Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira


Seria o fim mesmo?

Posted in cinema,cotidianos,filmes,nota sobre DVD,pensamentos,texto por andre1979 em fevereiro 22, 2011
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Seria o fim mesmo?

A Imagem Filmes lançou nos cinemas Jogos Mortais – O Final, o segundo filme em 3D que a empresa coloca no mercado, o que traz de volta à mídia a famosa série de terror, iniciada em 2004

Por André Cavallini

Terror. O que para muitos significa um sentimento ruim, para uma indústria centenária como o cinema é sinônimo de lucratividade. Exemplo disso é a série de sete filmes da franquia Jogos Mortais, que no começo de novembro teve sua legião internacional de fãs renovada com a estreia de seu (suposto) derradeiro capítulo nos cinemas e em 3D, fazendo bastante sucesso nas bilheterias. Porém, não é só das bilheterias que se faz a fama de um filme, ou sequência de filmes, especialmente os de terror. É nas locadoras que nascem verdadeiros sucessos e o consumidor é quem espalha a novidade. E não foi diferente com Jogos Mortais.

Os seis primeiros filmes da criativa série sempre estiveram presentes nos rankings publicados por Ver Video, desde o primeiro a ser lançado, há pouco mais de cinco anos, pela Paris Filmes. Os desdobramentos dos sádicos e misteriosos jogos promovidos pelo serial killer Jigsaw ganharam audiência, caíram no gosto do público e tiveram fôlego para se estenderem por mais seis filmes, lançados nos cinemas sempre, nos EUA, na mesma data – o dia de Halloween (31 de outubro) – anualmente, sem falha.

Um dos segredos do sucesso da saga de armadilhas inventivas é o roteiro, que manteve a mesma linha, filme após filme, mesmo com as mudanças de diretor – foram quatro profissionais, ao todo. Outro ponto forte é o elenco, que sofreu poucas mudanças e podemos ver a volta de vários personagens dos primeiros filmes no último, Jogos Mortais – O Final, que está nos cinemas. No Brasil, três empresas distribuíram os filmes de Jogos Mortais. Os dois primeiros foram lançados pela Paris Filmes, uma verdadeira aposta; do terceiro ao sexto, quem cuidou da distribuição foi a Disney. O sétimo está nas mãos da Imagem Filmes, que informou que lançará a produção nas locadoras no dia 23 de fevereiro.

Jogos Mortais – O Final
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton e Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Betsy Russell, Cary Elwes, Sean Patrick Flanery

Duração: 110min

Sinopse: Bobby (Sean Patrick Flanery) é um dos sobreviventes das armadilhas de Jigsaw (Tobin Bell) e faz fama com livros de auto-ajuda. Ele está na mira de Hoffman (Costas Mandylor), que assumiu o controle dos jogos e testará a coragem de Bobby por meio de mais uma série de armadilhas mortais. Ao mesmo tempo, a polícia chega perto de Hoffman quando Jill (Betsy Russell) se entrega e tem provas contra ele. Mas a verdade nem sempre é o que parece.

Texto publicado na edição 209 da revista Ver Video.

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Os bastidores do poder

A superprodução inglesa Os Pilares da Terra está chegando ao Brasil. Dividida em quatro partes, esta superprodução está chegando ao home vídeo em DVD e em Blu-ray
Por André Cavallini

Filmes que tratam de grandes momentos da história da humanidade chegam com frequência ao mercado brasileiro e são sempre requisitados pelo público, que gosta de ver como vivíamos no passado e como a sociedade se comportava em outros tempos. A Inglaterra foi palco de grandes mudanças ao longo dos séculos e tais eventos marcaram o rumo do nascimento de outras grandes nações, inclusive a nossa. Os Pilares da Terra retrata a Grã-Bretanha do século 12, quando uma guerra pela sucessão do trono tem início na família real, ao mesmo tempo em que a corrupção e a ambição tomam conta dos níveis mais altos da igreja. E a linha que conecta as duas histórias é a destruição de uma igreja e o início da construção de uma catedral.

A série de quatro filmes de Os Pilares da Terra teve origem no best-seller de Ken Follett, lançado no Brasil pela Editora Rocco, em dois volumes. Sua versão para o home vídeo chega em quatro discos, lançados separadamente. Os Pilares da Terra I – Destruição do Templo chegou em 19 de janeiro de 2011 (DVD e Blu-ray, com muitos extras e dublagem em português); o volume II – Redenção, em 31 de março; os números III – O Legado e IV – Obra dos Anjos chegam juntos em 18 de abril.

Para falar mais sobre estes como Os Pilares da Terra chegou ao país, entre outros assuntos, Ver Video conversou com Marcelo de Sousa, responsável por trazer esta série e vários outros épicos lançados pela Paramount. Confira!

Ver Video – Marcelo, como chegou às suas mãos o filme Pilares da Terra?
Marcelo de Sousa – Fui apresentado ao filme há dois anos. Naquela ocasião ele ainda estava em fase de projeto e os produtores fizeram uma apresentação em Cannes. Como ainda não tinha lido o livro, fiz uma pesquisa e descobri que era um best-seller de quase 20 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – e também com um desempenho excelente no Brasil. Calcado nestas informaçõesm no ano seguinte, já tendo visto um promo de 5 minutos e sabendo do espetacular elenco e dos fantásticos realizadores que estavam por trás da produção, fiz a aquisição do filme.

VV – O material já veio dividido em partes ou foi opção de vocês lançarem Pilares em volumes separados?
Sousa – Originalmente, ele foi produzido em quatro filmes de 110 minutos, aproximadamente. E da mesma forma que O Senhor dos Anéis e Harry Potter, você pode assistir aos filmes separadamente, com começo, meio e fim individuais, mas todos têm uma ligação entre si.

VV – Este será o seu primeiro lançamento em Blu-ray? Qual a sensação de entrar na alta definição, ainda mais com uma produção dessa qualidade?
Sousa – Acho que é um processo natural e nada mais acertado do que começar com uma produção épica de 40 milhões de dólares. Os materiais importados do filme são de última geração, o que vai garantir uma perfeita qualidade de áudio e vídeo, o que vai agradar os clientes mais exigentes. Tanto o BD quanto o DVD vão estar recheados de extras e com som 5.1.

VV – Qual a sua expectativa com relação ao filme Pilares chegando ao mercado?
Sousa – A expectativa é enorme. Conversei com os produtores semana passada e eles disseram que as vendas de BD e DVD começaram quebrando recordes em alguns países da Europa. Na Alemanha, por exemplo, já foram pré-vendidas 100.000 unidades. Aqui, queremos bater nosso recorde e temos tudo pra isso.

VV – Além de Pilares, você também teve lançados pela Paramount uma série de filmes de teor histórico, como Arn – O Cavaleiro Templário e O Desafio de Darwin, entre outros. Este é um estilo da sua empresa ou foi a ocasião que propiciou os lançamentos?
Sousa – Buscamos os gêneros que o publico brasileiro mais gosta e um deles é os épicos. Arn – O Cavaleiro Templário, lançado ano passado, é até hoje nosso título mais vendido. E agora estamos trazendo, além de O Desafio de Darwin, Henrique IV – O Grande Rei da França, que é um filme impecável, uma grandiosa produção.

VV – Você tem planos para lançar outros filmes em Blu-ray?
Sousa – Sim, já estamos programando o filme O Retrato de Dorian Gray, com Ben Barnes e Colin Firth, que entra em cartaz no cinemas no início de 2011.

Texto publicado na edição 209 da revista Ver Video.


Jogos Mortais – O Final, em 3D

Saudações,

Na última quarta-feira, dia 3 de novembro, tive o prazer de estar presente à cabine de imprensa realizada pela Imagem Filmes para a exibição de Jogos Mortais – O Final, em 3D. Esta é a segunda produção em três dimensões sendo lançada pela Imagem em sua história (a primeira foi o remake de Piranha, cult trash). Curiosamente, ambas são fitas de terror.

A pretensão de Jogos Mortais – O Final, além de fechar uma série de peso que se estendeu demais, em minha opinião, era levar a franquia para a nova era do cinema e aproveitar o boom do 3D, que tem dado bons lucros para os estúdios e distribuidores.

O fechamento da saga de Jigsaw

Derradeiro filme da série encerra, em 3D, uma das mais sanguinárias e inteligentes sagas de terror.

Falando sobre o filme, ele tem todos os elementos já tradicionais, com duas tramas correndo paralelas, armadilhas criativas, visual sombrio, violento e com muito gore, e uma reviravolta que deixa o espectador tenso até o fim. E asseguro que tensão não falta ao filme, enfatizado pelo uso do 3D, que está aplicado na medida certa, sem exageros de objetos e tripas voando no público, dando muito valor aos cenários, que parecem cercar a sala de exibição.

Não darei detalhes maiores sobre a trama, mas já dou algumas dicas do que será visto na telona. Uma adição interessante é a presença de vítimas do passado (ou dos seis primeiros filmes da série) que sobreviveram a Jigsaw e suas armadilhas e jogos, inclusive do primeiro filme. Alguns encontros geram o conflito que dará o estarte para a trama secundária do filme, aquela que liga os jogos mortais, correr – de modo um tanto simples, objetivo e sem surpresas. Do outro lado, na trama que se estica, diga-se de passagem, demasiadamente, por sete filmes, um fechamento de saga não tão óbvio, concluindo mesmo a história.

Recomendo aos bravos (e bravas) que vejam em 3D para dar pulos maiores na cadeira. Baldes para conter o sangue são recomendados! 😉

Abraços e boa diversão!

PS: Logo mais postarei aqui a matéria que estou escrevendo sobre a série Jogos Mortais para publicação.

Texto sobre Um Olhar do Paraíso

O texto a seguir foi publicado como matéria de capa da edição 202 (maio de 2010) da Ver Video. Ele é bem seco, sem opinião, feito para divulgar e apresentar o filme.

Eu vi o filme no cinema e não curti muito, não, para ser sincero. O Peter Jackson é muito bom, mas ele priorizou duas coisas: o visual e o elenco. Faltou uma história com nexo. De qualquer forma, está aí a dica de filme, em DVD e em Blu-ray.

Entre dois mundos

A história de uma garota, e de sua família, depois que ela é assassinada é contada de pontos de vistas diferentes pelo cineasta Peter Jackson em Um Olhar do Paraíso, que chega em DVD e Blu-ray pela Paramount

A vida da família Salmon é bastante agitada com os pais, Jack (Mark Wahlberg) e Abigail (Rachel Weisz) lutando para dar uma estrutura boa em casa para os três filhos, Susie (Saorsie Ronan), Lindsey (Rose McIver) e Buckley (Christian Ashdale). Em plenos anos 70, a garotada gosta muito de viver intensamente e curtir a recente liberdade que a sociedade dos EUA está ganhando. Porém, quando um estranho homem muda-se para a vizinhança dos Salmon, a paz sairá de cena. George Harvey é um sujeito quieto e com hábitos soturnos, em especial à noite, quando se isola em seu porão para construir objetos. Certo dia, Susie está caminhando de volta para casa depois da escola e dá de cara dom Harvey, que lhe convence a conhecer um lugar especial que ele construiu para a garotada do bairro. Ela aceita o convite e é a última vez que ela é vista com vida.

Enquanto a família sofre e se desestrutura com a perda, Susie se encontra vagando por um lugar desconhecido e mágico, em que ela consegue ver imagens maravilhosas e observar as pessoas que mais ama, como seus pais, irmãos e o rapaz por quem ela era apaixonada. Os Salmon vão de mal a pior com a obsessão de Jack em encontrar o assassino – e o corpo – de sua filha. Com isso, Abigail parte para um trabalho longe de casa. Então, para dar uma arrumada nas coisas, a amalucada avó Lynn chega na casa para cuidar dos netos. Do outro lado, Susie continua a viver ilusões ao mesmo tempo em que tenta ajudar seu pai a superar a morte dela. Quando Jack chega perto de Harvey, outra perda pode acontecer na família.

Esta é a história de Um Olhar do Paraíso, que a Paramount lança em DVD e Blu-ray para as locadoras neste mês. Com data de entrega prevista para o dia 22 de junho, o filme é o mais recente trabalho de Peter Jackson, mais conhecido pela trilogia Senhor dos Anéis, que produz efeitos visuais impressionantes sobre um roteiro sensível e com clima de mistério que pode agradar a diversos tipos de clientes diferentes nas lojas.

Um Blu-ray muito especial

Um Olhar do Paraíso chega em versão simples em DVD, mas tem sua edição em alta definição lançada em dois discos, com muitos Extras, além dos recursos de imagem e som impecáveis que o Blu-ray oferece. Entre os materiais adicionais, uma explicação de Peter Jackson sobre o mundo que ele cria no filme, detalhes de bastidores do processo de filmagem e de criação de Um Olhar do Paraíso e muito mais, tudo em alta definição. Uma edição muito especial!

Também no varejo e no rental

Além de Um Olhar do Paraíso, a Paramount também traz um ótimo filme simultaneamente para locação e vendas diretas ao consumidor. É Capitalismo: Uma História de Amor, instigante documentário do cineasta Michael Moore. Depois da crise econômica que assolou os EUA, Moore pegou novamente sua câmera indiscreta e foi bater na porta de políticos e bancos para saber a verdade por trás da falência de todo o sistema financeiro do país. Nos Extras, muito mais imagens curiosas e depoimentos polêmicos coletados pelo diretor. Chega dia 22 de junho.

E as crianças (e adultos, por que não?) não ficam de fora. No varejo, chega a Trilogia Shrek, que prepara o público brasileiro para o lançamento, previsto para julho, da quarta aventura do ogro mais famoso do cinema e seus amigos, Shrek Para Sempre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista com Sandra Werneck

Posted in cinema,cotidianos,entrevista,filmes,pensamentos,texto por andre1979 em outubro 27, 2010
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Saudações,

O texto abaixo é o resultado de uma entrevista que fiz por telefone com a cineasta Sandra Werneck na ocasião do lançamento do filme Sonhos Roubados, disponível hoje em DVD pela Europa Filmes.

O texto, que pode ter sido editado e revisado em sua versão impressa, foi publicado na revista Ver Video, edição 201 (abril de 2010).

Uma boa dose de realidade

A vida de três meninas em uma favela carioca ganha cores dramáticas e verdadeiras em Sonhos Roubados, filme dirigido por Sandra Werneck que chega aos cinemas em abril

Diversos retratos do modo de vida da classe mais pobre da sociedade brasileira já foram pintados. Sob diferentes óticas, grande parte das produções que trazem o cotidiano de quem reside em uma favela termina por focar o crime e a violência social, em especial aquela protagonizada por homens, jovens ou não. E este tipo de abordagem termina por dar certo glamour a este estilo de vida destemido, que tira da frente as dificuldades à bala e deixa ainda mais fina a linha que separa o criminoso de um herói, um mártir. Mas como é a realidade das mulheres mais jovens em um mundo bruto como este? Meninas que amadurecem rapidamente sob a pressão de começar muito cedo uma família, sem apoio familiar, educação e esperança. Foi com a meta de expor a dificuldade que as garotas que nascem e vivem nas favelas cariocas que a cineasta Sandra Werneck rodou Sonhos Roubados, ganhador do prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção de Voto Popular no Festival do Rio de 2009.

Chegando aos cinemas nacionais em 23 de abril, esta produção narra as histórias de três jovens, Jéssica (Nanda Costa, ganhadora do prêmio de melhor atriz no Festival do Rio em 2009 por seu papel), Daiane (Amanda Diniz) e Sabrina (Kika Farias), melhores amigas que vivem em uma comunidade pobre em um morro fluminense, encaram a dura realidade de viverem na miséria e usarem a prostituição como sustento. Para falar mais sobre como nasceu Sonhos Roubados e outros assuntos interessantes, Ver Video conversou com Sandra Werneck, que, além de dirigir, roteirizou e produziu o filme.

Ver Video – As atuações das três protagonistas são muito intensas. Sandra, como você escolheu o elenco principal de Sonhos Roubados?

Sandra Werneck – Foram muitos testes, muitos mesmo. Não escolhi ninguém por indicação. Demorou bastante. Aconteceu uma coisa até engraçada, para você ver. A Kika (Farias) havia sido escolhida para viver a Jéssica, papel que foi interpretado pela Nanda Costa. Depois, pensei melhor e achei que ela seria ideal para a Sabrina. Já a Nanda veio para fazer o teste comigo e pedi a ela uma improvisação, que ela fez e passou.

VV – Em Sonhos Roubados, há também a presença de diversos nomes de destaque do cinema e da televisão brasileira, como a Marieta Severo, o Ângelo Antonio, o Daniel Dantas e o Nelson Xavier, por exemplo. Como eles entraram no filme?

Sandra – Algumas das pessoas que fazem parte do filme eu já tinha em mente quando comecei o projeto. Com o Ângelo (Antonio), por exemplo, eu já queria trabalhar fazia tempo. Ele é ótimo e eu gosto muito do trabalho dele. Eu achei que ele faria um bom pai para a Daiane (Amanda Diniz), pois ele é jovem. A Marieta (Severo) e eu conversamos bastante antes dela entrar em Sonhos Roubados. Ela interpreta a Dolores, uma cabeleireira que fica amiga da Daiane e ganha destaque. Marieta tinha muito medo de fazer a Dolores parecida com a Dona Nenê de A Grande Família, já que ambas as personagens são cabeleireiras e ela não queria que isso acontecesse. Então, mexemos bastante no roteiro e adaptamos tudo para que a personagem dela não ficasse em nada parecida com a que ela faz na TV.

VV – E o resultado disso ficou nítido no filme.

Sandra – É verdade. Não há nada de parecido entre as duas personagens. A Marieta criou duas personalidades totalmente diferentes, ficou muito bacana mesmo.

VV – Como você completou o time de atores?

Sandra – O Nelson (Xavier) é outro ator com quem eu há tempos queria trabalhar. Ele trouxe para o papel, Seu Horácio, avô de Jéssica, o que eu buscava, um toque verdadeiro. O Daniel (Dantas) foi um caso à parte, já que ele interpreta um personagem complicado, o Tio Pery. Eu tinha que colocar um pedófilo na história, fazia parte do roteiro, e o Daniel tem um jeito meio tranquilo, um olhar mais inocente e dócil. Eu não queria um homem com cara de mau para isso, tem que ser alguém com cara de bonzinho, que não deixe essa maldade transparecer.

VV – O seu roteiro é baseado no livro As Meninas da Esquina (Editora Record), de Eliane Trindade. Como surgiu a ideia de adaptar o texto para o cinema?

Sandra – O filme não é uma transcrição do livro. Na verdade, o material da Eliane Trindade serviu como inspiração, como base, para o roteiro que eu escrevi. Peguei as meninas que ela retrata no livro dela, olhei o que tinha de melhor e que poderia ser filmado, mas que não deixasse o filme pesado demais – o livro é muito forte e tem coisas que não poderiam ser passadas para as telas. Tem coisas que no texto são permitidas, mas que em filme não podemos traduzir.

VV – E quando surgiu a ideia de fazer este filme?

Sandra – O pensamento veio quando eu estava terminando de filmar um documentário chamado Meninas, em 2006, cujo tema é a gravidez precoce. É um documentário que foi exibido até em Berlim, estava no programa Panorama. E eu estava envolvida na produção e quis conhecer melhor esse mundo, então me aprofundei mesmo, coloquei uma lente de aumento nesse assunto. Mesmo porque os filmes atuais só falam dos meninos que vivem nesse universo, quase ninguém mais fala das meninas das favelas.

VV – Em sua carreira, você trabalhou histórias muito diferentes, em gêneros diferentes, como Cazuza – O Tempo Não Para (2004), Amores Possíveis (2001) e Pequeno Dicionário Amoroso (1997). Podemos dizer que essa diversidade é sua marca?

Sandra – Sim. Eu adoro esta variedade. Eu não gosto de me repetir, entende? Apesar de eu sentir que em Sonhos Roubados eu esteja me repetindo, já que resgato um tema em que já trabalhei em documentário.

VV – Sonhos Roubados tem mesmo um ar documental, com uma comunidade real como cenário. Onde o filme foi rodado?

Sandra – Filmei em Ramos e em Curicica, no Rio de Janeiro.

VV – Foi difícil conseguir filmar nessas comunidades?

Sandra – Não, pelo contrário! O pessoal me recebeu super bem, foi maravilhoso. Posso dizer que a melhor parte do processo de desenvolvimento desse filme foi a filmagem nesses locais.

VV – Essa boa recepção pode ser considerada um toque especial no filme? Um diferencial?

Sandra – Sim, as pessoas contribuíram muito para o filme. Todos os figurantes são das comunidades onde filmamos. Todo o cenário é verdadeiro, não construímos nada. Os bares, os lugares onde acontecem as festas, enfim, tudo de verdade. Acredito que a soma disso deu a veracidade que era necessária ao filme.

VV – Como você captou recursos para realizar Sonhos Roubados?

Sandra – Eu ganhei um edital do BNDES e um da Petrobrás. Também tive grandes aliados, verdadeiros parceiros, que foram a Bayer Shering Pharma, a Oi e a Childhood, uma ONG ligada à proteção da juventude, relacionada ao combate á exploração sexual, à violência contra a mulher, a esses tipos de crimes. Quem é a maior representante dessa organização é a Rainha da Suécia, a Sílvia.

VV – O fato de ter uma ONG patrocinando o filme pode hastear uma bandeira em prol dessa causa?

Sandra – Não, não uma bandeira. Na ONG me ajudaram a olhar melhor para essa questão também, sabe? Não devemos olhar para essas meninas com pena, não quero dizer isso. Eu mostro a vida delas. É claro que a dureza machuca os olhos. Elas vivem o presente e só, não pensam no futuro. A meta aqui é entender o resultado da falta de possibilidades que elas vivem. Elas lidam com o momento, com as necessidades imediatas, então fazem o que precisam para sobreviver. Mas qual o futuro delas? Um outro aspecto muito interessante é a união entre as três protagonistas, já que elas estão sempre um ao lado da outra nas situações. Elas não têm uma estrutura familiar para garantir a segurança delas e acabam tendo apenas as amigas como apoio. Podemos dizer que Sonhos Roubados também é um filme sobre a amizade.

VV – A amizade entre as meninas acaba sendo o fio que conduz a história, então?

Sandra – Isso mesmo. O filme começa com as três juntas e termina com elas reunidas. A amizade entre elas é o que une as histórias.

VV – Como a Europa Filmes entrou na produção para fazer a distribuição do filme?

Sandra – Conversei com o Wilson Feitosa, diretor geral da Europa Filmes, quando o filme já estava pronto e estivemos juntos pouco antes do Festival do Rio. Ele assistiu ao filme, gostou e resolveu distribuir.

VV – Há algum material especial preparado para quando Sonhos Roubados chegar em DVD?

Sandra – Tem o making of, trailer e uma série de takes que separamos durante a produção do filme e que devem entrar no DVD. Meus filmes sempre têm o making of e uma série de materiais extras. E quem fez o making of de Sonhos Roubados foi minha filha, então, esse não vai faltar.

 

Símbolo de mudança

Há vinte anos vinha abaixo um dos maiores monumentos que representavam um triste período da História recente da humanidade. O Muro de Berlim se foi e não deixou saudades


A Segunda Guerra Mundial devastou a Alemanha. Sobre os escombros da cidade e de sua população, os países vencedores do conflito dividiram a capital germânica em duas partes, sendo que os capitalistas EUA, França e Inglaterra ficaram com o lado Ocidental e a socialista ex-União Soviética levou a parte Oriental. Com dois regimes de governo totalmente distintos, o povo também se viu em uma situação dramática. Durante a madrugada do dia 13 de agosto de 1961, o governo comunista ergueu um muro com mais de 60 quilômetros de extensão, separando os dois lados da cidade e deixando famílias e amigos – e a cultura de um povo – divididos. A volta da paz aconteceu em 9 de novembro de 1989, quando já era mais possível conter a quantidade de pessoas que queria sair da miséria do lado Oriental e buscar uma vida melhor no Ocidente da cidade. O estopim da queda foi um evento mal-sucedido realizado pelo governo socialista, noticiando a abertura dos portões para o livre trânsito entre as duas partes de Berlim. A confusão começou quando os militares que guardavam a divisa foram abordados por milhares de pessoas e eles não sabiam da notícia, impedindo a passagem de todos. Com a força da multidão, o “Berliner Mauer” desceu e colocou fim à separação de mais de 28 anos da capital alemã.

As comemorações de tão importante aniversário, celebrado por mais de 100 mil pessoas em um grande evento que, mesmo sob chuvas, não parou por um momento. Com apresentações musicais e discursos de autoridades políticas, o show mostrou o quanto o povo valoriza sua liberdade. Aproveitando o momento, Ver Video separou alguns filmes que têm como cenário o Muro de Berlim e o momento tenso pelo qual os alemães passaram em seu período pós-Segunda Guerra Mundial. Também separamos algumas produções que falam sobre a Guerra Fria, conflito que serviu de motivação para tal separação. Não deixe de ver! (A. Cavallini)

Cicatriz na cidade deixada no local em que o Muro foi erguido. É passado...

Para saber mais sobre o assunto…

…Filmes sobre a vida na Europa na época em que existia o muro e sobre a Guerra Fria, não perca!

A Vida dos Outros (Europa): Durante os anos 80, o Ministro da Cultura acaba se interessando por uma atriz popular que é casada com um importante intelectual. Logo, o político os acusa de serem contrários às idéias comunistas propagadas pelo governo e um agente do serviço secreto é escolhido para observar o suposto casal de traidores. O enviado acaba se envolvendo com a vida deles e a descobre cada vez mais interessante.

Adeus, Lênin! (Sony): Na Europa dos anos 80, Christiane Kerner, uma militante humanista criada na Berlim Oriental, ainda teima em defender o socialismo apesar de hoje viver do outro lado do muro, literalmente. Uma agressão a leva ao estado de coma e assim fica Christiane por vários anos. Quando recupera a consciência, o muro de Berlim já caíra e a realidade de sua cidade e de todo o continente mudaram sensivelmente. Os médicos acham melhor poupá-la do choque com as “novidades” e seu filho, Alex, não mede esforços para dar à mãe a impressão de que tudo estava igual como era antes do coma. Ele providencia desde produtos de consumo típicos da Alemanha Oriental até uma encenação para suavizar o impacto.

Um Amor Além do Muro (Art Filmes): Verão de 1961, quatro meses antes da construção do Muro de Berlim. Siggi, um jovem de 20 anos, chega a Dresden para tentar a vida como cenógrafo. Lá conhece Luise, uma jovem escritora cujo trabalho é proibido na Alemanha Oriental, e seu marido Wolle. Juntos eles conhecem a boate A Cacatua Vermelha, onde são apresentados à música proibida do ocidente: o rock’n’roll.

K-19: The Widowmaker (Universal): Em 1961, os soviéticos lançam ao mar o seu primeiro submarino nuclear, o K-19, na esperança de fazer frente ao poderio atômico americano, já estabelecido nas redondezas de Moscou e Leningrado. Além de ter sido acabado às pressas, o submarino encara uma rixa entre o capitão Polenin, que montou a tripulação, e o capitão Vostrikov, que alcançará proporções perigosas em alto-mar, quando o K-19 será levado aos seus limites. Um vazamento no reator da embarcação, porém, colocará todos em perigo e deixará as diferenças entre os capitães mais vivas do que nunca. Baseado em fatos reais.

Treze Dias que Abalaram o Mundo (Europa): O mundo inteiro correu um sério risco durante 13 dias do mês de outubro de 1962, quando os EUA estiveram bem próximos de declarar guerra à extinta URSS, que tinha mísseis em Cuba. Durante esse breve, porém intenso período, o presidente John Kennedy, seus assessores e o serviço de inteligência não descansaram um só segundo antes de tentar debelar esse impasse político que poderia convergir na III Guerra Mundial.

Jogos do Poder (Universal): Filme surpreendente e político, baseado na história real de um congressista norte-americano que negocia uma aliança com o Afeganistão durante a invasão soviética ao país nos anos 80. Para tanto, escalou um elenco de estrelas que conta com Tom Hanks no papel principal, e ainda Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman. Tom é Charlie, um político mulherengo e polêmico que, apesar de eleito varias vezes para o cargo, não tem grande relevância no cenário geral. Quando os russos entram no Afeganistão, com a ajuda de uma mulher e um agente da CIA, ele começa a tomar a frente em uma negociação que depois teria graves consequências.

O Sol da Meia-Noite (Sony): Nikolai Rochenco, um bailarino russo que abandonou o lado oriental da Alemanha há oito anos, está em um avião sobrevoando a Rússia quando uma pane faz com que a aeronave tenha que pousar. A KGB leva Nikolai e avisa que o bailarino está muito ferido e por isso deverá ficar sob custódia deles. Na verdade, a KGB quer que ele fique no país. Para manter o rapaz sob controle, o governo coloca Raymond Greenwood, um norte-americano que vive na escondido Rússia, para vigiar Nikolai. Determinado a escapar, Nikolai conta com sua ex-amante para ajudá-lo a avisar os EUA sobre sua situação. Acuado, Raymond precisa decidir se ajuda o russo ou se o entrega para as autoridades.

A Casa da Rússia (Fox): O inglês expatriado Bartholomew Scott Blair nunca imaginou que seu talento como editor poderia ser útil à Inteligência Britânica, que o “recrutou” para verificar a autenticidade de segredos militares contidos em três notebooks. Apesar de ser fluente em russo e estar acostumado ao modo de vida do país, Blair reage muito mal à autoridade. Com a ajuda de Katya Orlova, ele descobrirá que se envolveu numa trama mais intrincada do que pintam.

Pirataria: Pagando pelos pecados

Posted in cinema,cotidianos,filmes,pensamentos,texto por andre1979 em novembro 24, 2009
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No embalo da regulamentação do uso da Internet no Brasil, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) aprovou que o PROCON multe as empresas de telefonia no caso do descumprimento das determinações aplicáveis no fornecimento de serviços, independente da ação da Anatel. O pivô do caso é a operadora Oi, que não cumpriu o prazo que lhe havia sido dado para a instalação de uma linha telefônica e o consumidor recorreu ao PROCON. Segundo o ministro das telecomunicações, Cesar Meira, sempre que as condutas praticadas no mercado de consumo atingirem diretamente ao usuário final, o órgão de defesa do consumidor tem toda a liberdade para atuar legalmente. Fique de olho e conheça seus direitos, visite http://www.portaldoconsumidor.gov.br e saiba mais sobre o assunto.

Comandos de Verdade

Texto publicado na revista Ver Video, edição 196 (dezembro/09)
Matéria de Capa

Os personagens que fazem história desde a década de 60 e são parte da infância de milhões de garotos ganham vida em versão ‘live action’: G.I. Joe: A Origem de Cobra, da Paramount

Poster internacional do filme G.I. Joe

O nome Comandos em Ação soa familiar? Para quem está chegando aos 30, é impossível não lembrar. O que começou em 1964 como uma série de bonecos, os “action figures”, inspirados em personagens de um programa de TV nos EUA e imitando combatentes militares, ganhou as telinhas na forma de uma animação e tomou de assalto o mundo inteiro. Apesar do nome nacional dado aos personagens ter ficado na memória, os G. I. Joe, como são conhecidos lá fora, hoje são uma marca consolidada (43 anos de história, mais de US$ 20 bilhões em bonecos vendidos) e que ganhou uma adaptação para o cinema, com bastante sucesso. Intitulada A Origem de Cobra, a produção reuniu um time de atores famosos e uma equipe por trás das câmeras de fazer inveja. O ‘casting’ tem Sienna Miller (Baronesa), Channing Tatum (Duke), Dennis Quaid (General Hawk), Marlon Wayans (Ripcord) e até mesmo uma aparição relâmpago de Brendan Fraser. Na cadeira de diretor, Stephen Sommers, que levou a trilogia A Múmia à telona. O roteiro ficou a cargo de Stuart Beatie (30 Dias de Noite), David Elliot (O Observador) e Paul Lovett (Quatro Irmãos). Por fim, a produção é de Lorenzo Di Bonaventura (Transformers: A Vingança dos Derrotados) e um grande time. Não é à toa que levou mais de US$ 300 milhões em bilheterias ao redor do mundo.

A história do filme começa com um grupo de militares especiais dos EUA transportando uma carga de armas especiais, equipadas com nanotecnologia e de enorme potencial de destruição. No caminho, o comboio é interceptado por um grupo terrorista liderado pela Baronesa (Sienna Miller), que quer levar as armas de qualquer jeito. Os soldados, liderados por Duke (Channing Tatum) e Ripcord (Marlon Wayans), são dizimados e os dois sobreviventes ainda lutam para evitar o roubo quando a equipe dos G.I. Joe chega e os ajuda. A dupla resolve, então, que quer entrar no grupo e conhece o General Hawk (Dennis Quaid), que resolve testá-los. Enquanto isso, James McCullen (Christopher Eccleston), dono da empresa que desenvolveu as armas, trama para destruir os G.I. Joe e conta com a ajuda da Baronesa e de um exército de combatentes alterados geneticamente.

Chegando às locadoras em 21 de dezembro, G.I. Joe: A Origem de Cobra tem promoção forte . “Este DVD tem tudo para ser o filme das férias, por sua grandeza e pelo potencial que ele tem de saída nas locadoras. É uma aposta certa!”, afirma Phaena Spengler, gerente de marketing da Paramount. Prova disso é a enorme campanha de divulgação que a produção ganhou. Os anúncios na mídia passam por diversos formatos, desde spots de rádio, propaganda impressa em várias revistas especializadas e marketing on-line (sites e blogs). Quando o assunto é o material de ponto-de-venda, os recursos também são muitos: pôsteres, banners, standees e triedros, afora as muitas cópias de serviço que serão distribuídas aos revendedores. Dez exibições especiais do filme em cinemas já estão marcadas ao redor do País. Tudo isso para que os clientes possam conhecer profundamente o produto e aumentar ainda mais o seu sucesso – e as locações! Também há uma parceria com a Hasbro, fabricante e criadora dos bonecos, que estão divulgando o DVD na embalagem dos brinquedos da franquia. E para fechar com chave de ouro, a Paramount lança uma promoção exclusiva. Na bolacha do DVD de G.I. Joe: A Origem de Cobra, há um código para participar. Quem alugar o filme pode se cadastrar no hotsite (http://www.promocaodvdgijoe.com.br) e concorrer a um notebook. Vale lembrar que a locadora indicada pelo ganhador também leva um prêmio igual.

No embalo do lançamento mundial deste grande filme, o diretor Stephen Sommers e os atores Channing Tatum e Sienna Miller falaram um pouco sobre como foi fazer G.I. Joe: A Origem de Cobra, confira a seguir.

Ver Video – O nome Stephen Sommers já está relacionado atualmente a grandes filmes de ação. Como é lidar com isso, com um elenco de nomes famosos e muitos efeitos especiais? Você se estressa muito?
Stephen Sommers – Eu fico bastante estressado, mas não com as pessoas. Quando estouro, é comigo o problema e encaro isso dessa forma. Depois que o roteiro ficou pronto, a equipe de seleção de elenco sentou-se comigo e levantamos as hipóteses. Logo de cara já sabíamos que o Dennis Quaid e o Ray Park (Snake Eyes) estariam no projeto. Eu não conhecia a Sienna Miller, que é inglesa e não é muito famosa nos EUA. Mas quando me mostraram os filmes dela, ficou difícil não chamá-la para participar. Ela tem um algo a mais que me chamou a atenção. Os outros foram chegando e se encaixando nos personagens, como o Channing Tatum, por exemplo.

VV – Sienna, você é tão franzina, como foi fazer as cenas de ação da sua personagem? A Baronesa e a Scarlett (Rachel Nichols) travam um duelo à parte no filme.

Um dos colírios para os marmanjos

Sienna Miller – Foi a primeira vez que lutei com alguém em um filme. Eu nunca havia feito um filme de ação antes, então foi tudo novidade. As lutas com a Rachel foram diversão pura. Nos demos muito bem, nos entrosamos em cena. Só que nossa diferença de altura – ela é bem mais alta que eu – não ajudou muito, não!
Channing Tatum – Essas cenas foram um evento à parte! Todo o elenco masculino se reuniu no dia das filmagens para ver de perto a luta entre a Sienna e a Rachel. Foi o único dia em que vi todo o elenco junto ao mesmo tempo!

VV – Channing, é verdade que você sempre foi fã de G.I. Joe, que gosta desde criança do desenho e dos bonecos? Como foi fazer parte do projeto e viver um personagem tão importante na história?
Tatum –
Sim, é verdade! Ao lado de Thundercats, Comandos em Ação era meu favorito. Estar no filme é um sonho realizado. Meu personagem favorito não era o Duke, era o Snake Eyes. Então, estar no set, com toda aquela parafernália em volta e ver o Snake lá, ao vivo, na mesma cena em que eu estava, parecia mesmo um sonho. O Duke é um soldado de verdade e no filme podemos ver como a história dele começa no grupo dos G.I. Joe. É muito interessante.

VV – E a história da Baronesa?
Sienna –
É uma vilã, uma mulher em busca de vingança e que tem seus motivos para isso. No filme, podemos ver a causa da revolta dela e o porquê da relação entre ela e o Duke ser cheia de altos e baixos.

VV – Por que toda vilã é tão sexy?

Ele vive o corajoso soldado que entra para a equipe

Tatum – Na verdade, eu não sei. Acho que todo cara sonha em ser maltratado por uma mulher durona e apanhar um pouco (risos). Eu não acertei um golpe nela…
Sienna – Imagino que seja aquele velho clichê da “mulher fatal”, sedutora e perigosa!

VV – Sienna, qual foi sua inspiração para viver a Baronesa? Qual sua vilã favorita?
Sienna –
Com todos aqueles trajes de couro, que não me deixavam sequer andar direito (risos), não é difícil achar inspiração. Eu adoro a Mulher-Gato, acho ela demais.

Atualizando clássicos [nota e entrevista]

A Disney lança a versão em DVD de A Montanha Enfeitiçada, uma nova edição que retoma a história contada em dois filmes clássicos dos anos 70

Duas crianças, Sara (AnnaSophia Robb, de A Fantástica Fábrica de Chocolate) e Seth (Alexander Ludwig, de Seis Signos da Luz), entram no taxi de Jack Bruno (Dwayne Johnson, de Treinando o Papai), um motorista com um passado misterioso, e partem para uma aventura que envolve alienígenas, agentes do governo e cenas de ação alucinantes. Fato é que os dois garotos precisam chegar a um determinado lugar e somente Jack pode ajudá-los a escapar dos vilões que os perseguem. A Montanha Enfeitiçada é um filme que dá uma nova cara a uma história já conhecida pelos fãs da Disney. A trama é derivada das aventuras de Tia e Tony, vividos por Kim Richards e Ike Eisenmann, respectivamente, duas crianças que protagonizaram dois grandes sucessos da Disney no final da década de 70: A Montanha Enfeitiçada (1975) e Perigo na Montanha Enfeitiçada (1978), duas produções que fizeram parte dos filmes inesquecíveis da matine brasileira dos anos 80.

O astro de ação Dwayne Johnson, também conhecido como The Rock, repete a parceria com o diretor Andy Fickerman – os dois trabalharam juntos em Treinando o Papai – e o resultado é um filme agitado que pode ser visto por toda a família.

Confira a seguir um bate-papo realizado por mim por telefone com os dois garotos que protagonizaram A Montanha Enfeitiçada – AnnaSophia Robb e Alexander Ludwig:

Dupla de protagonistas durante première de A Montanha Enfeitiçada

Dupla de protagonistas durante première de A Montanha Enfeitiçada

Ver Video: Como você chegou até o projeto do filme A Montanha Enfeitiçada?
AnnaSophia Robb: Eu conversei com o meu representante e contei a ele o meu desejo de participar de algum filme do Andy Fickman, eu já conhecia o seu trabalho e gostei muito do filme Treinando o Papai, que ele fez em 2007. Quando soube que ele queria conversar comigo sobre a produção de A Montanha Enfeitiçada, quase explodi de felicidade! Enfim, conversamos e eu topei na hora fazer o filme. Fiquei muito feliz.
Alexander Ludwig: Meu empresário já havia conversado com Andy Fickman ainda na época em que Fickman havia dirigido Treinando o Papai, da Disney. Eles conversaram e, quando surgiu o roteiro de A Montanha Enfeitiçada, marcamos um teste. Fui lá, fiz e passei.

VV: Você já havia assistido aos primeiros filmes da série, realizados nos anos 70? Isso fez parte da sua preparação para o trabalho?
AnnaSophia: Eu já havia visto os dois filmes (A Montanha Enfeitiçada, de 1975, e Perigo na Montanha Enfeitiçada, de 1978), e saber que eu estaria no novo capítulo da saga me motivou ainda mais a vê-los novamente. Na verdade, assistir aos filmes não fazia parte da preparação, apenas os laboratórios e as leituras do roteiro, tradicionais. Esse processo foi muito divertido e pude conhecer o Alexander Ludwig lá, nos tornamos grandes amigos. É muito fácil se tornar amiga dele, é uma pessoa muito especial. Isso sem falar no Dwayne Johnson e no próprio diretor, o Andy Fickman.
Ludwig: Como toda criança dos EUA, eu já havia visto os dois filmes há alguns anos. Quando ouvi sobre a possibilidade de fazer um teste e fazer parte do projeto, fiquei muito empolgado em ter a oportunidade de estar em uma terceira parte da história. Na verdade, não nos pediram para assistir aos anteriores. Nossa preparação durou alguns meses e foi até rápida, já que logo começamos os testes de câmera, maquiagem e figurino – sem falar no laboratório com o elenco. Foi tudo muito rápido!

VV: Vocês já haviam trabalhado juntos antes? Vocês tiveram um ótimo entrosamento em cena. Como chegaram a isso?
AnnaSophia: Isso é fruto do nosso trabalho de preparação e da amizade que criamos no set, que levarei para a vida toda. Alex é uma ótima pessoa. Não tem como não gostar dele. Nos tornamos grandes amigos durante as filmagens e isso transparece no filme. Foi amizade à primeira vista!
Ludwig:
Não simpatizei nem um pouco com Anna… Brincadeira! Comigo não foi diferente com relação a ela. Nos comunicamos muito bem e, durante os laboratórios e as filmagens, essa afinidade só aumentou. De fato, nos tornamos bons amigos.

VV: Como foi a convivência com o Dwayne Johnson? E com o restante do elenco?

AnnaSophia: O Dwayne é um cara muito engraçado, muito fácil de trabalhar. Ele fez com que nossos dias fossem muito mais agradáveis, mesmo com a grande quantidade de cenas sendo rodadas no mesmo dia. Ele tem aquele tamanho todo, mas é um grande ator, muito sensível e talentoso. Foi uma ótima experiência. A Carla Gugino é um doce de pessoa e nos ajudou muito nas cenas, o Garry Marshall é uma pessoa muito divertida, enfim, todos os envolvidos contribuíram para um ambiente muito gostoso.
Ludwig: Quem assiste aos filmes do Dwayne e vê o nome “The Rock” se assusta. Não tem como não relacionar a figura dele nas telas com sua imagem pessoal. É pura enganação! Nos bastidores, fora das câmeras, ele é um cara muito simples, simpático e trabalhador, que faz de tudo para que todos estejam confortáveis para trabalhar. Fora isso, é um cara muito profissional, que leva a sério o que faz e se prepara muito para cada cena. Mas sempre com um tempinho para uma brincadeira ou uma piadinha. A Carla Gugino é um doce de pessoa e uma atriz excelente, muito profissional e focada no trabalho. Foi uma grande fonte de aprendizado também.

VV: Vocês estiveram presentes em muitos filmes de sucesso nos últimos anos. Como isso afetou rotina de vocês? Como estão suas vidas hoje?
AnnaSophia: Olha, minha vida mudou muito, não tem nem como comparar com antes desses trabalhos. E a dos meus pais também! Mas eu já me acostumei com isso. A escola que frequento foi super tranquila em adaptar algumas aulas para o meu dia-a-dia, meus amigos também me apoiam muito. Não sei muito bem como serão as coisas daqui para a frente, mas pretendo me dedicar um pouco mais aos estudos nos próximos meses antes de entrar em outro projeto.
Ludwig: Eu assino embaixo! Tudo é diferente. Não somos estrelas de Hollywood, mas nossos rostos estão ficando conhecidos. Têm paparazzi em todo o lugar e temos que sempre vigiar nossos passos. Tirando isso, o trabalho nem sempre colabora com os horários da escola. Então, depois que terminei Os Seis Signos da Luz, em 2007, tirei um tempo para colocar os estudos em ordem. Neste ano, pude voltar a trabalhar e fazer A Montanha Enfeitiçada sem ter que me preocupar em me formar. Dá-se um jeitinho para fazer as coisas darem certo.

VV: Vocês pretendem fazer faculdade? Continuarão na área de cinema?
AnnaSophia: Ainda não sei bem o que vou fazer. Sei que atuar é o que quero da minha vida, mas se isso quer dizer ir para a faculdade, não sei. Ainda estou no segundo ano do Ensino Médio, então, ainda tenho tempo para me decidir. Quero fazer isso com calma.
Ludwig: Eu quero seguir carreira de ator. Não tenho pretensão de me tornar um cineasta. Não agora. O que devo fazer é me especializar como ator e deixar as coisas fluírem. Se meu destino for o cinema e portas se abrirem para trabalhar atrás das câmeras, que seja! E também quero ser um “rockstar”! (risos)

VV: Estamos ansiosos para ver a versão em DVD e Blu-ray de A Montanha Enfeitiçada. Vocês podem nos adiantar o que há de material adicional nesta versão?
AnnaSophia: Olha, eu sei que temos várias cenas de bastidores, muitas cenas deletadas e erros de gravação, além de clipes musicais do filme. Não sei se esse material chegará às versões brasileiras, mas creio que deve ter muito mais coisas bacanas no Blu-ray também.
Ludwig: Eu digo o mesmo. Há várias cenas de bastidores, como erros de gravação e cenas que acabaram sendo editadas (ou cortadas) na sala de edição, por motivos diversos. São materiais muito divertidos e interessantes. De resto, não sei dizer o que planejaram. Estamos tão curiosos como vocês!

VV: Dos filmes em que vocês trabalharam, quais vocês destacariam como seus favoritos? Algum que não gostaram?
AnnaSophia: Eu não gosto de me ver na tela, sabe? Mas posso dizer que um dos filmes que fiz e que foi muito importante para minha carreira e que posso sentar e assistir, sem problemas, é o A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005). Adorei fazê-lo. Meu papel não é de protagonista, mas me colocou em evidência no mundo do cinema e foi muito divertido de ser realizado. Contudo, o filme que mais tenho orgulho de ter feito é o Sleepwalking (2008). Nele, pude me realizar como atriz, foi o mais profissional, por assim dizer.
Ludwig: Os maiores filmem em que participei foram o Os Seis Signos da Luz e A Montanha Enfeitiçada. Não tenho muitos parâmetros como a Anna (risos), mas posso dizer que me diverti – e aprendi – muito com esses dois grandes sucessos.

VV: Algum novo projeto no horizonte?
AnnaSophia: Tenho vários projetos em vista, mas quero me dedicar um pouco mais aos estudos nos próximos meses. Ainda estou avaliando bem o que quero fazer em seguida.
Ludwig: Ainda não sei o que me aguarda. Também estou planejando me formar no colegial e entrar na faculdade. Se pintar algo nesse meio-tempo, vou considerar junto com meu agente e minha família e veremos!

Nota publicada na edição 194 (setembro, 2009) e entrevista publicada na edição 196 (novembro, 2009) da revista Ver Video.

Bate-papo com Hector Babenco

Saudações,

Depois de oitenta anos sem postar (!), resolvi voltar a colocar nesta página os textos que escrevo para a revista em que trabalho. O texto a seguir é fruto de uma entrevista que fiz em julho com o grande cineasta Hector Babenco, responsável por pérolas do cinema internacional, como Pixote – A Lei do Mais Fraco e Carandiru, citando apenas alguns. O mote do nosso bate-papo foi o lançamento em DVD de algumas de suas obras. Confira e comente!

OBS: O material abaixo é a primeira versão da entrevista e não está editado. O texto sofreu grandes “adaptações” para ser publicado, portanto, quem ler a versão impressa sentirá grande diferença entre os dois.

Lançamento pela Europa Filmes

Lançamento pela Europa Filmes

Histórico e restaurado

Considerado um marco do cinema nacional, Pixote – A Lei do Mais Fraco está sendo lançado em DVD pela Europa Filmes e o diretor Hector Babenco bateu um papo com Ver Video sobre o assunto

O ano de 1981 foi marcante para o cinema brasileiro. Foi nele que o cineasta Hector Babenco levou paras telas uma obra-prima: Pixote – A Lei do Mais Fraco. O filme emocionou e chocou platéias e ganhou diversos prêmios, sendo, inclusive, indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, em 1982. A produção conta a história de um menino pobre, que vivia nas ruas e vai parar na FEBEM, onde faz amigos e volta para o crime depois de se envolver com um traficante e uma prostituta, o que leva a um final trágico.

O tempo passou, o filme chegou às prateleiras nacionais em VHS e continuou sua bem-sucedida jornada pela cultura brasileira. Quando a “Era do VHS” acabou e o DVD se tornou a mídia do momento, Pixote ficou esquecido e não foi lançado… Até agora! A Europa Filmes lançará, ao longo dos próximos meses, diversos filmes de Babenco e o primeiro da lista é justamente este, que marcou época. A versão para locação, que chega agora em setembro, no dia 9, não terá material extra (que será adicionado para o lançamento no varejo, em 2010), mas conta com uma versão totalmente restaurada, um verdadeiro trabalho de arte, como nos conta o próprio diretor Hector Babenco, em um bate-papo exclusivo.

Ver Video – O senhor tem uma longa carreira e diversos filmes lançados nos cinemas. Porém, poucos desses filmes chegaram ao DVD. Por que o senhor demorou tanto para lançá-los?
Hector Babenco – Todos os meus filmes mais antigos saíram em VHS e nunca mais foram editados. Eu recebi várias propostas para relançá-los, mas eu nunca me senti seguro para fazer isso com elas empresas que me procuraram. Havia muitas lojas pequenas, a pirataria estava crescendo muito nas locadoras, ainda no VHS. Fui deixando o tempo passar e não me interessei mais por isso. Quando chegou o DVD, lancei os filmes novamente, mas não reeditei mais nenhum, esperando surgir uma grande oportunidade para lançar todos os meus filmes, inclusive os americanos, entende? E foi o que eu consegui fazer agora com a Europa. Com ela, não estou lançando apenas os filmes, mas também os making ofs, que foram sendo produzidos ao longo do tempo. Por exemplo, o de Pixote, que levou quatro anos para ser feito e tem entrevistas com todo mundo, e o de O Beijo da Mulher Aranha, que levou oito anos para ser concluído. Rodamos o mundo inteiro entrevistando pessoas, inclusive o autor do livro, que já morreu. São histórias fantásticas que acompanham o DVD.

VV – Os filmes foram todos restaurados, remasterizados, para o lançamento em DVD, certo? Como foi o processo?

Babenco – Correto. Os negativos já haviam sido muito manuseados, estavam muito gastos, muito velhos. Nós restauramos todos os filmes digitalmente, quadro por quadro, refez o som de todos eles, que agora estão em Dolby 5.1. A cópia do Pixote – A Lei do Mais Fraco que vocês poderão ver no DVD está melhor que a original que lançamos no cinema, nos anos 80. Não foi apenas uma rematerização deles, foi um processo de restauração mesmo, algo artístico, que deu muito trabalho. É importante que se saiba isso.

VV – Sobre o material adicional que chegará com os DVDs que serão distribuídos no varejo, o senhor já os havia feito na época do VHS ou são informações reunidas e produzidas mais recentemente?

Babenco – Os dois. Na verdade, reunimos um material que fomos produzindo na época e fomos adicionando coisas com o passar dos anos. Tem muito material que é amador mesmo, que foi capturado nos bastidores na época e que fomos melhorando para lançar agora.

VV – Com relação aos filmes mais recentes do senhor, como O Passado e Carandiru, que já foram lançados em DVD, haverá algum material adicional inédito para eles?

Babenco – Não produzimos nada de diferente, temos apenas os making ofs mesmo.

VV – O senhor poderia apontar quais dos filmes do senhor que estão sendo lançados e que teriam mais destaque para o público?

Babenco – Olha, o Pixote é considerado um dos 100 melhores filmes da história do cinema, um verdadeiro clássico. Acredito que ele seja tão importante quanto um filme de Antonioni, de Truffaut, Bruñel, que já foi visto no mundo todo. Por isso, acho que ele se destaca. Também tem O Beijo da Mulher Aranha, que foi muito comentado internacionalmente. Os dois merecem estar na coleção do apreciador brasileiro.

VV – Quais são os próximos projetos do senhor?

Babenco – Estou trabalhando em dois projetos ao mesmo tempo. Um deles se chama A Brasileira e o outro, Cidade Maravilhosa.

VV – Qual deles chegará primeiro? O senhor tem alguma previsão?

Babenco – Na verdade, não! Estou fazendo os dois ao mesmo tempo, estão correndo um atrás do outro. O que ficar pronto primeiro, sai antes. Não estou priorizando um ou outro. Tenho trabalho para os próximos três anos, pode ter certeza! Os dois são longas-metragens. O A Brasileira está sendo rodado bastante na Espanha e o outro, no Rio de Janeiro. Mas ambos estão ainda em processo de pré-produção.

VV – Com relação ao Blu-ray, o senhor tem planos de lançar os seus filmes nesta nova tecnologia no Brasil?

Babenco – O filme O Beijo da Mulher Aranha já saiu em Blu-ray nos EUA. Não pensei em lançar assim aqui no Brasil, ainda. Acredito que a tecnologia ainda está sendo absorvida lentamente aqui, mas quem sabe? Vamos ver.

VV – O que o senhor pensa deste grande mercado cinematográfico que está se abrindo no Brasil, com vários grandes títulos fazendo sucesso, a comédia em especial?

Babenco – As comédias sempre reinaram. Desde a época da Atlântida, das chanchadas. O povo brasileiro é um povo muito feliz, mesmo com todas as dificuldades que enfrenta na vida. Sempre há uma coisa pícara, uma coisa sensual, que acaba funcionando no Brasil. Acredito que é por isso que os filmes mais cômicos que estão saindo caem no gosto do público. E eles também se aproximam muito do que se vê na televisão, o que motiva também as pessoas a irem ao cinema. Ainda há o apelo mais erótico e sensual, que a televisão não pode mostrar e que instiga o público a ver isso também. Mas não é só a comédia. Veja o Carandiru, por exemplo. Não é uma comédia e fez muito mais sucesso que vários destes filmes que estão estourando hoje. Eu diria que o público brasileiro é muito sábio, que escolhem os filmes a que assistem. O Divã é um bom filme, o A Mulher Invisível é uma ideia genial, Se Eu Fosse Você é muito bem feito. Não apenas por serem divertidos, mas por serem ótimos filmes é que fazem sucesso.

VV – O senhor acredita que essa é apenas uma fase passageira do cinema no Brasil ou podemos esperar que seja uma situação duradoura a procura do público pela produção nacional? A gente continuará vendo filmes brasileiros melhores e com maior resposta do público?

Babenco – Acredito que o público seja como clientes de loja, que sai em busca daquilo que lhe agrada mais e, quando encontra, volta sempre. Se você é bem atendido e se sente feliz com isso, certamente vai voltar lá. O mesmo funciona com os filmes. O mito de que filme brasileiro é chato, mal feito, que não tem o som bom, já caiu. Nossas produções estão tão competitivas quanto as estrangeiras, nosso áudio é tão bom quanto o deles. E estamos em alta no mercado hoje. Temos que aproveitar essa onda e mantermos o nível alto por aqui.

Entrevista realizada por André Cavallini

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