Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira


TRILOGIA EVIL DEAD

Posted in cinema,cotidianos,pensamentos,texto por andre1979 em setembro 9, 2008
Tags: ,

O texto a seguir foi publicado na revista DVD News, na seção DVDTeca.

TRILOGIA EVIL DEADUm fim de semana em uma cabana na floresta. Cinco jovens e a promessa de diversão se transformando em um festival de mortes, muito sangue e violência. Esta trama se parece muito com a de dezenas de filmes que lotam o mercado. Para os padrões atuais, isso é muito comum. A violência explícita, o horror na forma de mortes gratuitas, envolvendo adolescentes e festas, já se tornaram previsíveis. Acredite, isso acontece hoje por causa de algumas produções que, na época em que foram produzidos, chocaram os espectadores. Os filmes de terror nem sempre foram iguais.
Voltando um pouco no tempo, até 1981, um jovem e criativo diretor consegui realizar aquilo que muitos tentam fazer atualmente, com rios de dinheiro e efeitos especiais: revolucionar. Em The Evil Dead – A Morte do Demônio, como é conhecido no Brasil – aquela trama batida para nós, atualmente, toma proporções. Com um parco orçamento, Raimi abusou dos efeitos de câmera alucinados e de mutilações explícitas, e realizou uma das melhores produções do gênero de todos os tempos, arrebatando uma legião de fãs até os dias de hoje.

O sucesso do filme, com Bruce Campbell, amigo e colaborador de Sam Raimi até hoje, no papel de Ash, o protagonista, foi brutal e tornou possível investir em projetos mais ambiciosos. Com esta oportunidade nas mãos, Raimi fez o inesperado, lançando Evil Dead II (Uma Noite Alucinante, no Brasil), em 1987. Desta vez, ele reinventou o filme que o lançou e, com pequenas alterações no roteiro e um orçamento melhor, realizou outra obra prima. A produção fez tanto sucesso quanto seu antecessor.

Depois de realizar outra obra bem sucedida, Darkman, em 1990, Sam Raimi deu continuidade à sua carreira levando às telas, pela terceira vez, seu herói, Ash, em Uma Noite Alucinante III ou, originalmente, Evil Dead III – Army of Darkness. Para quem esperava outro filme de atmosfera escura, ambientado numa floresta, o susto foi maior. Desta vez, o diretor levou seu protagonista para a Idade Média, onde o Livro dos Mortos, Necronomincon, precisava ser resgatado. Novamente, o roteiro foge do que foi mostrado nos filmes anteriores, deixando a obra com mais cara de reinvenção do que de uma seqüência.

Deixando de lado os roteiros absurdos, os efeitos toscos e as atuações absurdas e caricatas, principalmente de Campbell, esta trilogia leva o espectador a sensações diferentes e extremas em cada um dos filmes. Variando de uma atmosfera claustrofóbica e alucinada criada pelo primeiro filme, passando por uma jornada de loucura e medo, na segunda parte, revivendo, de uma forma um pouco diferente, o que já passou e chegando, por fim, à terceira parte, cujo ritmo é de aventura e humor negro, sem perder as características inovadoras dos outros. Os três filmes, com suas particularidades, e seus absurdos, são diversão garantida para os fãs de terror e admiradores do cinema independente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: