Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira


Matérias sobre DVDs

Os textos abaixo foram publicados na revista DVD News, em diversas edições diferentes, no ano de 2008. São matérias simples comentando sobre lançamentos em DVD que chegam, tanto às videolocadoras quanto às lojas, e têm seus materiais extras avaliados e comentados.

Seção BONUS

Reinventando um Conto de Fadas

Em Encantada, a Disney cria uma nova perspectiva para um conto de fadas e faz diversas referências a seus clássicos sem ser um amontoado de clichês.

Para quem já chegou ou está chegando na casa dos 30 anos de idade, uma boa referência da nossa infância são os filmes da Disney. Quando o estúdio inovou e lançou uma animação, um desenho animado, misturado a personagens reais, interpretados por atores, chamou a atenção do público. Assim foi com Uma Cilada Para Roger Rabbit. Além deste, por volta dos anos 60, a major já havia brincado com esta mistura algumas vezes, com Zé Carioca, Mickey, entre outros, interagindo com figuras importantes da música, como Carmem Miranda, por exemplo. Com o sucesso deste tipo de produção, ocorreram diversas investidas neste tipo de pordução por outros estúdios, que misturaram cartoons clássicos com astros do basquete e atores consagrados, e uma nova moda se criou. Depois de investir em animações mais modernas e em uma grande parceria com a Pixar, a Disney retorna aos contos de fadas tradicionais e traz Encantada, que chega agora em DVD, um filme que mistura desenho animado com atores de uma forma diferente e surpreende pela qualidade da interação entre os personagens e renova um gênero que já estava precisando de um impulso.
O universo das fábulas foi transposto para o cinema, em grande parte, pelo estúdio de Walt Disney e marcou gerações com grandes clássicos da literatura infantil em versões cinematográficas: Branca de Neve e os Sete Anões e A Bela e a Fera, entre muitos outros contos, estão no rol da produtora e na memória de crianças e adultos até os dias de hoje. Em Encantada, Giselle (Amy Adams), uma linda princesa que sonha em casar-se com um príncipe encantado, Edward (James Marsden), e viver feliz para sempre, tem seus sonhos interrompidos por uma bruxa que, para evitar que o príncipe assuma seu lugar na soberania do reino de Andalasia por causa do casamento, envia a jovem para o mundo real. A garota desembarca no meio de Nova York e se depara toda a loucura da metrópole, metendo-se em diversas confusões. Depois de ser roubada e ficar só no meio da chuva, Giselle conhece Robert (Patrick Dempsey) e sua filha Morgan, que a ajudam. Durante sua estadia neste universo estranho, a jovem começa a questionar-se sobre sua vida no mundo de fantasia e se realmente quer voltar para ele.
O filme tem dois momentos, sendo que a introdução da história e a apresentação de Giselle, Edward e da Rainha Narissa (Susan Sarandon) é feita totalmente em desenho animado e, na proporção em que eles vão sendo enviados para o mundo real, os atores, que antes apenas emprestavam suas vozes para os personagens, os caracterizam em live action e passam a interpretá-los em Manhattan junto dos demais atores. No decorrer da história, a produção se transporta totalmente para a realidade e toda a ação passa a acontecer sem a presença de desenhos animados. Contudo, o ritmo de conto de fadas não se perde com essa mudança e todo o clima musical e mágico é transportado para a realidade junto com os personagens. É esta faceta do filme que faz com que ele seja diferente e chame a atenção. Através do comentário sobre os extras, veremos como isso foi feito.

TRANSFORMANDO UM MUNDO DE FANTASIA EM REALIDADE
Um dos itens principais que formam um grande conto de fadas da Disney é a parte musical. Quando falamos em Encantada, especificamente, estamos nos referindo a uma produção que teve suas três músicas principais indicadas ao Oscar® deste ano como melhores canções. Dentro dos extras do DVD, há um item somente para elas. Podemos ver como os compositores as desenvolveram; o trabalho dos coreógrafos, que conduziram, em cada uma das trilhas, dezenas de bailarinos; os treinadores de animais, cuja responsabilidade era guiar ratos, pombos e (pasmem!) insetos, através das cenas e extrair deles momentos muito divertidos junto aos atores; sem mencionar os efeitos gerados por computador, que fazem com que tudo funcione em harmonia e dão um toque especial ao universo fantástico recriado no mundo real.
Como todo bom filme, diversas cenas acabam ficando fora do crivo dos editores em sua cópia definitiva. Há um tópico dos extras destinado apenas para tais excertos. O diretor Kevin Lima, já experiente em produções da Disney, comenta todas as cenas (opcional) e nos mostra o motivo pelo qual elas ficaram de fora do material que chegou aos cinemas.
Ainda no campo das cenas que foram cortadas, temos uma opção no disco dedicada aos erros de gravação. Não foram muitos, mas os atores possuem certa dificuldade em desenvolver algumas falas e em interagir com determinados tipos de animais em cena, sem mencionar as trapalhadas tradicionais, como danças e pegadinhas com os colegas de elenco.
Uma surpresa para os pequeninos, o carismático esquilo Pip tem uma aventura somente dele guardada nos extras. Como um daqueles livrinhos de história infantil, que você abre e o cenário se monta em relevo, a aventura do roedor é salvar o Príncipe Edward, enfeitiçado por sua madrasta. Cabe ao animalzinho descobrir como livrá-lo da maldição. A boa notícia é que esta opção é totalmente dublada – única dos extras com essa facilidade, já que as outras são legendadas.
Para finalizar, o DVD possui um ícone da Disney com um extra escondido: um comentário do produtor sobre os extras que podem ser encontrados no disco em Blu-ray de Encantada. Dentre os destaques, ficam uma lista de todas as referências que o filme tem dos clássicos já lançados pelo estúdio, e não são poucas! Também há um pequeno clipe com algumas destas cenas destacadas na seqüência deste item. Como não poderia faltar, fora da seção de extras, há uma opção com trailers de lançamentos em cinema. Vale a pena dar uma conferida e descobrir o que está em exibição e o que virá em um futuro próximo.

Ficha Técnica
Encantada
(Enchanted)
Gênero: Infantil / Fantasia
Direção: Kevin Lima
Elenco: Amy Adams, Patrick Dempsey, James Marsden e Susan Sarandom
Origem: EUA/2007
Dur. Aprox. 107min
Formato de tela: Widescreen
Áudio: Inglês, Português e Espanhol (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Inglês, Espanhol e Português
Extras: A Fantasia Ganha Vida, Cenas Inéditas, Erros de Gravação, A Emergência de Pip: Uma Aventura em Pop-Up e Próximos Lançamentos. (Há um extra escondido no logo da Disney: um teaser dos extras da versão em Blu-ray).

-x-x-x-
Duas vezes original

Com a mesma equipe de produção do primeiro e com o dedo de Quentin Tarantino, novamente, O Albergue 2 renova a fórmula de sucesso do primeiro filme sem ser repetitivo e apelar para os sustos baratos

O primeiro filme fez um sucesso enorme e isso é indiscutível. As circunstâncias foram muito propícias para isso, seguindo a fórmula explícita de outra franquia bem sucedida no momento, Jogos Mortais, mas com algumas mudanças nas locações e no tipo de exploração do terror. Em O Albergue 2, a expectativa do público era de ver novamente um banho de sangue, sem novidades, apenas seguindo a receita do primeiro filme. Contudo, pode-se dizer que houve um banho de sangue, literalmente, mas bem diferente do esperado. Sem estragar as surpresas para quem ainda não assistiu, a segunda parte da franquia muda um pouco o foco da narrativa e mostra o ponto de vista dos contratantes, os que organizavam os eventos do primeiro filme, e não o das vítimas.
A produção, realizada no leste europeu e na Islândia, nas mesmas locações do primeiro filme, aproveita a deixa do anterior e mostra o resgate do último sobrevivente do massacre. A máfia que comanda o negócio de assassinatos resolve dar fim ao rapaz e buscar carne nova para seus clientes. Desse ponto é que parte o filme, levando a ‘caçadora de talentos’ a buscar três jovens americanas, em férias no local e procurando diversão, como as próximas a serem comercializadas. Juntando os pontos, já sabemos onde iremos parar. Visto pelo lado dos assassinos, fica bem divertido ver os clientes se preparando para cumprir sua parte no acordo e se vestirem para ocasião, escolhendo suas ferramentas em um belo arsenal e fazendo piadinhas sobre o que estão para fazer (veja mais sobre isso nos extras do DVD).
O final de O Albergue 2 é diferente, sem recorrer às velhas fórmulas dos filmes do gênero. Para quem costuma julgar as pessoas pelas aparências, o filme trará uma pequena surpresa. A inocência da protagonista se mostra superficial quando vemos o que a moça é capaz de fazer com a ferramenta correta e sob pressão. A seguir, os extras do DVD serão comentados – são excelentes e não são poucos!

COMO REALIZAR UM FILME DE TERROR MODERNO
Logo de cara, ao acessar a seção de extras do DVD, é possível rever o filme com três opções de comentários de diversos envolvidos na produção. Desde o diretor Eli Roth, seu irmão e produtor, Gabe Roth e Quentin Tarantino, também produtor e nome que dá mais credibilidade ao filme, até as atrizes que se destacaram nos papéis de protagonista, Lauren German, e de Vera Yordanova, a ‘caçadora’, comentam suas participações. Estas explicações são muito importantes para se entender como foi possível construir a atmosfera dos dois filmes e o modo como as idéias de Tarantino se apresentam no filme, dando um toque especial às cenas. As duas moças comentam, em sua parte do extra, as sensações que experimentaram enquanto realizavam suas peripécias durante as filmagens.
Seguindo esta linha, a seção Especiais traz alguns documentários realizados durante a produção do longa metragem. Diversos comentários de Eli Roth mostram a ligação entre O Albergue 2 e seus outros filmes, além do ambiente de total descontração nos bastidores, clima muito importante por conta da tensão das cenas e do ambiente dos cenários. No mesmo extra, há um documentário italiano sobre o filme, relacionando sua linha de design com diversas peças históricas e técnicas reais de tortura. Por fim, algumas escolhas para o elenco são explicadas.
Para quem é fã de extras, uma seção nunca pode faltar: Cenas Excluídas. Pois este DVD não irá decepcionar. Dez cenas que não entraram na montagem final estão neste extra. Além das cenas excluídas, um outro extra mostra um pouco mais sobre as curiosidades da produção do filme: The Treatment. Este extra é uma entrevista de rádio de Eli Roth. Nela, o diretor fala sobre as críticas sociais que faz em seus filmes, além da escolha das pessoas que seriam vítimas perfeitas para encaixar o simbolismo buscado por ele e sua equipe.
O último extra do DVD é um clipe um pouco diferente. Ao som de música clássica, uma coletânea de cenas estranhas, divertidas e, ao mesmo tempo, muito nojentas é apresentada. São cenas retiradas do filme, imagens de bastidores e, em sua maioria, erros de gravação. Uma peça rara e apenas para quem tem bom humor e estômago forte. O nome deste extra: Sangue & Tripas. Detalhe para a parte em que o cachorro quer abrir a caixa que está sob o pé de seu dono. O que estaria dentro da caixa em questão? Assista e descubra!

Ficha Técnica
O Albergue 2
(Hostel Part II)
Gênero: Terror
Direção: Eli Roth
Elenco: Lauren German, Roger Bart, Heather Matarazzo, Bijou Phillips, Richard Burgi
Origem: EUA/2007
Dur. Aprox. 94min
Formato de tela: Widescreen
Áudio: Inglês e Português (Dolby Digital 5.1), Espanhol (Dolby Surround 2.0)
Legendas: Inglês, Espanhol, Coreano, Chinês e Português
Extras: Comentários, Especiais, Cenas Excluídas, “The Treatment” – entrevista de rádio com Eli Roth (sem legendas), Sangue & Tripas e Trailers
Seção EXPLORANDO

De Volta Para Casa

Seguindo o sucesso do remake A Casa da Colina, a seqüência De Volta à Casa da Colina une um elenco jovem, efeitos visuais de primeira e uma produção caprichada, levando o espectador de volta ao assustador hospital mal-assombrado

Depois de passar pelo extremo do terror, presa em uma casa assombrada por fantasmas, Sarah tenta falar com sua irmã, Ariel, desesperadamente. A irmã não atende aos seus chamados, pensando que ela está perdendo o controle. Ao descobrir que Sarah está morta, Ariel recebe um diário e acaba sendo levada à casa que acabou com a tranqüilidade de sua irmã. É em torno do que acontece dentro da casa que gira a trama de De Volta à Casa da Colina (Return to House on Haunted Hill). Sem liberar uma série de spoilers para estragar a diversão, esta produção está recheada de efeitos visuais e sustos, satisfazendo os fãs dessa nova leva gore do gênero (vide O Albergue e Jogos Mortais), além de misturar flashbacks, que mostram o Dr. Vannacutt fazia com seus pacientes quando o hospital estava ativo, com a ação rolando no presente, com os jovens presos dentro da casa que foi cenário de muitas mortes anteriormente. (caso precise cortar, manda brasa)
O elenco é composto por muitos atores saídos de recentes sucessos da TV, como a protagonista Amanda Righetti (The O.C.) e o vilão Erik Palladino (E.R.); além da aparição de um dos ícones do terror dos anos 80 e 90, Jeffrey Combs (Re-Animator, entre outros), que participou do primeiro filme, Uma Casa na Colina (House on Haunted Hill, 1999), uma refilmagem do clássico de 1959, com Vincent Price. O filme é dirigido por Victor Garcia, especialista em efeitos visuais, que já trabalhou em produções como Hellboy e Dagon, o que dá ao espectador a certeza de que o cuidado com a imagem será dos melhores. Uma outra garantia de boa qualidade é Joel Silver assinando a produção executiva do filme. Silver foi o produtor de diversos sucessos do cinema (Matrix e V de Vingança) e da TV (o seriado Veronica Mars).
Além do filme com as opções tradicionais de áudio e legendas, o DVD traz alguns extras diferentes dos convencionais. Neles, o tema do filme é tratado como real, com depoimentos do elenco e um pequeno documentário. Ademais, algumas cenas modificadas e um videoclipe completam o pacote.

De Volta à Casa da Colina – Confessionário dos Personagens
Este é o primeiro extra do DVD. Aqui, são dados depoimentos dos personagens sobre o que acontece dentro da casa, a relação entre os personagens e o que os motivou a irem para lá. Tudo isso é feito exatamente como que dentro de um confessionário, de modo que os personagens contam tudo como se estivessem falando diretamente a que assiste ao filme. Há quem faça uma comparação do estilo adotado aos confessionários destas casas em que artistas ficam confinados e tendo que lidar com as mais diversas, e inesperadas, situações e emoções.
Todos os personagens que ficaram presos dentro da casa, com exceção do Professor Richard Hammer, dão seus depoimentos e revelam como se sentiram depois do ocorrido com eles. O detalhe cômico deste extra fica por conta do depoimento duplo de Warren e Kyle, bandido e refém, respectivamente, discutindo sobre os fenômenos da casa e sobre o dinheiro da venda da estátua escondida na casa, sem perder a oportunidade de insultarem-se mutuamente durante quase o tempo todo.

À Procura de um Ídolo: a Busca de Dr. Richard Hammer
Neste extra, uma entrevista documental com o Dr. Richard Hammer revela sua real motivação para encontrar a estátua de Baphomet, um ídolo muito comum em rituais da Idade Média que está desaparecido. Dentro do pequeno documentário, diversas imagens de locações verdadeiras, mescladas com imagens de rituais reais da época, são apresentadas como possíveis locais onde a peça histórica pode estar escondida. Na verdade, o doutor revela sua suspeita da figura estar dentro da casa-título do filme.

De Volta à Casa da Colina – Cenas Adicionais
São quatro cenas que compõem este extra: Divisão – Estendida; Designer de Interior; Sofá – Estendido; e Sótão. As duas cenas estendidas são versões diferentes das que foram utilizadas na versão final do filme. No caso da cena Divisão, o momento em que o vilão divide e resolve ficar com a protagonista é completada com alguns diálogos cínicos entre os dois. A outra cena estendida é a do Sofá, que traz um dos momentos mais sanguinários da seqüência. O complemento da cena é dado antes da cena que ficou na versão final, apresentando um diálogo entre os dois rapazes antes da aparição assustadora, cujo desfecho já foi mencionado.
As outras duas cenas, Designer de Interior e Sótão, são cenas que não fizeram parte da versão final.

Vídeo Musical de Mushroomhead – Simple Survival
Este clipe da banda de Industrial Metal foi produzido no mesmo cenário do filme. A música do clipe não faz parte da trilha sonora do filme, mas possui o mesmo acabamento visual e o mesmo clima da película. (Chacal, não sei o que mais colocar sobre este vídeo!! Não tem relação alguma com o filme!!)

Ficha Técnica
De Volta à Casa da Colina
(Return to House on Haunted Hill)
Gênero: Terror
Direção: Víctor Garcia
Elenco: Amanda Righetti, Erik Palladino, Cerina Vincent, Tom Riley, Andrew-Lee Pots e Jeffrey Combs
Origem: EUA/2007
Dur. Aprox. 81min
Formato de tela: 16×9 widescreen
Áudio: Inglês e português
Legendas: Inglês e português
Extras: De Volta à Casa da Colina – Confessionário dos Personagens, À Procura de um Ídolo – A Busca de Dr. Richard Hammer, De Volta à Casa da Colina – Cenas Adicionais, Vídeo Musical de Mushroomheads Simple Survival.

Seção EXTRAS

Uma nova carona

Apesar de ser um remake e de ter a responsabilidade de ser comparado a um clássico de Steven Spielberg, A Morte Pede Carona consegue revitalizar o filme e trazer um visual moderno e mais brutal para uma história já conhecida e muito imitada

Quando o filme original foi lançado, em meados de 1986, sob a direção de Steven Spielberg, um tipo de suspense inovador foi inventado. Em 2007, o novato em cinema Dave Meyers teve a responsabilidade de refilmar este clássico. Sem apostar nas velhas fórmulas dos remakes hollywoodianos, com milhares de clichês do gênero, Meyers fez bom uso do que Spielberg tinha de melhor na época: câmeras ousadas e muitos dublês. O resultado obtido foi muito melhor do que o esperado: um filme bastante violento, criativo e assustador. Grande parte desse clima se deve à presença de Sean Bean como o caronista, em uma excelente performance.
O enredo do filme quase o mesmo. Em uma estrada do Novo México, Estados Unidos, o casal de universitários Grace e Jim (Sophia Bush, do seriado One Tree Hill, e Zachary Knighton) dá uma carona para John Ryder (Bean). Rapidamente, os jovens descobrem que Ryder é um psicopata e que eles serão suas próximas vítimas. Muitas perseguições, tiroteios, mortes e explosões recheiam esta produção cujos extras mostram muito de como tudo isso foi possível.

A Morte Pede Carona (The Hitcher)
Direção: Dave Meyers
Elenco: Sean Bean, Sophia Bush, Zachary Knighton, Neal McDonough, Kyle Davis, Skip O’Brien, Travis Schuldt, Danny Bolero
Gênero: supense
Dur. aprox.: 84min
Formato de tela: Widescreen
Áudio: Inglês e Português (5.1 e 2.0 Dolby Digital)
Legendas: Inglês e Português
Extras: Making of, Ficha Técnica, Cenas Detalhadas, Final Alternativo, Bastidores, Trailers

Comentários do Redator

Cenas Detalhadas
Bastante completa, esta parte dos extras traz diversas versões de cenas que entraram no filme, bem como algumas que não passaram pelo crivo dos editores durante a montagem final do material. Uma atenção especial para as cenas feitas no quarto do hotel e para as localizadas na delegacia. São momentos de arrepiar!

Final Alternativo
O espectador irá encontrar nesta área uma versão um pouco mais perversa do final do filme que chegou aos cinemas. Antes de chegar à dita cena final, acompanhamos o incrível processo de construção de um boneco que irá substituir o protagonista, Zachary Knighton, na fatídica cena da morte de seu personagem. Os cuidados para a moldagem, o modo como os especialistas desenvolvem toda a ação é muito interessante.

Making Of
Perseguições, explosões, momentos de enorme tensão, na frente e por trás das câmeras. Tudo isso é mostrado nessa parte dos extras. O método de trabalho dos atores e do diretor é levado ao espectador de forma aleatória, em um momento, vemos Dave Meyers orientando o elenco em uma cena no posto de gasolina; em outro, Sophia Bush fala sobre sua tentativa de não ter muito contato com Sean Bean, evitando simpatizar com ele e destruir o clima de tensão e medo entre os dois em cena. Além destas peculiaridades, muitas cenas com dublês e o trabalho dos cinegrafistas também estão no pacote, com bastante ação garantida.

Bastidores
Esta seção funciona como uma continuação do Making Of, tendo mais relação com o trabalho de preparação e execução das cenas com os dublês na estrada, capotando carros. Aqui, pode-se acompanhar o processo de produção das cenas externas, em especial, o trabalho da montagem das câmeras e os pilotos explicando como tudo é feito.

Trailer do Filme
Versão comercial do trailer exibido no cinema e na TV.

Sinopse
Resumo do filme.

Ficha Técnica
Quem atuou, produziu e fez parte da equipe técnica está relacionado nesta seção.

Trailers dos Próximos Lançamentos

Alguns dos filmes que serão lançados em breve pela Paris Filmes.

Retratos de época

Na segunda parte da história de Elizabeth, Elizabeth: A Era de Ouro, traições, paixões e a constante luta entre religiões mostram um pouco mais do passado britânico e colorem este filme épico e emocionante.

Figura polêmica na história da Inglaterra, a rainha Elizabeth (Cate Blanchett) sempre foi alvo de perseguições desde sua primeira infância. Depois de lutar contra opositores e traidores dentro de sua própria família, é chegada a hora de evitar que a Espanha, católica e aliada ao Papa, invada suas terras e a retire do poder. Enquanto busca conselhos e aliados para combater os espanhóis, a monarca conhece Walter Raleigh (Clive Owen), um navegador aventureiro, e por ele se apaixona, abalando sua frieza e concentração. Intrigas, paixões e um combate marítimo muito bem conduzido são as atrações que aguardam o espectador em Elizabeth: A Era de Ouro, que ganhou um Oscar® de melhor figurino e valeu uma indicação a sua protagonista por tão espetacular atuação.

Elizabeth: A Era de Ouro (Elizabeth: The Golden Age)
Direção: Shekhar Kapur
Elenco: Cate Blanchett, Geoffrey Rush, Clive Owen, Samantha Morton, Rhys Ifans
Gênero: drama/épico
Dur. aprox.: 114min
Formato de tela: Widescreen anamórfico
Áudio: Inglês, Espanhol e Português (5.1 Dolby Digital)
Legendas: Inglês, Espanhol e Português
Extras: Cenas excluídas, O Reinado Continua: Os Bastidores de Elizabeth: The Golden Age, Por Dentro do Mundo de Elizabeth, Uma Cortesia da Volkswagen, Comandando os Ventos: Criando a Armada, Torres, Cortes e Catedrais, Comentário do Filme com o Diretor Shekhar Kapur
Classificação etária: AGUARDA INFORMAÇÃO DA DISTRIBUIDORA

Cenas excluídas
Dentre as oito cenas que ficaram de fora da versão final do filme, algumas são curtas, com segundos de duração, outras têm mais complexidade e tempo. Contudo, valem a pena serem vistas por complementarem algumas partes que possam ter deixado alguma lacuna no entendimento do espectador.

O Reinado Continua: Os Bastidores de Elizabeth: The Golden Age
Este extra é uma espécie de making of, porém, não aborda os aspectos técnicos da produção – como serão vistos nos extras subseqüentes. Aqui, o elenco, os produtores e o diretor falam sobre as peculiaridades dos personagens e do enredo, desenvolvendo um pouco os complexos momentos retratados na película e as dificuldades em recriar um momento histórico tão complicado, dando seqüência ao primeiro filme, Elizabeth (1998), que retrata o início de tal período.

Por Dentro do Mundo de Elizabeth – Uma Cortesia da Volkswagen
O processo de criação dos cenários, a filmagem nas locações reais remanescentes do Período Elizabetano e os aspectos artísticos da produção de Elizabeth: A Era de Ouro são o tema deste item. Grande parte deste trabalho artístico é creditado a uma pessoa: o designer de produção Guy Dyas, um profissional extremamente detalhista e que tem no currículo filmes como Rei Arthur e Os Irmãos Grimm, além do novo Indiana Jones, e que conseguiu levar ao espectador uma perspectiva realista e impressionante de como eram os ambientes e a decoração no momento histórico vivido no filme.

Comandando os Ventos: Criando a Armada, Torres, Cortes e Catedrais
Dividido em duas partes, este extra trata de dois temas distintos, porém, correlatos: a frota de navios em guerra e os sets construídos para as filmagens. A primeira parte relata o processo de criação da batalha entre navios ingleses e espanhóis que está presente no filme. O interessante foi, além do uso dos efeitos criados por computação gráfica, a construção total de um navio em tamanho real, sendo que um lado foi pintado de acordo com as cores e o estilo espanhol e o outro totalmente reconstruído de uma nave inglesa. Tudo muito bem cuidado e com direito a maquinário que simulava o movimento do mar. Já a segunda parte tratava da escolha das locações de época para construção das cenas internas. A preferência do diretor Kapur era por ambientes claros e amplos para contrastar com a escuridão e as sombras que são o estilo dele. Muito pouco teve de ser construído, dando mais veracidade aos cenários.

Comentário do Filme com o Diretor Shekhar Kapur
Esta última parte dos extras é uma versão do filme com os comentários do diretor sobre a produção. Um tanto parado, levando em conta que normalmente esta opção é usada para diálogos entre mais de um dos envolvidos no projeto. Neste caso, somente Shekhar fala e seu tom de voz é monótono e maçante. Somente recomendado para quem é fã.

Renovando os mortos vivos

Nas mãos do experiente diretor Russell Mulcahy, um tema batido ganhou nova cara, novo cenário e garante a diversão. Tudo isso em Resident Evil 3 – A Extinção.

Depois de descobrir ter sido criada em laboratório e ser imune ao vírus que dizimou a população de Raccoon City, transformando-a em uma horda de zumbis, Alice (Mila Jovovic) tenta levar um grupo de sobreviventes, isolados no deserto de Nevada, EUA, para a liberdade em um território livre da praga de mortos vivos. Durante o percurso, muita ação, novos personagens e um vilão diferente tentam dificultar o trabalho da mocinha. No caminho, a protagonista descobre novas habilidades que são decisivas para evitar a morte de alguns de seus companheiros. O diretor encarregado de guiar esta terceira parte da franquia, Russell Mulcahy (Highlander), faz bem sua parte e leva o terror, que antes habitava a noite e ambientes fechados e laboratórios, para o dia e, a céu aberto, mantém o clima de isolamento e de tensão o tempo todo. Será que este é o final da série? Veremos.

Resident Evil 3 – A Extinção (Resident Evil: Extinction)
Direção: Russell Mulcahy
Elenco: Milla Jovovic, Ali Larter, Oded Fehr, Iain Glen, Ashanti e Mike Epps
Gênero: terror/ficção
Dur. aprox.: 94min
Formato de tela: Widescreen anamórfico
Áudio: Inglês e Português (5.1 Dolby Digital)
Legendas: Inglês e Português
Extras: Cenas Excluídas, Comentários de áudio, Além de Raccoon City – Explorando Resident Evil 3, Trailer de Resident Evil: Degeneration, Trailers (sem legendas)
Classificação etária: 16 anos – Contém cenas assassinato, agressão física, suicídio e exposição de cadáver

Comentários do Redator

Comentários em áudio do diretor Russell Mulcahy e dos produtores Paul W. S. Anderson e Jeremy Bolt
Este extra dá a possibilidade de assistir ao filme novamente só que sem o áudio original, tendo como áudio um bate-papo do diretor com produtores do filme, comentando sobre as cenas enquanto as assistimos e explicando como foram executadas, descrevendo o uso dos efeitos, a atuação do elenco e outras curiosidades da produção.

Cenas Excluídas
Um bom DVD deve incluir o material que não entrou na edição final do filme. Este não foge à regra e traz algumas cenas excluídas muito interessantes. Ao todo, são onze cenas que ficaram de fora. Entre elas, merecem destaque Fresh One, que mostra como os cientistas da Umbrella escolhem o próximo morto vivo que será a cobaia no laboratório; e Dr. Isaac’s Research, que mostra o vilão fazendo experimentos com a cobaia escolhida no extra mencionado anteriormente, no melhor estilo Dia dos Mortos, clássico de George A. Romero.

Além de Raccoon City – Explorando Resident Evil 3
Este item está dividido em outros quatro tópicos: Visão de Alice/Pré-produção, The Big Bang, Maior, Mais Rápido e Mais Forte, e Efeitos Visuais em Lãs Vegas/Miniaturas. Em suma, unido as partes, temos um making of muito legal e abrangente sobre o filme. O primeiro tópico se relaciona com tudo o que envolveu a escolha do cenário e do novo diretor, o que motivou a equipe a mudar o conceito com relação aos dois filmes anteriores. The Big Bang segue a etapa de filmagem das cenas e como o deserto influenciou o elenco e a equipe durante o processo; outro tema abordado foi a escolha da equipe cinematográfica, com membros de diversos países, com destaque para os mexicanos, que surpreenderam por seu profissionalismo. O penúltimo item trata da mudança dos zumbis com relação aos outros dois filmes anteriores – com o uso do ambiente diurno, houve alteração na maquiagem e na aplicação dos efeitos sobre os dublês. A última parte mostra como foi feita a réplica de Las Vegas, que ganhou vida através de miniaturas, em adição aos efeitos visuais, mostrando um trabalho de produção muito interessante e trabalhoso. Fundamental para os fãs.

Trailers e Trailer de Resident Evil: Degeneration
Finalizando os extras da bolacha de Resident Evil 3: A Extinção, além dos tradicionais trailers de outros lançamentos, este tem o diferencial de conter o trailer de Resident Evil: Degeneration, uma animação em longa-metragem muito bem feita e não tem relação nenhuma com a trilogia live action ou a seqüência dos games.

Uma comédia completa

Com o fim da verba para saneamento básico do município, a realização de um filme de ficção pode ser a solução dos problemas da comunidade. Ou seria o início deles? Confira em Saneamento Básico – o Filme!

Depois de diversas reuniões, os moradores da Linha Cristal resolver levar para prefeitura local um projeto para a construção de uma fossa, já que o problema gera incômodos para a população há anos. Com a esperança de conseguir a verba necessária, uma comissão formada por Marina e Joaquim (Fernanda Torres e Wagner Moura, um casal muito divertido), é encarregada de levar a pasta para aprovação. Ao receberem a notícia de que, apesar do projeto ser muito bom, além de necessário, as verbas para saneamento básico da prefeitura para aquele ano já haviam acabado, os dois ficam desolados. Porém, uma nova proposta é feita pela secretária da prefeitura: a realização de um filme, um curta-metragem de ficção, cuja verba estava liberada pelo Governo Federal, seria a solução para todos os problemas.
A confusão começa quando a equipe deve descobrir o que significa “um filme de ficção” e segue na hora de elaborar o roteiro e prosseguir com a produção do filme. As peculiaridades de cada um dos personagens aliadas às situações cômicas do dia-a-dia de pessoas comuns criam uma comédia simples e eficiente, sem perder seu teor de crítica social, com a assinatura de Jorge Furtado, responsável por O Homem Que Copiava e Meu Tio Matou Um Cara, outras ótimas comédias.

Saneamento Básico, o Filme (Idem)
Direção: Jorge Furtado
Elenco: Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lázaro Ramos, Paulo José, Tonico Pereira, Janaína Kremer
Gênero: comédia
Dur. aprox.: 112min
Formato de tela: Letterbox 4:3
Áudio: Português (5.1 e 2.0 Dolby Digital)
Legendas: Inglês, Espanhol e Português (para deficientes auditivos)
Extras: Making of, Cenas Excluídas, Erros de Gravação, Animação: O Monstro do Fosso e Trailer

Comentários do Redator

Making Of
Como de costume, esta seção não poderia deixar de estar nos extras. O documentário começa com as opiniões do elenco, produção e do diretor sobre a temática do filme, a distribuição de verbas para saneamento básico e cultura; como, na opinião de todos os envolvidos, isto deveria funcionar no País e como se desenrola durante a película. Em seguida, o desenvolvimento dos personagens, a criação do ‘monstro’, a escolha do figurino e dos penteados, enfim, o trabalho do elenco e da produção durante as filmagens mostra o clima de descontração e profissionalismo que foi criado por trás das câmeras. Por fim, uma passada pela criação da trilha sonora, pelas locações e as considerações finais do elenco.

Cenas Excluídas
Este item traz um apanhado de cenas que não entraram no filme somadas a algumas partes editadas de trechos que fazem parte da montagem definitiva, porém, cortadas por excesso de tempo ou por serem consideradas desnecessárias. O destaque fica por conta dos créditos alternativos. Não é à toa que o diretor optou por utilizar outro. Em suma, tem coisa boa que não entrou e vale dar uma conferida e rir um pouco mais.

Erros de Gravação
Os diversos momentos divertidos do filme parecem ser muito engraçados para os atores também. Aqui estão reunidas as falhas que aconteceram durante as gravações das cenas do filme. As reações de Fernanda Torres e de Tonico Pereira são hilárias quando eles erram suas falas. Observe quantas vezes as cenas são refeitas por causa de pequenos detalhes.

Animação: O Monstro do Fosso
Produzida durante os intervalos das filmagens do longa, esta animação é baseada no roteiro do filme fictício criado pelos personagens de Fernanda Torres e Wagner Moura. A animação é muda e simples, todavia, muito divertida.

Trailer
Nesta seção fica o trailer gerado para promover Saneamento Básico, O Filme nos cinemas e na TV.

Vagas de sobra

O casal Luke Wilson e Kate Beckingsale pára em um hotel de estrada e acaba fazendo parte de um filme um pouco diferente, em vários aspectos. Esta é a base de Temos Vagas.

Ao voltar de uma reunião de família um tanto desagradável, o casal David e Amy Fox tem algumas surpresas durante o caminho de volta. Depois da morte do filho, a relação do par está muito abalada e o relacionamento entre os dois nunca foi pior. A tensão entre eles aumenta quando David resolve fazer um desvio no caminho e o carro termina quebrando no meio do nada. Quando conseguem chegar a um posto de gasolina e receber a ajuda de um mecânico, a viagem parece que prosseguirá sem problemas. Terrível engano. Alguns metros depois, o carro quebra novamente e o casal se vê obrigado, algumas discussões depois, a se hospedar em um hotel antigo na beira da estrada. O que eles não esperavam é que o hotel é o cenário para a produção de filmes de terror extremamente realistas cujos protagonistas não sobrevivem para ver o final. Um jogo de gato e rato tem início e as diferenças entre o casal acabam importando pouco quando eles só contam um com o outro para sobreviverem aos assassinos.

Temos Vagas (Vacancy)
Direção: Nimrod Antal
Elenco: Kate Bechingsale, Luke Wilson, Frank Whaley e Ethan Embry
Gênero: suspense/terror
Dur. aprox.: 85min
Formato de tela: Widescreen anamórfico
Áudio: Inglês, Português, Espanhol e Tailandês (5.1 Dolby Digital)
Legendas: Inglês, Português, Espanhol, Tailandês, Coreano e Chinês
Extras: Seqüência de abertura alternada, Dentro de: O elenco de Temos Vagas, Vídeo de Mason, Encontrando Raccon e Trailers

Comentários do Redator

Seqüência de abertura alternada
Este extra traz uma opção alternativa para a seqüência de abertura do filme. A abertura utilizada na versão final do filme mostra, depois dos créditos, o casal na estrada, com David dirigindo e quase atropelando um animal na estrada, enquanto Amy dorme. A cena alternativa apresenta o filme através do desfecho da história, com o hotel cercado pela polícia e os peritos recolhendo materiais e fotografando o local.

Dentro de: O elenco de Temos Vagas
Esta é a melhor parte dos Extras deste DVD. Nele, ao invés das tradicionais entrevistas com o elenco e produção, toda a equipe narra como o filme foi desenvolvido. A narração passa por todo o elenco e parte para a equipe de produção e, a cada passo contado, as cenas de bastidores vão apresentando como as tomadas foram feitas, os efeitos especiais sendo produzidos e a opinião de todos os envolvidos sobre tudo isso. A melhor parte fica por conta do final deste extra, no momento em que é descrita a cena em que o carro invade o hotel. O modo como os dublês praticam a cena, como as câmeras são colocadas e o fato do diretor e da produção ter dispensado o uso de efeitos via computador. Outro fato interessante foi a montagem do cenário, feita de forma idêntica dentro de um estúdio e a céu aberto. Os cuidados que a produção teve para criar duas vezes o mesmo cenário são impressionantes e acabamos descobrindo o trabalho que dá reproduzir um ambiente de forma bem feita. Vale a pena conferir!

Vídeo de Mason
Muito divertida, esta opção mostra uma seleção de todos os filmes “reais” produzidos dentro do hotel. O clima de reality show é muito inteligente e quem assistiu ao filme antes de ver os extras vai reconhecer boa parte das cenas apresentadas aqui.

Encontrando Raccon
Esta é uma cena excluída da versão final do filme. É uma outra versão do momento em que o casal resolve deixar o carro quebrado na estrada e caminhar até o hotel. Enquanto David caminha na frente de Amy, ele encontra novamente um dos animaizinhos que o fizeram quase bater o carro no início do filme. Um belo susto, diga-se de passagem.

UMA GAROTA IRRESISTÍVEL

Uma Garota Irresistível é um show de interpretações e reproduz, com impressionante fidelidade, o ambiente psicodélico do fim dos anos 60, sua revolução artística e seus contrastes

O filme leva ao expectador a história real de Edie Segwick (Sienna Miller, em excelente atuação), que chocou a sociedade norte americana com sua personalidade e suas extravagâncias. A vida dela é contada, em vários pontos de vista, a partir do momento em que a jovem parte para New York, largando a faculdade de Artes e sua família, e é apresentada a Andy Warhol (Guy Pearce, perfeito como o personagem). O artista leva Edie para sua “Fábrica”, onde produz seus filmes com muita peculiaridade, tornando-a sua nova estrela. Uma relação de cumplicidade surge entre eles, somando o carisma dela e o talento dele. O sucesso aparece e, com ele, os excessos passam a tomar conta da vida da jovem, que começa a se perder nas drogas e nas festas. Em meio a estas festas, Edie conhece Danny Quinn (Hayden Christensen), um jovem e bem sucedido cantor, e se apaixona por ele. Enquanto o amor entre eles cresce, Danny questiona o relacionamento entre Andy Warhol e Edie, fazendo com que ela se afaste do seu novo amor. Os questionamentos da moça, porém, provocam ciúmes em Andy e ele a expulsa da “Fábrica”. Deste ponto em diante, a vida de Edie entra em decadência, culminando em seu suicídio, aos 28 anos.

UMA GAROTA IRRESISTÍVEL (Factory Girl)
Direção: George Hickenlooper
Elenco: Sienna Miller, Guy Pearce, Hayden Christensen, Jimmy Fallon e Mena Suvari.
Gênero: Drama
Duração aprox.:96 min
Origem: EUA
Formato da tela: 16×9 Widescreen
Áudio: Inglês e Português (ambos em 2.0 Dolby Digital)
Legendas: Português, Inglês e Espanhol
Extras: Trailer, Clipes do filme, Entrevistas com o elenco e o diretor e Making of.
Situação: Somente para rental (a confirmar)

COMENTÁRIOS DO REDATOR
TRAILER
Apenas o trailer do filme, nada de novo, somente a versão de divulgação.

CLIPES
A seção de clipes traz diversas partes extraídas do filme, apresentando algumas das cenas mais curiosas e atípicas: LÁBIOS apresenta o primeiro encontro entre Edie e Richie Berlin (Mena Suvari) em um restaurante, tendo uma conversa diferente; em CHEFE, Edie e Andy Warhol são apresentados durante a exposição das obras dele; o diálogo entre Andy e um padre é levado ao espectador em CONFESSIONÁRIO, mostrando a excentricidade do personagem; além de outros clipes, que também são muito interessantes.

ENTREVISTAS
Nesta parte dos extras, são mostrados os pontos de vistas do elenco principal com relação ao filme e sobre os colegas. Ao todo são quatro entrevistas: Sienna Miller, Guy Pearce, Jimmy Fallow e o diretor, George Hickenlooper. É muito legal ver como os atores falam uns dos outros, conhecer as peculiaridades de cada um fora das câmeras.

MAKING OF
A última parte dos extras é, sem dúvida, a mais interessante. O Making Of é apresentado sem narração ou comentário algum. É uma compilação de cenas gravadas de forma amadora enquanto o diretor orienta o elenco, conversa com a produção, além da interação entre os atores durante uma cena e outra. O único defeito é a falta de legendas ma maioria das cenas, apenas algumas são legendadas.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: