Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira


Uma sigla cheia de significados

O video on demand, também conhecido como VOD, está começando a aparecer com mais intensidade no Brasil e muitos locadores já se perguntam sobre os efeitos do sistema no mercado. Ver Video preparou uma matéria especial explicando como funciona o VOD e suas aplicações no mercado do home video, confira!

O universo do vídeo digital ainda é um terreno desconhecido para a maior parte dos brasileiros. Para quem trabalha no ramo do home video, este fato acaba gerando uma série de dúvidas sobre até onde esta tecnologia, que não é tão nova assim, pode influenciar seu negócio, sua loja. Para entender um pouco melhor a entrada desta nova modalidade de entretenimento, que atende pelo nome de video on demand, ou sua sigla, VOD, como a chamaremos a partir de agora, vamos voltar um pouco no tempo até a chegada do primeiro modelo de negócio que fez uso desta tecnologia, o Pay Per View. No início dos anos 90, o povo brasileiro viu chegar ao país um novo sistema de fornecimento de televisão, a TV por assinatura. À época, ainda muito cara e sem a estrutura ideal para seu funcionamento, não estourou como era esperado. Hoje, mais de seis milhões de usuários mostram a força deste sistema. Copiando o modelo norte-americano, os canais pagos ofereciam, além de sua programação normal, a opção de compra de outros produtos, por um valor adicional a ser pago, como canais exclusivos, filmes, shows e esporte. E isso se mantém até atualmente.

Tudo Pelo Controle Remoto
A oferta de filmes para compra por meio da TV por assinatura é um tipo de VOD, já que o fornecedor do sinal dos canais disponibiliza uma série de produções em seu sistema, que armazena tudo e libera o sinal para os clientes que efetuarem a compra. E é exatamente assim que funciona hoje também, mesmo via Internet. Nos dias de hoje, todos os filmes acabam sendo digitalizados por motivos de logística e economia. Com a chegada da televisão digital, o processo ficou ainda mais utilizado pelas distribuidoras e pelas emissoras, que querem oferecer a melhor qualidade para os assinantes. O sistema de VOD mais comum fora do Brasil é o que utiliza os Set Top Boxes (STB), aqueles aparelhos que parecem receptores de TV a cabo, mas que servem para o transito dos filmes e seriados que o usuário quer assistir, como o TiVo, por exemplo. Para tal, um cabo similar ao da TV e de Internet banda larga é conectado ao aparelho, que fica ligado ao televisor. Pelo controle remoto, o cliente escolhe o que quer ver e o produto é transferido por meio de download para o STB, que o deixa disponível para ser visto a hora que o cliente quiser. Esse é o sistema mais comum para locação. Já no varejo, as coisas são um pouco diferentes.

Trocando de plataforma
Um sistema que ganha cada vez mais adeptos, não só no Brasil, é o VOD via Internet. Isso por causa da expansão das conexões de alta velocidade, que facilitam o acesso aos servidores e no trânsito dos produtos. Há alguns anos, para se assistir a um programa ou filme on-line era necessário esperar uma eternidade para que o arquivo fosse baixado para o computador local ou que fosse feita a “buferização” (sistema de transmissão de dados em que o player carrega o vídeo na mesma hora em que o vídeo é visto pelo usuário) – método odiado por quem não possuía uma conexão de Internet rápida e era obrigado a ver o filme com aquelas terríveis pausas, também conhecido como Streaming. Portais de vídeo como o YouTube se tornaram fonte de inspiração para o novo modelo de negócio, que usa o mesmo sistema de consumo de vídeos on-line, mas com outra tecnologia, a do download progressivo, na qual o usuário pode ver o vídeo enquanto ele ainda está sendo carregado na página.

Útil tanto na locação quanto na venda, o VOD via Internet já se expande na Europa e pode-se dizer que está consolidado nos EUA, onde canais virtuais como o Movielink, o iTunes e a versão on-line da rede Blockbuster atendem um grande número de adeptos. No Brasil, quem chegou ao mercado em 2009 e já apresenta bons resultados é a Saraiva, que disponibiliza um conteúdo, ainda limitado, de filmes e seriados tanto para venda quanto para rental. Para ver os produtos em casa, o cliente deve fazer um cadastro no portal, como aquele que se faz em uma videolocadora física, e baixar o programa da loja, um software que funciona como player de vídeo e como local de armazenagem para o que for baixado. Uma vez que o vídeo é comprado, esse programa faz o download para a máquina do cliente e gerencia o produto. No caso da locação virtual, o sistema deixa o conteúdo disponível pelo tempo determinado no ato da compra. Já na venda, em que o cliente é dono definitivo do vídeo em questão, o produto fica disponível sem prazo de validade. Em ambos os modos, não é possível transportar em DVD ou em qualquer outro meio o conteúdo, que fica restrito à máquina que possui o software instalado. Lá fora, quem possui um STB pode fazer o mesmo e deixar o conteúdo guardado em seu aparelho.

O que muda para o mercado?
A chegada de uma nova tecnologia em um mercado que luta para se manter é sempre recebida com receio, ao menos enquanto não se tem conhecimento sobre tal novidade. Com a entrada da alta definição, que tem o Blu-ray como seu maior representante no entretenimento doméstico, na casa do brasileiro, aumenta-se a necessidade de oferecer conteúdo a quem adere à nova tecnologia. Isso reflete diretamente nas locadoras e nos varejistas, que deverão se adaptar e oferecer este conteúdo novo para não perder clientes. O VOD pega carona nesta leva de inovações que está chegando, mas não tem a mesma força – e o mesmo público-alvo! – do Blu-ray e do DVD, por exemplo. Quem consome o VOD não busca ter uma TV de última geração e não vai querer ter em casa os grandes lançamentos em Blu-ray. O video on demand é preferido por que está em busca de portabilidade, a chance de acessar ao conteúdo de qualquer lugar, por meio de celular, PSP e laptop. Também prefere o VOD quem é usuário fiel de computadores em casa e gosta de ver seus vídeos na telinha do micro. É claro que as lojas e locadoras podem aderir ao VOD e oferecer conteúdo digital aos seus clientes. É mais um nicho de mercado que se abre e que pode – e deve! – ser considerado. Aguarde as próximas edições para saber mais sobre esta nova tecnologia e o que acontece no mercado! (André Cavallini)

Fontes: http://olhardigital.uol.com.br/; http://steverose.com/; e http://www.baixaki.com.br/tecnologia/, acessados em novembro de 2009.

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