes, que têm distribuição simultânea para cinemas, televisão e DVD.

Onde os erros não têm vez
O ator Tommy Lee Jones estaria processando a Paramount cobrando cerca de US$ 10 milhões por causa dos lucros gerados pelo filme Onde os Fracos Não Têm Vez. Segundo ele, seu contrato previa uma porcentagem do lucro obtido pelo filme nas bilheterias e a quantia não havia sido paga. Quatro Oscar®, dois Globo de Ouro® e mais de 160 milhões de dólares arrecadados no cinema depois, o filme foi considerado um enorme e inesperado sucesso – o que motivou o ator a entrar com o processo. Contudo, seus advogados não o alertaram sobre falhas em seu contrato que poderiam privá-lo desta soma, itens relativos ao lançamento do filme no home video e à fórmula para determinação do valor do bônus, e os representantes da major não deixaram este erro passar, vencendo a batalha na justiça. Todavia, até o fechamento desta edição, a decisão do caso ainda não havia sido determinada.

Em busca do Oscar®
Na tentativa de conseguir indicações ao Oscar®, a Warner Bros. planeja exibir Batman – O Cavaleiro das Trevas novamente nos cinemas em território norte-americano em janeiro de 2009, mesmo com o lançamento do DVD em dezembro. Segundo executivos da empresa, as negociações com a Imax estão bem encaminhadas. A meta é colocar o filme novamente em evidência durante o período em que os indicados são votados pela Academia. Há a esperança de que a produção receba votos para Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante, principalmente, além dos prêmios para a produção. Até o fechamento desta edição, The Dark Knight havia faturado cerca de US$ 950 milhões mundialmente.

Distribuição garantida
Com o sucesso que fez durante exibições nos festivais de Veneza, onde ganhou o Leão de Ouro, e de Toronto, The Wrestler gerou um grande leilão entre as distribuidoras para sua estréia mundial nos cinemas. A vencedora foi a Fox Seachlight, que adquiriu os diretos de distribuição do filme pouco depois de sua apresentação no festival canadense. A produção, que tem Darren Aronofsky (Fonte da Vida) na direção e conta com Mickey Rourke (Sin City) como protagonista, ganhou notoriedade depois das críticas positivas que recebeu dos especialistas e do público nos dois eventos internacionais em que foi apresentado. O filme conta a historia de um lutador profissional que, depois de se aposentar, tenta se redimir de erros do passado e voltar aos ringues de luta-livre.

André Cavallini, 11/09/2008

Última Parada 174 – Resenha

Última Parada 174Em 12 de junho de 2000, o Brasil parou para ver uma das mais chocantes demonstrações da terrível realidade em que estamos mergulhados. No Rio de Janeiro, o ônibus da linha 174 Humaitá é seqüestrado por um rapaz, que mantém os passageiros reféns durante mais de quatro horas. Pela televisão, o País acompanhou de perto e assistiu de camarote o desfecho trágico do evento. O autor do crime, Sandro do Nascimento, morto em circunstâncias suspeitas depois a ação da polícia carioca, foi um dos garotos que sobreviveram à chacina da Candelária. Tudo isso foi revelado pelo contundente documentário dirigido por José Padilha em 2002. Em 2008, uma outra perspectiva dos mesmos fatos dramatiza a origem do assaltante chega aos cinemas do País: Última Parada 174, dirigido por Bruno Barreto (O Que É Isso Companheiro e Bossa Nova).

Com roteiro ficcional de Bráulio Mantovani (Tropa de Elite e Linha de Passe), o filme descreve os caminhos percorridos por duas personagens principais, Marisa e Sandro. Ela, uma mulher sofrida, tem seu filho, Alessandro, tomado de seus braços e é abandonada pela comunidade em que vive. Seus refúgios para suportar a dor são a memória de seu bebê, que jura um dia encontrar, e a religião, que abraça de forma cega. Já o rapaz tem sua existência marcada pela violência. Aos 10 anos, vê sua mãe ser assassinada por assaltantes, o que o leva a viver nas ruas da capital fluminense. Em pouco tempo, o adolescente se torna um criminoso e, depois de sobreviver ao massacre ocorrido na Candelária, acaba sendo enviado a uma prisão para menores. Lá, ele conhece o filho perdido de Marisa e os dois ficam amigos. Sem perder as esperanças, a mulher localiza seu filho no sistema da polícia e chega à prisão em que os dois garotos estão. Porém, ela acredita que Sandro é a criança que ela perdeu e o retira de lá. Mesmo com as tentativas de Marisa de ajudar o rapaz, a dura realidade o leva ao trágico final que já conhecemos.

Com estréia no País prevista para o dia 24 de outubro, Última Parada 174, teve sua estréia mundial no Festival Internacional de Toronto no início de setembro e faz parte da lista oficial dos indicados brasileiros ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro.

Distribuição: Paramount. André Cavallini

Matérias sobre DVDs

Os textos abaixo foram publicados na revista DVD News, em diversas edições diferentes, no ano de 2008. São matérias simples comentando sobre lançamentos em DVD que chegam, tanto às videolocadoras quanto às lojas, e têm seus materiais extras avaliados e comentados.

Seção BONUS

Reinventando um Conto de Fadas

Em Encantada, a Disney cria uma nova perspectiva para um conto de fadas e faz diversas referências a seus clássicos sem ser um amontoado de clichês.

Para quem já chegou ou está chegando na casa dos 30 anos de idade, uma boa referência da nossa infância são os filmes da Disney. Quando o estúdio inovou e lançou uma animação, um desenho animado, misturado a personagens reais, interpretados por atores, chamou a atenção do público. Assim foi com Uma Cilada Para Roger Rabbit. Além deste, por volta dos anos 60, a major já havia brincado com esta mistura algumas vezes, com Zé Carioca, Mickey, entre outros, interagindo com figuras importantes da música, como Carmem Miranda, por exemplo. Com o sucesso deste tipo de produção, ocorreram diversas investidas neste tipo de pordução por outros estúdios, que misturaram cartoons clássicos com astros do basquete e atores consagrados, e uma nova moda se criou. Depois de investir em animações mais modernas e em uma grande parceria com a Pixar, a Disney retorna aos contos de fadas tradicionais e traz Encantada, que chega agora em DVD, um filme que mistura desenho animado com atores de uma forma diferente e surpreende pela qualidade da interação entre os personagens e renova um gênero que já estava precisando de um impulso.
O universo das fábulas foi transposto para o cinema, em grande parte, pelo estúdio de Walt Disney e marcou gerações com grandes clássicos da literatura infantil em versões cinematográficas: Branca de Neve e os Sete Anões e A Bela e a Fera, entre muitos outros contos, estão no rol da produtora e na memória de crianças e adultos até os dias de hoje. Em Encantada, Giselle (Amy Adams), uma linda princesa que sonha em casar-se com um príncipe encantado, Edward (James Marsden), e viver feliz para sempre, tem seus sonhos interrompidos por uma bruxa que, para evitar que o príncipe assuma seu lugar na soberania do reino de Andalasia por causa do casamento, envia a jovem para o mundo real. A garota desembarca no meio de Nova York e se depara toda a loucura da metrópole, metendo-se em diversas confusões. Depois de ser roubada e ficar só no meio da chuva, Giselle conhece Robert (Patrick Dempsey) e sua filha Morgan, que a ajudam. Durante sua estadia neste universo estranho, a jovem começa a questionar-se sobre sua vida no mundo de fantasia e se realmente quer voltar para ele.
O filme tem dois momentos, sendo que a introdução da história e a apresentação de Giselle, Edward e da Rainha Narissa (Susan Sarandon) é feita totalmente em desenho animado e, na proporção em que eles vão sendo enviados para o mundo real, os atores, que antes apenas emprestavam suas vozes para os personagens, os caracterizam em live action e passam a interpretá-los em Manhattan junto dos demais atores. No decorrer da história, a produção se transporta totalmente para a realidade e toda a ação passa a acontecer sem a presença de desenhos animados. Contudo, o ritmo de conto de fadas não se perde com essa mudança e todo o clima musical e mágico é transportado para a realidade junto com os personagens. É esta faceta do filme que faz com que ele seja diferente e chame a atenção. Através do comentário sobre os extras, veremos como isso foi feito.

TRANSFORMANDO UM MUNDO DE FANTASIA EM REALIDADE
Um dos itens principais que formam um grande conto de fadas da Disney é a parte musical. Quando falamos em Encantada, especificamente, estamos nos referindo a uma produção que teve suas três músicas principais indicadas ao Oscar® deste ano como melhores canções. Dentro dos extras do DVD, há um item somente para elas. Podemos ver como os compositores as desenvolveram; o trabalho dos coreógrafos, que conduziram, em cada uma das trilhas, dezenas de bailarinos; os treinadores de animais, cuja responsabilidade era guiar ratos, pombos e (pasmem!) insetos, através das cenas e extrair deles momentos muito divertidos junto aos atores; sem mencionar os efeitos gerados por computador, que fazem com que tudo funcione em harmonia e dão um toque especial ao universo fantástico recriado no mundo real.
Como todo bom filme, diversas cenas acabam ficando fora do crivo dos editores em sua cópia definitiva. Há um tópico dos extras destinado apenas para tais excertos. O diretor Kevin Lima, já experiente em produções da Disney, comenta todas as cenas (opcional) e nos mostra o motivo pelo qual elas ficaram de fora do material que chegou aos cinemas.
Ainda no campo das cenas que foram cortadas, temos uma opção no disco dedicada aos erros de gravação. Não foram muitos, mas os atores possuem certa dificuldade em desenvolver algumas falas e em interagir com determinados tipos de animais em cena, sem mencionar as trapalhadas tradicionais, como danças e pegadinhas com os colegas de elenco.
Uma surpresa para os pequeninos, o carismático esquilo Pip tem uma aventura somente dele guardada nos extras. Como um daqueles livrinhos de história infantil, que você abre e o cenário se monta em relevo, a aventura do roedor é salvar o Príncipe Edward, enfeitiçado por sua madrasta. Cabe ao animalzinho descobrir como livrá-lo da maldição. A boa notícia é que esta opção é totalmente dublada – única dos extras com essa facilidade, já que as outras são legendadas.
Para finalizar, o DVD possui um ícone da Disney com um extra escondido: um comentário do produtor sobre os extras que podem ser encontrados no disco em Blu-ray de Encantada. Dentre os destaques, ficam uma lista de todas as referências que o filme tem dos clássicos já lançados pelo estúdio, e não são poucas! Também há um pequeno clipe com algumas destas cenas destacadas na seqüência deste item. Como não poderia faltar, fora da seção de extras, há uma opção com trailers de lançamentos em cinema. Vale a pena dar uma conferida e descobrir o que está em exibição e o que virá em um futuro próximo.

Ficha Técnica
Encantada
(Enchanted)
Gênero: Infantil / Fantasia
Direção: Kevin Lima
Elenco: Amy Adams, Patrick Dempsey, James Marsden e Susan Sarandom
Origem: EUA/2007
Dur. Aprox. 107min
Formato de tela: Widescreen
Áudio: Inglês, Português e Espanhol (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Inglês, Espanhol e Português
Extras: A Fantasia Ganha Vida, Cenas Inéditas, Erros de Gravação, A Emergência de Pip: Uma Aventura em Pop-Up e Próximos Lançamentos. (Há um extra escondido no logo da Disney: um teaser dos extras da versão em Blu-ray).

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Duas vezes original

Com a mesma equipe de produção do primeiro e com o dedo de Quentin Tarantino, novamente, O Albergue 2 renova a fórmula de sucesso do primeiro filme sem ser repetitivo e apelar para os sustos baratos

O primeiro filme fez um sucesso enorme e isso é indiscutível. As circunstâncias foram muito propícias para isso, seguindo a fórmula explícita de outra franquia bem sucedida no momento, Jogos Mortais, mas com algumas mudanças nas locações e no tipo de exploração do terror. Em O Albergue 2, a expectativa do público era de ver novamente um banho de sangue, sem novidades, apenas seguindo a receita do primeiro filme. Contudo, pode-se dizer que houve um banho de sangue, literalmente, mas bem diferente do esperado. Sem estragar as surpresas para quem ainda não assistiu, a segunda parte da franquia muda um pouco o foco da narrativa e mostra o ponto de vista dos contratantes, os que organizavam os eventos do primeiro filme, e não o das vítimas.
A produção, realizada no leste europeu e na Islândia, nas mesmas locações do primeiro filme, aproveita a deixa do anterior e mostra o resgate do último sobrevivente do massacre. A máfia que comanda o negócio de assassinatos resolve dar fim ao rapaz e buscar carne nova para seus clientes. Desse ponto é que parte o filme, levando a ‘caçadora de talentos’ a buscar três jovens americanas, em férias no local e procurando diversão, como as próximas a serem comercializadas. Juntando os pontos, já sabemos onde iremos parar. Visto pelo lado dos assassinos, fica bem divertido ver os clientes se preparando para cumprir sua parte no acordo e se vestirem para ocasião, escolhendo suas ferramentas em um belo arsenal e fazendo piadinhas sobre o que estão para fazer (veja mais sobre isso nos extras do DVD).
O final de O Albergue 2 é diferente, sem recorrer às velhas fórmulas dos filmes do gênero. Para quem costuma julgar as pessoas pelas aparências, o filme trará uma pequena surpresa. A inocência da protagonista se mostra superficial quando vemos o que a moça é capaz de fazer com a ferramenta correta e sob pressão. A seguir, os extras do DVD serão comentados – são excelentes e não são poucos!

COMO REALIZAR UM FILME DE TERROR MODERNO
Logo de cara, ao acessar a seção de extras do DVD, é possível rever o filme com três opções de comentários de diversos envolvidos na produção. Desde o diretor Eli Roth, seu irmão e produtor, Gabe Roth e Quentin Tarantino, também produtor e nome que dá mais credibilidade ao filme, até as atrizes que se destacaram nos papéis de protagonista, Lauren German, e de Vera Yordanova, a ‘caçadora’, comentam suas participações. Estas explicações são muito importantes para se entender como foi possível construir a atmosfera dos dois filmes e o modo como as idéias de Tarantino se apresentam no filme, dando um toque especial às cenas. As duas moças comentam, em sua parte do extra, as sensações que experimentaram enquanto realizavam suas peripécias durante as filmagens.
Seguindo esta linha, a seção Especiais traz alguns documentários realizados durante a produção do longa metragem. Diversos comentários de Eli Roth mostram a ligação entre O Albergue 2 e seus outros filmes, além do ambiente de total descontração nos bastidores, clima muito importante por conta da tensão das cenas e do ambiente dos cenários. No mesmo extra, há um documentário italiano sobre o filme, relacionando sua linha de design com diversas peças históricas e técnicas reais de tortura. Por fim, algumas escolhas para o elenco são explicadas.
Para quem é fã de extras, uma seção nunca pode faltar: Cenas Excluídas. Pois este DVD não irá decepcionar. Dez cenas que não entraram na montagem final estão neste extra. Além das cenas excluídas, um outro extra mostra um pouco mais sobre as curiosidades da produção do filme: The Treatment. Este extra é uma entrevista de rádio de Eli Roth. Nela, o diretor fala sobre as críticas sociais que faz em seus filmes, além da escolha das pessoas que seriam vítimas perfeitas para encaixar o simbolismo buscado por ele e sua equipe.
O último extra do DVD é um clipe um pouco diferente. Ao som de música clássica, uma coletânea de cenas estranhas, divertidas e, ao mesmo tempo, muito nojentas é apresentada. São cenas retiradas do filme, imagens de bastidores e, em sua maioria, erros de gravação. Uma peça rara e apenas para quem tem bom humor e estômago forte. O nome deste extra: Sangue & Tripas. Detalhe para a parte em que o cachorro quer abrir a caixa que está sob o pé de seu dono. O que estaria dentro da caixa em questão? Assista e descubra!

Ficha Técnica
O Albergue 2
(Hostel Part II)
Gênero: Terror
Direção: Eli Roth
Elenco: Lauren German, Roger Bart, Heather Matarazzo, Bijou Phillips, Richard Burgi
Origem: EUA/2007
Dur. Aprox. 94min
Formato de tela: Widescreen
Áudio: Inglês e Português (Dolby Digital 5.1), Espanhol (Dolby Surround 2.0)
Legendas: Inglês, Espanhol, Coreano, Chinês e Português
Extras: Comentários, Especiais, Cenas Excluídas, “The Treatment” – entrevista de rádio com Eli Roth (sem legendas), Sangue & Tripas e Trailers
Seção EXPLORANDO

De Volta Para Casa

Seguindo o sucesso do remake A Casa da Colina, a seqüência De Volta à Casa da Colina une um elenco jovem, efeitos visuais de primeira e uma produção caprichada, levando o espectador de volta ao assustador hospital mal-assombrado

Depois de passar pelo extremo do terror, presa em uma casa assombrada por fantasmas, Sarah tenta falar com sua irmã, Ariel, desesperadamente. A irmã não atende aos seus chamados, pensando que ela está perdendo o controle. Ao descobrir que Sarah está morta, Ariel recebe um diário e acaba sendo levada à casa que acabou com a tranqüilidade de sua irmã. É em torno do que acontece dentro da casa que gira a trama de De Volta à Casa da Colina (Return to House on Haunted Hill). Sem liberar uma série de spoilers para estragar a diversão, esta produção está recheada de efeitos visuais e sustos, satisfazendo os fãs dessa nova leva gore do gênero (vide O Albergue e Jogos Mortais), além de misturar flashbacks, que mostram o Dr. Vannacutt fazia com seus pacientes quando o hospital estava ativo, com a ação rolando no presente, com os jovens presos dentro da casa que foi cenário de muitas mortes anteriormente. (caso precise cortar, manda brasa)
O elenco é composto por muitos atores saídos de recentes sucessos da TV, como a protagonista Amanda Righetti (The O.C.) e o vilão Erik Palladino (E.R.); além da aparição de um dos ícones do terror dos anos 80 e 90, Jeffrey Combs (Re-Animator, entre outros), que participou do primeiro filme, Uma Casa na Colina (House on Haunted Hill, 1999), uma refilmagem do clássico de 1959, com Vincent Price. O filme é dirigido por Victor Garcia, especialista em efeitos visuais, que já trabalhou em produções como Hellboy e Dagon, o que dá ao espectador a certeza de que o cuidado com a imagem será dos melhores. Uma outra garantia de boa qualidade é Joel Silver assinando a produção executiva do filme. Silver foi o produtor de diversos sucessos do cinema (Matrix e V de Vingança) e da TV (o seriado Veronica Mars).
Além do filme com as opções tradicionais de áudio e legendas, o DVD traz alguns extras diferentes dos convencionais. Neles, o tema do filme é tratado como real, com depoimentos do elenco e um pequeno documentário. Ademais, algumas cenas modificadas e um videoclipe completam o pacote.

De Volta à Casa da Colina – Confessionário dos Personagens
Este é o primeiro extra do DVD. Aqui, são dados depoimentos dos personagens sobre o que acontece dentro da casa, a relação entre os personagens e o que os motivou a irem para lá. Tudo isso é feito exatamente como que dentro de um confessionário, de modo que os personagens contam tudo como se estivessem falando diretamente a que assiste ao filme. Há quem faça uma comparação do estilo adotado aos confessionários destas casas em que artistas ficam confinados e tendo que lidar com as mais diversas, e inesperadas, situações e emoções.
Todos os personagens que ficaram presos dentro da casa, com exceção do Professor Richard Hammer, dão seus depoimentos e revelam como se sentiram depois do ocorrido com eles. O detalhe cômico deste extra fica por conta do depoimento duplo de Warren e Kyle, bandido e refém, respectivamente, discutindo sobre os fenômenos da casa e sobre o dinheiro da venda da estátua escondida na casa, sem perder a oportunidade de insultarem-se mutuamente durante quase o tempo todo.

À Procura de um Ídolo: a Busca de Dr. Richard Hammer
Neste extra, uma entrevista documental com o Dr. Richard Hammer revela sua real motivação para encontrar a estátua de Baphomet, um ídolo muito comum em rituais da Idade Média que está desaparecido. Dentro do pequeno documentário, diversas imagens de locações verdadeiras, mescladas com imagens de rituais reais da época, são apresentadas como possíveis locais onde a peça histórica pode estar escondida. Na verdade, o doutor revela sua suspeita da figura estar dentro da casa-título do filme.

De Volta à Casa da Colina – Cenas Adicionais
São quatro cenas que compõem este extra: Divisão – Estendida; Designer de Interior; Sofá – Estendido; e Sótão. As duas cenas estendidas são versões diferentes das que foram utilizadas na versão final do filme. No caso da cena Divisão, o momento em que o vilão divide e resolve ficar com a protagonista é completada com alguns diálogos cínicos entre os dois. A outra cena estendida é a do Sofá, que traz um dos momentos mais sanguinários da seqüência. O complemento da cena é dado antes da cena que ficou na versão final, apresentando um diálogo entre os dois rapazes antes da aparição assustadora, cujo desfecho já foi mencionado.
As outras duas cenas, Designer de Interior e Sótão, são cenas que não fizeram parte da versão final.

Vídeo Musical de Mushroomhead – Simple Survival
Este clipe da banda de Industrial Metal foi produzido no mesmo cenário do filme. A música do clipe não faz parte da trilha sonora do filme, mas possui o mesmo acabamento visual e o mesmo clima da película. (Chacal, não sei o que mais colocar sobre este vídeo!! Não tem relação alguma com o filme!!)

Ficha Técnica
De Volta à Casa da Colina
(Return to House on Haunted Hill)
Gênero: Terror
Direção: Víctor Garcia
Elenco: Amanda Righetti, Erik Palladino, Cerina Vincent, Tom Riley, Andrew-Lee Pots e Jeffrey Combs
Origem: EUA/2007
Dur. Aprox. 81min
Formato de tela: 16×9 widescreen
Áudio: Inglês e português
Legendas: Inglês e português
Extras: De Volta à Casa da Colina – Confessionário dos Personagens, À Procura de um Ídolo – A Busca de Dr. Richard Hammer, De Volta à Casa da Colina – Cenas Adicionais, Vídeo Musical de Mushroomheads Simple Survival.

Seção EXTRAS

Uma nova carona

Apesar de ser um remake e de ter a responsabilidade de ser comparado a um clássico de Steven Spielberg, A Morte Pede Carona consegue revitalizar o filme e trazer um visual moderno e mais brutal para uma história já conhecida e muito imitada

Quando o filme original foi lançado, em meados de 1986, sob a direção de Steven Spielberg, um tipo de suspense inovador foi inventado. Em 2007, o novato em cinema Dave Meyers teve a responsabilidade de refilmar este clássico. Sem apostar nas velhas fórmulas dos remakes hollywoodianos, com milhares de clichês do gênero, Meyers fez bom uso do que Spielberg tinha de melhor na época: câmeras ousadas e muitos dublês. O resultado obtido foi muito melhor do que o esperado: um filme bastante violento, criativo e assustador. Grande parte desse clima se deve à presença de Sean Bean como o caronista, em uma excelente performance.
O enredo do filme quase o mesmo. Em uma estrada do Novo México, Estados Unidos, o casal de universitários Grace e Jim (Sophia Bush, do seriado One Tree Hill, e Zachary Knighton) dá uma carona para John Ryder (Bean). Rapidamente, os jovens descobrem que Ryder é um psicopata e que eles serão suas próximas vítimas. Muitas perseguições, tiroteios, mortes e explosões recheiam esta produção cujos extras mostram muito de como tudo isso foi possível.

A Morte Pede Carona (The Hitcher)
Direção: Dave Meyers
Elenco: Sean Bean, Sophia Bush, Zachary Knighton, Neal McDonough, Kyle Davis, Skip O’Brien, Travis Schuldt, Danny Bolero
Gênero: supense
Dur. aprox.: 84min
Formato de tela: Widescreen
Áudio: Inglês e Português (5.1 e 2.0 Dolby Digital)
Legendas: Inglês e Português
Extras: Making of, Ficha Técnica, Cenas Detalhadas, Final Alternativo, Bastidores, Trailers

Comentários do Redator

Cenas Detalhadas
Bastante completa, esta parte dos extras traz diversas versões de cenas que entraram no filme, bem como algumas que não passaram pelo crivo dos editores durante a montagem final do material. Uma atenção especial para as cenas feitas no quarto do hotel e para as localizadas na delegacia. São momentos de arrepiar!

Final Alternativo
O espectador irá encontrar nesta área uma versão um pouco mais perversa do final do filme que chegou aos cinemas. Antes de chegar à dita cena final, acompanhamos o incrível processo de construção de um boneco que irá substituir o protagonista, Zachary Knighton, na fatídica cena da morte de seu personagem. Os cuidados para a moldagem, o modo como os especialistas desenvolvem toda a ação é muito interessante.

Making Of
Perseguições, explosões, momentos de enorme tensão, na frente e por trás das câmeras. Tudo isso é mostrado nessa parte dos extras. O método de trabalho dos atores e do diretor é levado ao espectador de forma aleatória, em um momento, vemos Dave Meyers orientando o elenco em uma cena no posto de gasolina; em outro, Sophia Bush fala sobre sua tentativa de não ter muito contato com Sean Bean, evitando simpatizar com ele e destruir o clima de tensão e medo entre os dois em cena. Além destas peculiaridades, muitas cenas com dublês e o trabalho dos cinegrafistas também estão no pacote, com bastante ação garantida.

Bastidores
Esta seção funciona como uma continuação do Making Of, tendo mais relação com o trabalho de preparação e execução das cenas com os dublês na estrada, capotando carros. Aqui, pode-se acompanhar o processo de produção das cenas externas, em especial, o trabalho da montagem das câmeras e os pilotos explicando como tudo é feito.

Trailer do Filme
Versão comercial do trailer exibido no cinema e na TV.

Sinopse
Resumo do filme.

Ficha Técnica
Quem atuou, produziu e fez parte da equipe técnica está relacionado nesta seção.

Trailers dos Próximos Lançamentos

Alguns dos filmes que serão lançados em breve pela Paris Filmes.

Retratos de época

Na segunda parte da história de Elizabeth, Elizabeth: A Era de Ouro, traições, paixões e a constante luta entre religiões mostram um pouco mais do passado britânico e colorem este filme épico e emocionante.

Figura polêmica na história da Inglaterra, a rainha Elizabeth (Cate Blanchett) sempre foi alvo de perseguições desde sua primeira infância. Depois de lutar contra opositores e traidores dentro de sua própria família, é chegada a hora de evitar que a Espanha, católica e aliada ao Papa, invada suas terras e a retire do poder. Enquanto busca conselhos e aliados para combater os espanhóis, a monarca conhece Walter Raleigh (Clive Owen), um navegador aventureiro, e por ele se apaixona, abalando sua frieza e concentração. Intrigas, paixões e um combate marítimo muito bem conduzido são as atrações que aguardam o espectador em Elizabeth: A Era de Ouro, que ganhou um Oscar® de melhor figurino e valeu uma indicação a sua protagonista por tão espetacular atuação.

Elizabeth: A Era de Ouro (Elizabeth: The Golden Age)
Direção: Shekhar Kapur
Elenco: Cate Blanchett, Geoffrey Rush, Clive Owen, Samantha Morton, Rhys Ifans
Gênero: drama/épico
Dur. aprox.: 114min
Formato de tela: Widescreen anamórfico
Áudio: Inglês, Espanhol e Português (5.1 Dolby Digital)
Legendas: Inglês, Espanhol e Português
Extras: Cenas excluídas, O Reinado Continua: Os Bastidores de Elizabeth: The Golden Age, Por Dentro do Mundo de Elizabeth, Uma Cortesia da Volkswagen, Comandando os Ventos: Criando a Armada, Torres, Cortes e Catedrais, Comentário do Filme com o Diretor Shekhar Kapur
Classificação etária: AGUARDA INFORMAÇÃO DA DISTRIBUIDORA

Cenas excluídas
Dentre as oito cenas que ficaram de fora da versão final do filme, algumas são curtas, com segundos de duração, outras têm mais complexidade e tempo. Contudo, valem a pena serem vistas por complementarem algumas partes que possam ter deixado alguma lacuna no entendimento do espectador.

O Reinado Continua: Os Bastidores de Elizabeth: The Golden Age
Este extra é uma espécie de making of, porém, não aborda os aspectos técnicos da produção – como serão vistos nos extras subseqüentes. Aqui, o elenco, os produtores e o diretor falam sobre as peculiaridades dos personagens e do enredo, desenvolvendo um pouco os complexos momentos retratados na película e as dificuldades em recriar um momento histórico tão complicado, dando seqüência ao primeiro filme, Elizabeth (1998), que retrata o início de tal período.

Por Dentro do Mundo de Elizabeth – Uma Cortesia da Volkswagen
O processo de criação dos cenários, a filmagem nas locações reais remanescentes do Período Elizabetano e os aspectos artísticos da produção de Elizabeth: A Era de Ouro são o tema deste item. Grande parte deste trabalho artístico é creditado a uma pessoa: o designer de produção Guy Dyas, um profissional extremamente detalhista e que tem no currículo filmes como Rei Arthur e Os Irmãos Grimm, além do novo Indiana Jones, e que conseguiu levar ao espectador uma perspectiva realista e impressionante de como eram os ambientes e a decoração no momento histórico vivido no filme.

Comandando os Ventos: Criando a Armada, Torres, Cortes e Catedrais
Dividido em duas partes, este extra trata de dois temas distintos, porém, correlatos: a frota de navios em guerra e os sets construídos para as filmagens. A primeira parte relata o processo de criação da batalha entre navios ingleses e espanhóis que está presente no filme. O interessante foi, além do uso dos efeitos criados por computação gráfica, a construção total de um navio em tamanho real, sendo que um lado foi pintado de acordo com as cores e o estilo espanhol e o outro totalmente reconstruído de uma nave inglesa. Tudo muito bem cuidado e com direito a maquinário que simulava o movimento do mar. Já a segunda parte tratava da escolha das locações de época para construção das cenas internas. A preferência do diretor Kapur era por ambientes claros e amplos para contrastar com a escuridão e as sombras que são o estilo dele. Muito pouco teve de ser construído, dando mais veracidade aos cenários.

Comentário do Filme com o Diretor Shekhar Kapur
Esta última parte dos extras é uma versão do filme com os comentários do diretor sobre a produção. Um tanto parado, levando em conta que normalmente esta opção é usada para diálogos entre mais de um dos envolvidos no projeto. Neste caso, somente Shekhar fala e seu tom de voz é monótono e maçante. Somente recomendado para quem é fã.

Renovando os mortos vivos

Nas mãos do experiente diretor Russell Mulcahy, um tema batido ganhou nova cara, novo cenário e garante a diversão. Tudo isso em Resident Evil 3 – A Extinção.

Depois de descobrir ter sido criada em laboratório e ser imune ao vírus que dizimou a população de Raccoon City, transformando-a em uma horda de zumbis, Alice (Mila Jovovic) tenta levar um grupo de sobreviventes, isolados no deserto de Nevada, EUA, para a liberdade em um território livre da praga de mortos vivos. Durante o percurso, muita ação, novos personagens e um vilão diferente tentam dificultar o trabalho da mocinha. No caminho, a protagonista descobre novas habilidades que são decisivas para evitar a morte de alguns de seus companheiros. O diretor encarregado de guiar esta terceira parte da franquia, Russell Mulcahy (Highlander), faz bem sua parte e leva o terror, que antes habitava a noite e ambientes fechados e laboratórios, para o dia e, a céu aberto, mantém o clima de isolamento e de tensão o tempo todo. Será que este é o final da série? Veremos.

Resident Evil 3 – A Extinção (Resident Evil: Extinction)
Direção: Russell Mulcahy
Elenco: Milla Jovovic, Ali Larter, Oded Fehr, Iain Glen, Ashanti e Mike Epps
Gênero: terror/ficção
Dur. aprox.: 94min
Formato de tela: Widescreen anamórfico
Áudio: Inglês e Português (5.1 Dolby Digital)
Legendas: Inglês e Português
Extras: Cenas Excluídas, Comentários de áudio, Além de Raccoon City – Explorando Resident Evil 3, Trailer de Resident Evil: Degeneration, Trailers (sem legendas)
Classificação etária: 16 anos – Contém cenas assassinato, agressão física, suicídio e exposição de cadáver

Comentários do Redator

Comentários em áudio do diretor Russell Mulcahy e dos produtores Paul W. S. Anderson e Jeremy Bolt
Este extra dá a possibilidade de assistir ao filme novamente só que sem o áudio original, tendo como áudio um bate-papo do diretor com produtores do filme, comentando sobre as cenas enquanto as assistimos e explicando como foram executadas, descrevendo o uso dos efeitos, a atuação do elenco e outras curiosidades da produção.

Cenas Excluídas
Um bom DVD deve incluir o material que não entrou na edição final do filme. Este não foge à regra e traz algumas cenas excluídas muito interessantes. Ao todo, são onze cenas que ficaram de fora. Entre elas, merecem destaque Fresh One, que mostra como os cientistas da Umbrella escolhem o próximo morto vivo que será a cobaia no laboratório; e Dr. Isaac’s Research, que mostra o vilão fazendo experimentos com a cobaia escolhida no extra mencionado anteriormente, no melhor estilo Dia dos Mortos, clássico de George A. Romero.

Além de Raccoon City – Explorando Resident Evil 3
Este item está dividido em outros quatro tópicos: Visão de Alice/Pré-produção, The Big Bang, Maior, Mais Rápido e Mais Forte, e Efeitos Visuais em Lãs Vegas/Miniaturas. Em suma, unido as partes, temos um making of muito legal e abrangente sobre o filme. O primeiro tópico se relaciona com tudo o que envolveu a escolha do cenário e do novo diretor, o que motivou a equipe a mudar o conceito com relação aos dois filmes anteriores. The Big Bang segue a etapa de filmagem das cenas e como o deserto influenciou o elenco e a equipe durante o processo; outro tema abordado foi a escolha da equipe cinematográfica, com membros de diversos países, com destaque para os mexicanos, que surpreenderam por seu profissionalismo. O penúltimo item trata da mudança dos zumbis com relação aos outros dois filmes anteriores – com o uso do ambiente diurno, houve alteração na maquiagem e na aplicação dos efeitos sobre os dublês. A última parte mostra como foi feita a réplica de Las Vegas, que ganhou vida através de miniaturas, em adição aos efeitos visuais, mostrando um trabalho de produção muito interessante e trabalhoso. Fundamental para os fãs.

Trailers e Trailer de Resident Evil: Degeneration
Finalizando os extras da bolacha de Resident Evil 3: A Extinção, além dos tradicionais trailers de outros lançamentos, este tem o diferencial de conter o trailer de Resident Evil: Degeneration, uma animação em longa-metragem muito bem feita e não tem relação nenhuma com a trilogia live action ou a seqüência dos games.

Uma comédia completa

Com o fim da verba para saneamento básico do município, a realização de um filme de ficção pode ser a solução dos problemas da comunidade. Ou seria o início deles? Confira em Saneamento Básico – o Filme!

Depois de diversas reuniões, os moradores da Linha Cristal resolver levar para prefeitura local um projeto para a construção de uma fossa, já que o problema gera incômodos para a população há anos. Com a esperança de conseguir a verba necessária, uma comissão formada por Marina e Joaquim (Fernanda Torres e Wagner Moura, um casal muito divertido), é encarregada de levar a pasta para aprovação. Ao receberem a notícia de que, apesar do projeto ser muito bom, além de necessário, as verbas para saneamento básico da prefeitura para aquele ano já haviam acabado, os dois ficam desolados. Porém, uma nova proposta é feita pela secretária da prefeitura: a realização de um filme, um curta-metragem de ficção, cuja verba estava liberada pelo Governo Federal, seria a solução para todos os problemas.
A confusão começa quando a equipe deve descobrir o que significa “um filme de ficção” e segue na hora de elaborar o roteiro e prosseguir com a produção do filme. As peculiaridades de cada um dos personagens aliadas às situações cômicas do dia-a-dia de pessoas comuns criam uma comédia simples e eficiente, sem perder seu teor de crítica social, com a assinatura de Jorge Furtado, responsável por O Homem Que Copiava e Meu Tio Matou Um Cara, outras ótimas comédias.

Saneamento Básico, o Filme (Idem)
Direção: Jorge Furtado
Elenco: Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lázaro Ramos, Paulo José, Tonico Pereira, Janaína Kremer
Gênero: comédia
Dur. aprox.: 112min
Formato de tela: Letterbox 4:3
Áudio: Português (5.1 e 2.0 Dolby Digital)
Legendas: Inglês, Espanhol e Português (para deficientes auditivos)
Extras: Making of, Cenas Excluídas, Erros de Gravação, Animação: O Monstro do Fosso e Trailer

Comentários do Redator

Making Of
Como de costume, esta seção não poderia deixar de estar nos extras. O documentário começa com as opiniões do elenco, produção e do diretor sobre a temática do filme, a distribuição de verbas para saneamento básico e cultura; como, na opinião de todos os envolvidos, isto deveria funcionar no País e como se desenrola durante a película. Em seguida, o desenvolvimento dos personagens, a criação do ‘monstro’, a escolha do figurino e dos penteados, enfim, o trabalho do elenco e da produção durante as filmagens mostra o clima de descontração e profissionalismo que foi criado por trás das câmeras. Por fim, uma passada pela criação da trilha sonora, pelas locações e as considerações finais do elenco.

Cenas Excluídas
Este item traz um apanhado de cenas que não entraram no filme somadas a algumas partes editadas de trechos que fazem parte da montagem definitiva, porém, cortadas por excesso de tempo ou por serem consideradas desnecessárias. O destaque fica por conta dos créditos alternativos. Não é à toa que o diretor optou por utilizar outro. Em suma, tem coisa boa que não entrou e vale dar uma conferida e rir um pouco mais.

Erros de Gravação
Os diversos momentos divertidos do filme parecem ser muito engraçados para os atores também. Aqui estão reunidas as falhas que aconteceram durante as gravações das cenas do filme. As reações de Fernanda Torres e de Tonico Pereira são hilárias quando eles erram suas falas. Observe quantas vezes as cenas são refeitas por causa de pequenos detalhes.

Animação: O Monstro do Fosso
Produzida durante os intervalos das filmagens do longa, esta animação é baseada no roteiro do filme fictício criado pelos personagens de Fernanda Torres e Wagner Moura. A animação é muda e simples, todavia, muito divertida.

Trailer
Nesta seção fica o trailer gerado para promover Saneamento Básico, O Filme nos cinemas e na TV.

Vagas de sobra

O casal Luke Wilson e Kate Beckingsale pára em um hotel de estrada e acaba fazendo parte de um filme um pouco diferente, em vários aspectos. Esta é a base de Temos Vagas.

Ao voltar de uma reunião de família um tanto desagradável, o casal David e Amy Fox tem algumas surpresas durante o caminho de volta. Depois da morte do filho, a relação do par está muito abalada e o relacionamento entre os dois nunca foi pior. A tensão entre eles aumenta quando David resolve fazer um desvio no caminho e o carro termina quebrando no meio do nada. Quando conseguem chegar a um posto de gasolina e receber a ajuda de um mecânico, a viagem parece que prosseguirá sem problemas. Terrível engano. Alguns metros depois, o carro quebra novamente e o casal se vê obrigado, algumas discussões depois, a se hospedar em um hotel antigo na beira da estrada. O que eles não esperavam é que o hotel é o cenário para a produção de filmes de terror extremamente realistas cujos protagonistas não sobrevivem para ver o final. Um jogo de gato e rato tem início e as diferenças entre o casal acabam importando pouco quando eles só contam um com o outro para sobreviverem aos assassinos.

Temos Vagas (Vacancy)
Direção: Nimrod Antal
Elenco: Kate Bechingsale, Luke Wilson, Frank Whaley e Ethan Embry
Gênero: suspense/terror
Dur. aprox.: 85min
Formato de tela: Widescreen anamórfico
Áudio: Inglês, Português, Espanhol e Tailandês (5.1 Dolby Digital)
Legendas: Inglês, Português, Espanhol, Tailandês, Coreano e Chinês
Extras: Seqüência de abertura alternada, Dentro de: O elenco de Temos Vagas, Vídeo de Mason, Encontrando Raccon e Trailers

Comentários do Redator

Seqüência de abertura alternada
Este extra traz uma opção alternativa para a seqüência de abertura do filme. A abertura utilizada na versão final do filme mostra, depois dos créditos, o casal na estrada, com David dirigindo e quase atropelando um animal na estrada, enquanto Amy dorme. A cena alternativa apresenta o filme através do desfecho da história, com o hotel cercado pela polícia e os peritos recolhendo materiais e fotografando o local.

Dentro de: O elenco de Temos Vagas
Esta é a melhor parte dos Extras deste DVD. Nele, ao invés das tradicionais entrevistas com o elenco e produção, toda a equipe narra como o filme foi desenvolvido. A narração passa por todo o elenco e parte para a equipe de produção e, a cada passo contado, as cenas de bastidores vão apresentando como as tomadas foram feitas, os efeitos especiais sendo produzidos e a opinião de todos os envolvidos sobre tudo isso. A melhor parte fica por conta do final deste extra, no momento em que é descrita a cena em que o carro invade o hotel. O modo como os dublês praticam a cena, como as câmeras são colocadas e o fato do diretor e da produção ter dispensado o uso de efeitos via computador. Outro fato interessante foi a montagem do cenário, feita de forma idêntica dentro de um estúdio e a céu aberto. Os cuidados que a produção teve para criar duas vezes o mesmo cenário são impressionantes e acabamos descobrindo o trabalho que dá reproduzir um ambiente de forma bem feita. Vale a pena conferir!

Vídeo de Mason
Muito divertida, esta opção mostra uma seleção de todos os filmes “reais” produzidos dentro do hotel. O clima de reality show é muito inteligente e quem assistiu ao filme antes de ver os extras vai reconhecer boa parte das cenas apresentadas aqui.

Encontrando Raccon
Esta é uma cena excluída da versão final do filme. É uma outra versão do momento em que o casal resolve deixar o carro quebrado na estrada e caminhar até o hotel. Enquanto David caminha na frente de Amy, ele encontra novamente um dos animaizinhos que o fizeram quase bater o carro no início do filme. Um belo susto, diga-se de passagem.

UMA GAROTA IRRESISTÍVEL

Uma Garota Irresistível é um show de interpretações e reproduz, com impressionante fidelidade, o ambiente psicodélico do fim dos anos 60, sua revolução artística e seus contrastes

O filme leva ao expectador a história real de Edie Segwick (Sienna Miller, em excelente atuação), que chocou a sociedade norte americana com sua personalidade e suas extravagâncias. A vida dela é contada, em vários pontos de vista, a partir do momento em que a jovem parte para New York, largando a faculdade de Artes e sua família, e é apresentada a Andy Warhol (Guy Pearce, perfeito como o personagem). O artista leva Edie para sua “Fábrica”, onde produz seus filmes com muita peculiaridade, tornando-a sua nova estrela. Uma relação de cumplicidade surge entre eles, somando o carisma dela e o talento dele. O sucesso aparece e, com ele, os excessos passam a tomar conta da vida da jovem, que começa a se perder nas drogas e nas festas. Em meio a estas festas, Edie conhece Danny Quinn (Hayden Christensen), um jovem e bem sucedido cantor, e se apaixona por ele. Enquanto o amor entre eles cresce, Danny questiona o relacionamento entre Andy Warhol e Edie, fazendo com que ela se afaste do seu novo amor. Os questionamentos da moça, porém, provocam ciúmes em Andy e ele a expulsa da “Fábrica”. Deste ponto em diante, a vida de Edie entra em decadência, culminando em seu suicídio, aos 28 anos.

UMA GAROTA IRRESISTÍVEL (Factory Girl)
Direção: George Hickenlooper
Elenco: Sienna Miller, Guy Pearce, Hayden Christensen, Jimmy Fallon e Mena Suvari.
Gênero: Drama
Duração aprox.:96 min
Origem: EUA
Formato da tela: 16×9 Widescreen
Áudio: Inglês e Português (ambos em 2.0 Dolby Digital)
Legendas: Português, Inglês e Espanhol
Extras: Trailer, Clipes do filme, Entrevistas com o elenco e o diretor e Making of.
Situação: Somente para rental (a confirmar)

COMENTÁRIOS DO REDATOR
TRAILER
Apenas o trailer do filme, nada de novo, somente a versão de divulgação.

CLIPES
A seção de clipes traz diversas partes extraídas do filme, apresentando algumas das cenas mais curiosas e atípicas: LÁBIOS apresenta o primeiro encontro entre Edie e Richie Berlin (Mena Suvari) em um restaurante, tendo uma conversa diferente; em CHEFE, Edie e Andy Warhol são apresentados durante a exposição das obras dele; o diálogo entre Andy e um padre é levado ao espectador em CONFESSIONÁRIO, mostrando a excentricidade do personagem; além de outros clipes, que também são muito interessantes.

ENTREVISTAS
Nesta parte dos extras, são mostrados os pontos de vistas do elenco principal com relação ao filme e sobre os colegas. Ao todo são quatro entrevistas: Sienna Miller, Guy Pearce, Jimmy Fallow e o diretor, George Hickenlooper. É muito legal ver como os atores falam uns dos outros, conhecer as peculiaridades de cada um fora das câmeras.

MAKING OF
A última parte dos extras é, sem dúvida, a mais interessante. O Making Of é apresentado sem narração ou comentário algum. É uma compilação de cenas gravadas de forma amadora enquanto o diretor orienta o elenco, conversa com a produção, além da interação entre os atores durante uma cena e outra. O único defeito é a falta de legendas ma maioria das cenas, apenas algumas são legendadas.

Resenhas publicadas – DVDs Musicais

As resenhas abaixo foram publicadas na extinta revista Shopping Music, edição de fevereiro de 2008, e também saíram impressas na DVD News, em março de 2008.

Elvis Presley
Elvis #1 Hit Performances
50 minutos
Áudio: PCM 2.0, em Inglês
Sem Legendas
Formato de tela: Widescreen
Distribuição: Sony BMG

Apesar de ter nos deixado no final da década de 1970, Elvis Presley nunca parou de fazer sucesso. Depois de ter voltado às rádios em 2001 com ‘A Little Less Conversation’, que integrou a trilha sonora de um filme de sucesso, o Rei do rock and roll teve seus hits revigorados. Seguindo esta tendência, este DVD, Elvis #1 Hit Performances, presenteia os fãs com quinze faixas compostas de apresentações ao vivo e trechos de filmes, alguns dos maiores sucessos do artista. Destaque para Suspicious Minds, Elvis está fantástico. O ponto negativo vai para os extras, duas entrevistas memoráveis, porém, sem legendas.
Em 29/01/2008.

Fat Boy Slim
Incredible Adventures In Brazil – Special Edition
90 minutos
Áudio: DTS 5.1, Dolby Stereo 2.0 e 5.1, em Inglês
Legendas: Espanhol e Português
Formato de tela: 16:9 Widescreen
Distribuição: ST2 Video

Atraindo multidões mundo afora, o DJ britânico Fat Boy Slim teve uma passagem marcante pelo Brasil em 2007. Este DVD mostra o que de melhor aconteceu durante sua passagem pelo País em cidades como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras, reunindo mais de um milhão de pessoas ao todo. Os extras trazem um documentário com a versão do próprio DJ sobre sua passagem em terras brasileiras, sua participação no Big Brother nacional, além de um clipe gravado no Rockness Festival. O material também inclui um CD bônus com as faixas tocadas no DVD.
Em 29/01/2008.

Jamiroquai
Live At Montreux 2003
150 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.1, DTS 5.1, em Inglês
Sem Legendas
Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico
Distribuição: ST2 Video

Depois de 16 anos de estrada, com oito álbuns lançados, a banda britânica Jamiroquai atingiu um patamar diferenciado e muito sucesso. Com seu estilo próprio e a figura carismática de seu frontman, Jay Kay, o grupo conquistou as paradas com seu ritmo dançante e deu novo fôlego ao funk/disco mundial. Neste DVD, temos uma apresentação memorável dos britânicos no Montreux Jazz Festival, convidados pela terceira vez ao evento. Toda a energia de Jay Kay e uma banda extremamente competente fizeram a alegria dos presentes na apresentação. Destaque para os sucessos Cosmic Girl, Alright e Deeper Underground. O único extra é a faixa Space Cowboy, um dos primeiros sucessos da banda, gravada em apresentação no mesmo festival, em 1995.
Em 28/01/2008.

Keane
Live
180 minutos
Áudio: Dolby Stereo 2.0 e Surround 5.1, em Inglês
Legendas: Inglês, Francês, Alemão, Espanhol e Português
Formato de tela: 16:9 Widescreen
Distribuição: Universal

Com apenas dois álbuns lançados e onze anos de carreira, o trio britânico Keane conquistou fama internacional, ganhou diversos prêmios importantes na Inglaterra e já vendeu milhões de cópias pelo mundo. Este DVD traz as faixas mais famosas do grupo durante uma apresentação em Londres no ano passado, na O2 Arena. Com o lugar lotado, os rapazes não decepcionaram e promoveram um grande show. O disco possui a opção Multi-Angle, permitindo que o espetáculo seja visto através de duas perspectivas diferentes. Nos extras, imagens de bastidores, passagem de som e alguns vídeos.
Em 29/01/2008.

Metal
Uma Jornada Pelo Mundo do Heavy Metal
Documentário, 98 minutos
Áudio: Dolby Digital 2.0, em Inglês
Legendas: Português e Inglês
Formato de tela: 4×3 Letterbox
Distribuição: Europa Filmes

Com o passar dos anos, as tendências musicais sempre tendem a mudar no transcorrer do tempo. O heavy metal comprova essa tese, porém, sem perder suas raízes. O documentário Metal – Uma Jornada Pelo Mundo do Heavy Metal trata do gênero de uma forma diferente da usual. Criado por Sam Dunn, fã e antropólogo, o documentário vai às raízes do estilo e revela as mudanças e ramificações sofridas por ele no passar dos anos. Baseado no depoimento de diversos envolvidos na área, Dunn faz um levantamento histórico-cultural revelador e leva ao público o que estava escondido sobre tão controverso, ao mesmo tempo fantástico, gênero musical.
Participações de Tony Iommi, Bruce Dickinson, Ronnie James Dio, Lemmy Kilmister, Dee Snyder, entre muitos outros. Recomendado para todos, fãs ou não.
Em 28/01/2008.

Nelly Furtado
Loose – The Concert
127 minutos
Áudio: Dolby Stereo 2.0 e DTS 5.1, em Inglês
Legendas: Inglês, Francês, Alemão, Espanhol e Português
Formato de tela: 4:3 Letterbox
Distribuição: Universal

Nelly Furtado já provou ser uma artista talentosa quando seu primeiro álbum, Whoa, Nelly!, foi lançado, em 2000. Hoje, misturando um pouco o pop e o folk ao hip-hop e o R&B, sua música ganhou mais apelo popular e seu último disco, Loose (2006), estourou nas paradas da América do Norte. Este sucesso originou este DVD, Loose – The Concert, retirado da turnê mundial feita em 2007 e que contém boa parte das canções deste álbum, somadas a algumas faixas dos anteriores. O resultado é um show muito bem produzido, digno de uma popstar. O material ainda contém um documentário de 30 minutos com os bastidores da produção e entrevistas.
Em 29/01/2008.

Roger Hodgson
Take The Long Way Home – Live In Montreal
140 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.1, DTS 5.1, em Inglês
Legendas: Português, Espanhol e Inglês (apenas nos extras)
Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico
Distribuição: ST2 Video

Quando, em 1983, Roger Hodgson deixou o Supertramp e partiu em carreira-solo, a essência da qualidade que a banda tinha o acompanhou. Por muitos anos, mesmo depois de sofrer um acidente doméstico e interromper sua carreira por vários anos, Hodgson manteve viva a alma de suas composições. Em 2006, no Place Des Arts, em Montreal, Canadá, o músico mostrou que está em plena forma e levou o público ao delírio com músicas do repertório clássico do Supertramp e composições próprias. O show foi conduzido apenas por Roger e um acompanhante no saxofone, sem inclusão de guitarras, baixo ou bateria.
Os extras são excepcionais, com bastidores, entrevistas com fãs e com o Roger Hodgson falando sobre suas composições, além de uma interessante passagem de som.
Em 28/01/2008.

TRILOGIA EVIL DEAD

Posted in cinema,cotidianos,pensamentos,texto por andre1979 em setembro 9, 2008
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O texto a seguir foi publicado na revista DVD News, na seção DVDTeca.

TRILOGIA EVIL DEADUm fim de semana em uma cabana na floresta. Cinco jovens e a promessa de diversão se transformando em um festival de mortes, muito sangue e violência. Esta trama se parece muito com a de dezenas de filmes que lotam o mercado. Para os padrões atuais, isso é muito comum. A violência explícita, o horror na forma de mortes gratuitas, envolvendo adolescentes e festas, já se tornaram previsíveis. Acredite, isso acontece hoje por causa de algumas produções que, na época em que foram produzidos, chocaram os espectadores. Os filmes de terror nem sempre foram iguais.
Voltando um pouco no tempo, até 1981, um jovem e criativo diretor consegui realizar aquilo que muitos tentam fazer atualmente, com rios de dinheiro e efeitos especiais: revolucionar. Em The Evil Dead – A Morte do Demônio, como é conhecido no Brasil – aquela trama batida para nós, atualmente, toma proporções. Com um parco orçamento, Raimi abusou dos efeitos de câmera alucinados e de mutilações explícitas, e realizou uma das melhores produções do gênero de todos os tempos, arrebatando uma legião de fãs até os dias de hoje.

O sucesso do filme, com Bruce Campbell, amigo e colaborador de Sam Raimi até hoje, no papel de Ash, o protagonista, foi brutal e tornou possível investir em projetos mais ambiciosos. Com esta oportunidade nas mãos, Raimi fez o inesperado, lançando Evil Dead II (Uma Noite Alucinante, no Brasil), em 1987. Desta vez, ele reinventou o filme que o lançou e, com pequenas alterações no roteiro e um orçamento melhor, realizou outra obra prima. A produção fez tanto sucesso quanto seu antecessor.

Depois de realizar outra obra bem sucedida, Darkman, em 1990, Sam Raimi deu continuidade à sua carreira levando às telas, pela terceira vez, seu herói, Ash, em Uma Noite Alucinante III ou, originalmente, Evil Dead III – Army of Darkness. Para quem esperava outro filme de atmosfera escura, ambientado numa floresta, o susto foi maior. Desta vez, o diretor levou seu protagonista para a Idade Média, onde o Livro dos Mortos, Necronomincon, precisava ser resgatado. Novamente, o roteiro foge do que foi mostrado nos filmes anteriores, deixando a obra com mais cara de reinvenção do que de uma seqüência.

Deixando de lado os roteiros absurdos, os efeitos toscos e as atuações absurdas e caricatas, principalmente de Campbell, esta trilogia leva o espectador a sensações diferentes e extremas em cada um dos filmes. Variando de uma atmosfera claustrofóbica e alucinada criada pelo primeiro filme, passando por uma jornada de loucura e medo, na segunda parte, revivendo, de uma forma um pouco diferente, o que já passou e chegando, por fim, à terceira parte, cujo ritmo é de aventura e humor negro, sem perder as características inovadoras dos outros. Os três filmes, com suas particularidades, e seus absurdos, são diversão garantida para os fãs de terror e admiradores do cinema independente.

Estréias de Cinema – Hellboy II: O Exército Dourado

Posted in cinema,cotidianos,filmes,pensamentos,texto por andre1979 em setembro 9, 2008
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Bom de Briga

Ao contrário do que ocorreu nos EUA, onde o filme estreou antes dos grandes heróis do verão, Hellboy II: O Exército Dourado esperou a passagem de todos os concorrentes da DC e da Marvel por aqui e chega sozinho em setembro aos cinemas do País.

Em uma temporada de competição acirrada entre blockbusters, que se digladiam incansavelmente pelo primeiro lugar no Box Office mundial, uma enxurrada de produções baseadas em quadrinhos tomou conta do verão norte-americano. O líder absoluto, como não poderia deixar de ser, foi a nova aventura do Homem-Morcego, que contava com diversos trunfos, positivos e negativos, e uma campanha de marketing muito bem-sucedida. Para a surpresa de todos, o recém-criado Marvel Studios correu por fora e emplacou dois bons filmes, ambos com excelentes números nas salas de cinema – Homem de Ferro (vice-campeão da temporada, até o momento, derrubando o novo de Indiana Jones) e O Incrível Hulk ganharam o público e garantiram a produção de novas adaptações de personagens do mesmo universo para as telonas nos próximos anos. Levando em conta outras obras de ficção que também possuem público fiel e garantiram sua fatia do bolo, exemplos de Arquivo X – Eu Quero Acreditar e Hancock, sobrou pouco espaço para que Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno) e sua nova aventura de Hellboy tivesse um ótimo desempenho. Em quatro semanas em cartaz em terras ianques, a seqüência da primeira aparição cinematográfica do gigante vermelho (Hellboy, 2004) travou uma difícil batalha contra seus concorrentes e segurou-se bravamente entre os dez primeiros do ranking das bilheterias dos EUA durante seus quase vinte dias de exibição. Em seu fim de semana de abertura, desbancou o concorrente estrelado por Will Smith, que já estava em queda de público, e havia abocanhado mais de US$ 35 milhões. Esta foi a melhor estréia da carreira de del Toro (o dono do recorde anterior era Blade II). A película acabou caindo para o décimo primeiro posto passada a quarta semana, mordiscando um total de cerca de US$ 72 milhões nas bilheterias (até o início de agosto) – quase 20% a mais que o primeiro filme em seu total arrecadado, lançado em 2004. O estúdio espera que o produto ultrapasse a marca dos 100 milhões de dólares, uma cifra mediana para a época de lançamento e o custo da produção.

Contando com o mesmo elenco e um orçamento mais abundante (cerca US$ 85 milhões), investido em excelentes efeitos visuais, marca registrada do diretor mexicano, Hellboy II: O Exército Dourado humaniza um pouco a figura do anti-herói que havia ficado na cabeça dos fãs, sem perder o tom ácido e sarcástico do personagem. Logo no início, aprendemos sobre a história do Exército Dourado do título em um flashback que mostra a infância de Hellboy. O infante demônio e nós, espectadores, descobrimos uma fábula sobre uma guerra travada entre os mundos humano e místico – cuja maior arma era o tal pelotão de soldados dourados e indestrutíveis. Depois de um massacre sofrido pelo lado dos homens, a paz é selada entre os mundos através da destruição de um artefato, responsável pelo comando dos guerreiros dourados, dividindo-se as partes dele entre os dois universos e deixando o exército místico em estado dormente – mas ainda vivo. Nos dias atuais, um novo vilão é apresentado: Príncipe Nuada (Luke Goss), uma versão maléfica e sombria do personagem de Orlando Bloom na trilogia baseada em Tolkien – esta pode ser uma das primeiras pistas que o diretor dá sobre seu próximo projeto, The Hobbit. O Príncipe invade um evento, um leilão, em busca da parte do artefato destruído que coube aos humanos e que, porém, estava desaparecida. Na sede do BPRD (sigla em inglês para Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal), Hellboy (Ron Perlman), cansado de viver à margem da sociedade, está com o humor pior que o de costume. Depois de brigar com Liz (Selma Blair) e destruir parte de seu dormitório, o casal junta-se à equipe que é enviada ao local atacado. Nos destroços, o grupo encontra pistas sobre o artefato roubado e aprende sobre a existência dos soldados místicos, além de haver um vilão novo na área. No local, acontece um combate entre os membros do BPRD e as criaturas místicas, e Hellboy acaba indo parar nas ruas durante a luta. Ocorre uma batalha no meio da cidade – em uma seqüência das mais impressionantes do filme – e toda a cena é captada pelas câmeras das redes de TV e sai nos noticiários, pondo fim ao supersecreto projeto do governo.

A criação do mundo de Hellboy
Para a produção dos efeitos visuais, houve grande disputa para definir o que seria feito por meio de computação gráfica e o que seria real. Sabe-se que Guillermo del Toro é especialista em trabalhar com bonecos, maquiagem e todo o tipo de equipamento manual para criar seu mundo imaginário. Neste caso não foi diferente. O cineasta deu preferência para o trabalho artesanal e os efeitos que envolviam tecnologia digital foram coadjuvantes na montagem do filme. Aplicados no contexto, os efeitos surgem juntos durante lutas e nas investigações sobre o artefato e a missão de Nuada, momento em que o grupo de heróis adentra um mundo diferente do usual, no qual habitam muitas criaturas folclóricas, como elfos e trolls (em outra inserção que pode ser referenciada ao novo projeto do diretor del Toro), oriundas do mundo místico e que não podiam ser vistas sem o equipamento desenvolvido pelo novo chefe da equipe, Johann Krauss (Seth MacFarlane), uma entidade de energia, contida em uma roupa especial. Não é preciso dizer que Hellboy sente-se em casa quando está entre estes seres, que também não o enxergam como a aberração vista pelos humanos. E esta não é a única surpresa que o roteiro reserva para o herói vermelho – a outra fica por conta de Liz -, que também não será o único a viver conflitos. Abe (Doug Jones), o homem-peixe dotado de extrema inteligência e sensibilidade, cuja maquiagem é uma incógnita – seria manual ou digital? -, tem participação mais efetiva neste filme e também terá sua parcela de situações diferentes para enfrentar: além de lutar ferozmente ao lado de seus companheiros, deve encarar um problema com o qual nunca havia encontrado antes. Estas são apenas partes dos novos conflitos que Guillermo del Toro, aliado a Mike Mignola, criador do personagem e dos quadrinhos que deram origem a ele, inclui no enredo. A película não conta apenas com cenas de ação e brigas, ela abre um novo leque para os sentimentos e os conflitos existenciais dos personagens, que aumentam em número e em complexidade.

Heróis versus herói nos cinemas
Apesar de Hellboy II ter sido lançado no mercado norte-americano simultaneamente aos outros grandes, momento em que teve como concorrentes diretos Hancock, Viagem ao Centro da Terra e Procurado, também teve que lidar com a ressaca que seguiu o período após os lançamentos de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Kung Fu Panda, Wall-E e o remake de Agente 86 – tendo em vista que a grande estréia da temporada ainda não havia chegado e o público estava ansioso à sua espera -, seu desempenho foi aquém do esperado. O filme não desagradou ao público, entretanto, não o cativou por lá. Se os espectadores norte-americanos são exigentes, o público brasileiro não fica atrás. A estratégia de lançá-lo no País depois de todos os blockbusters com super-heróis como ponto central pode ser tanto um tiro no pé quanto uma jogada de mestre. A esperança do estúdio é que a produção supere a marca dos 100 milhões de dólares, somando-se o mercado mundial; e, ao que parece, isto mesmo acontecerá. No Brasil, a produção enfrentará nas bilheterias oponentes não tão poderosos quanto os que enfrentou no hemisfério Norte. Este fator, aliado ao fato do povo brasileiro ser fã de quadrinhos e ter recepcionado bem o primeiro filme da franquia, pode ser um indicador de que o Brasil ajudará o diretor a ter mais tranqüilidade enquanto trabalha em seu novo projeto, que parece ser o mais ambicioso de sua carreira – The Hobbit. Por enquanto, nada ainda há de oficial sobre enredo, elenco e data de estréia, prevista para meados de 2011. O que sabemos é que o competente cineasta mexicano está escalado para a direção e foi endossado por Peter Jackson, que produzirá não apenas um, mas dois filmes desta que parece ser uma nova parte franquia.
Sobre uma possível continuação da presente franquia, há rumores sobre Hellboy 3. Todavia, não passa disso. Na opinião de Ron Perlman, não seria ruim: “Cruzo meus dedos para isso”, disse o ator na première do segundo filme. Já o diretor dos dois filmes despista sobre a possibilidade de um terceiro e afirma que é uma questão de calendário. Em seus projetos, diversas produções independentes aparecem engatilhadas enquanto a produção na Nova Zelândia não recebe o sinal verde. A Universal pretende lançar Hellboy II: O Exército Dourado no Brasil em 5 de setembro.

O Mundo de Hellboy em DVD
Além de conferir nos cinemas o novo filme do demônio vermelho, Hellboy também figura nas videolocadoras e lojas do País em três DVDs diferentes – o primeiro filme lançado nos cinemas em 2004 e dois longas-metragens em animação.

A Sony lançou uma edição dupla da produção que abriu a franquia contendo um DVD dedicado inteiramente aos extras. O disco adicional contém itens como comentários e entrevistas com o elenco, produção e com o criador do personagem, além de diversos vídeos sobre os quadrinhos em que personagem nasceu. O disco com o filme também possui informações adicionais, como storyboards e visita ao set.

As duas opções de animação com Hellboy foram lançadas pela Focus Filmes e estão recheados de adicionais interessantes. Os títulos são Hellboy Animated: Sangue e Ferro e Hellboy Animated: Espada das Tempestades. Os extras dos DVDs incluem materiais muito divertidos sobre o processo de criação dos personagens, que aproveitou o elenco da versão live action para a dublagem e caracterização dos desenhos animados. Também estão na lista alguns featurettes com trabalhos de Mike Mignola e uma entrevista com o elenco nos estúdios de dublagem. Os DVDs são vendidos separadamente e têm a opção com o áudio original, legendada, e a versão dublada em português em ambos.

André L. C. Ferreira, agosto de 2008. Publicado na revista Ver Video, edição 182.

Paula Wagner Deixa a United Artists

Posted in cinema,cotidianos,pensamentos,texto por andre1979 em setembro 9, 2008
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Depois de quase dois anos no controle da companhia, a executiva deixa a função de chefe-executivo da companhia e planeja voltar a produzir filmes

Em um comunicado feito à imprensa em 13 de agosto, Paula Wagner, parceira de longa data de Tom Cruise e produtora com diversos filmes no currículo, anunciou que está deixando seu cargo na United Artists. Desde o segundo semestre de 2006, Paula estava no controle da empresa em parceria com a MGM. Apesar da saída da função, Wagner ainda continuará como uma das principais acionistas da UA. De acordo com ela, seu afastamento se dá por causa da falta que sentia de produzir filmes. Apesar de estar envolvida em diversas produções que chegam aos cinemas até o final de 2008, Paula deseja dedicar-se inteiramente à sua paixão. “É o que sempre digo a meus filhos: Siga sua paixão! – e eu devo seguir meu próprio conselho. Mesmo que eu tenha gostado muito do tempo que trabalhei como executiva, sempre ansiei em voltar à minha paixão, fazer filmes…”, disse a agora ex-executiva da United Artists. Durante seu período de administração, a executiva/produtora protagonizou diversas quedas de braço com os executivos da Metro-Goldwyn-Mayer. O motivo para tais duelos era a liberação da produção de filmes sob o selo da United Artists e a constante negativa dos co-proprietários da companhia em aprovar os roteiros apresentados.

Como resultado da mudança, diversos especialistas apostam no retorno do estúdio ao marasmo em que se encontrava antes de 2006, existindo como uma parte inerte da MGM. Há uma grande dúvida pairando sobre a grande quantia que havia sido obtida com parceiros para a produção de filmes com a supervisão de Wagner, cerca de 500 milhões de dólares, que ficarão para trás depois do ocorrido. A Metro está de olho na cifra para aproveitá-la em seus próprios projetos – tendo em vista que a UA é parte dela, portanto, a soma seria de propriedade dela também. Contudo, os executivos da United afirmam que a verba fica sob controle da destinatária primária, uma vez que os recursos foram levantados em nome da mesma e os projetos que a ex-executiva conduzia continuarão em desenvolvimento. E a verba será mesmo necessária. Segundo informações do estúdio, há projetos em andamento que envolvem grandes nomes de Hollywood – Guillermo del Toro, Bruce Willis e Oliver Stone.

Depois do baque, muitas dúvidas sobre o futuro da United Artists foram levantadas. Para amenizar tal abalo, foi dito que existe a possibilidade de Tom Cruise assumir a função deixada em aberto por sua parceira de negócios. Entretanto, está nítido que Cruise está mais focado em sua carreira de ator e promovendo seus filmes, sobrando pouco tempo para funções administrativas. Um outro empecilho visto pelos cargos mais altos da MGM para a substituição é a conduta do ator-produtor fora dos estúdios. Sua filosofia de vida e sua religião são vistas como pontos negativos para a credibilidade da empresa no mercado internacional.

Mesmo com os problemas de relacionamento e a pouca quantidade de títulos lançados e em desenvolvimento pela United Artists – em quase dois anos, apenas uma produção sob o selo chegou ao mercado: Leões e Cordeiros, que contou com um elenco de peso, com Robert Redford (atuando e dirigindo), Meryl Streep e o próprio Cruise – a dupla ainda era bastante útil à Metro. Isto porque a credibilidade que os parceiros possuem no mercado assegura os investimentos e garante a distribuição nos cinemas e no home video. Contudo, mesmo com o nome dos dois assinando a produção e com a imagem do estúdio revigorada, o filme foi considerado um fiasco de arrecadação e estremeceu ainda mais a relação entre os executivos. Por fim, Valkyrie, a produção mais esperada da nova fase do estúdio e que tinha previsão para estrear no início de 2009, teve sua data antecipada para o final de dezembro deste ano. A trama ambientada durante a Segunda Guerra Mundial retrata a saga de um militar alemão, vivido por Tom Cruise, que planeja assassinar Hitler. A direção é de Bryan Singer (Superman Returns).

André L. C. Ferreira, agosto de 2008. Publicado na revista Ver Vídeo Varejo, edição 2.

O Cavaleiro das Trevas é prata nos cinemas

Conforme noticiado pela edição 182 de Ver Vídeo, o filme Batman – O Cavaleiro das Trevas estava brigando com Star Wars (1977) pela segunda posição do ranking dos mais vistos em todos os tempos nos EUA. Depois do final de semana de 16 e 17 de agosto, o posto de vice-campeão passou a ficar com o paladino de Gotham, que ultrapassou seu rival em cerca de 11 milhões de dólares. A diferença para Titanic, produção mais vista da história dentro do mercado norte-americano, ainda é muito grande e dificilmente será atingida, muito menos ultrapassada, pelo herói mascarado – o filme de James Cameron está folgado no topo da lista com mais de US$ 600 milhões. Em termos mundiais, a diferença ainda é maior, chegando em torno de 400 milhões de dólares: Titanic fez cerca de US$ 1,2 bilhão, enquanto The Dark Knight acabou de ultrapassar a casa dos 800 milhões de dólares. O sucesso da segunda aventura de Batman era esperado, porém, surpreendeu até aos mais esperançosos. Espera-se que sua chegada no formato digital aos lares mundiais multiplique estas cifras e aproxime-se ainda mais da película com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.

André L. C. Ferreira, agosto de 2008. Publicado na revista Ver Vídeo Varejo, edição 2.

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