Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira


A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa – parte 1 [EM REVISÃO]

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A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa – parte 1

A Língua Portuguesa é muito complexa e divide-se em diversos tipos de estruturas, tendo inclusive com hierarquia determinada. Porém, é muito mais bonita que qualquer outra, principalmente as sintéticas, como o Inglês, por exemplo. Deixando de lado a declaração anterior sobre a beleza do nosso idioma e continuando com a explicação, podemos classificar as estruturas gramaticais da seguinte forma: Morfemas, Vocábulos, Sintagmas, Oração e Período. Além destes, há a separação da língua em outros três segmentos: Fonologia, Morfologia e Sintaxe. A seguir, entrarei em detalhes sobre cada um destes itens e a relação entre eles.

Morfema: é a menor unidade com significado gramatical ou semântico em que se pode segmentar uma palavra. Trocando em miudos, os morfemas são os segmentos em que podemos dividir uma palavra, ou seja, através da definição deles, podemos determinar o gênero, o número e o grau de um vocábulo, sua família, origem e muitas outras informações. Através dos elementos mórficos é que realizamos a chamada análise mórfica. E como fazemos esta divisão? Quais são os tais elementos mórficos? Simples. Os morfemas podem ser divididos em quatro unidades diferentes: radical, desinência, vogal temática e afixo.
Radical: é o elemento mórfico funciona como base do significado. É o elemento comum entre palavras da mesma família. Ex.: ferro, ferreiro e ferragem. O radical das três palavras anteriores é ferr.
Desinência: é o elemento mórfico que se apõe ao radical para criar as flexões das palavras (gênero, número etc.). Pode-se ter duas desinências diferentes: nominal e verbal.
A desinência nominal indica o gênero e o número dos nomes (substantivos, em geral). Por exemplo, veja a palavra meninas. Em meninas, o a e o s indicam as desinências nominais de gênero (a) e de número (s). Mas tenha cuidado. Nem sempre o aparecimento de uma vogal no final de um vocábulo indica sua desinência nominal. No caso das palavras mesa e livro, por exemplo, não são diferenciais. As vogais a e o ao final das duas palavras não indicam oposição de gênero, como nos casos de menina e menino.
Falando sobre desinência verbal, os morfemas indicam as informações relativas ao tempo, ao modo, a pessoa e o número. Por exemplo, em cantávamos, nota-se que o radial (visto no item anterior) é cantá. Com isso, sobram duas partículas: va e mos. A primeira delas, va, é a desinência verbal modo-temporal, ou seja, através dela podemos determinar o tempo e o modo do verbo. Já a outra partícula, mos, indica a pessoa e o número, a desinência verbal número-pessoal. No caso, primeira pessoa do plural.
Vogal temática: a vogal temática é aquela que, em determinados casos, junta-se ao radical da palavra antes da desinência. Veja os exemplos: cant a va, part i sse, mar e s, luz e s. As vogais em negrito aparecem tanto em verbos quanto em nomes, o que nos mostra que as vogais temáticas podem ser nominais e verbais. No caso de mares e luzes, as vogais temáticas nominais agregam-se à raiz das palavras e preparam-nas para receberem a desinência que indica o plural. Apesar da explicação floreada, o assunto é bem símples. Uma regrinha que facilita a identificação das nominais é notar que estas vogais, que são átonas, não indicam a alternância entre masculino e feminino, logo, passam a ser temáticas nominais. Tranquilo? Finalizando o assunto vogal temática, quanto são unidas a verbos, estas vogais temáticas indicam a conjugação à qual o verbo pertence. Ex.: cantar, vender, partir.
OBS 1: Quando o radical de uma palavra, verbo ou nome, une-se a uma vogal temática, forma um tema e está pronto para receber uma desinência ou sufixo.
OBS 2: Os nomes (substantivos, em geral) terminados em vogal tônica, ao invés de átona, não apresentam vogal temática. Ex.: maracujá, café, bambu.
Afixo: é o elemento mórfico que se agrega ao radical, formando uma nova palavra. Os afixos podem ser de dois tipos: prefixos e sufixos. Os prefixos vêm antes do radical, como em infeliz e desleal. Já os sufixos vêm depois do radical, como em felizmente e lealdade.

Para finalizar a primeira parte, além dos elementos descritos acima, determinadas palavras podem ter vogais e consoantes de ligação. Estes elementos não possuem significado, mas são facilitadores da pronúncia. Vejam os exemplos: gasômetro e cafeteria.

Nos próximos dias, colocarei aqui as outras partes. A parte 2 de A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa será focada em Vocábulos.

Um abraço e até o próximo post.

5 Respostas to 'A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa – parte 1 [EM REVISÃO]'

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  1. gessica said,

    eu não entendi muito bem,sobre essas desinências
    quais são os exemplos?
    beijos grata pela atenção!!!

  2. leidiane benicio dos santos said,

    gostaria de ver a estrutura da sintaxe na língua portuguesa, e quais foram as modificações com a nova reforma ortográfica.


  3. […] A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa – parte 1 [EM REVISÃO] setembro, 2008 2 comentários Deixe um comentário LikeBe the first to like this post. […]

  4. isabel said,

    muito bom… ajuda bastante, me fez lembrar de varias coisas!!

  5. jeanderson said,

    muito bom!


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