Pensamentos Cotidianos, por André L C Ferreira


Protegido: Aula de 07 de fevereiro de 2009 – parte 1

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A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa – parte 1 [EM REVISÃO]

[ESTE POST ESTÁ SENDO REVISADO E LOGO SOFRERÁ ALTERAÇÕES]

A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa – parte 1

A Língua Portuguesa é muito complexa e divide-se em diversos tipos de estruturas, tendo inclusive com hierarquia determinada. Porém, é muito mais bonita que qualquer outra, principalmente as sintéticas, como o Inglês, por exemplo. Deixando de lado a declaração anterior sobre a beleza do nosso idioma e continuando com a explicação, podemos classificar as estruturas gramaticais da seguinte forma: Morfemas, Vocábulos, Sintagmas, Oração e Período. Além destes, há a separação da língua em outros três segmentos: Fonologia, Morfologia e Sintaxe. A seguir, entrarei em detalhes sobre cada um destes itens e a relação entre eles.

Morfema: é a menor unidade com significado gramatical ou semântico em que se pode segmentar uma palavra. Trocando em miudos, os morfemas são os segmentos em que podemos dividir uma palavra, ou seja, através da definição deles, podemos determinar o gênero, o número e o grau de um vocábulo, sua família, origem e muitas outras informações. Através dos elementos mórficos é que realizamos a chamada análise mórfica. E como fazemos esta divisão? Quais são os tais elementos mórficos? Simples. Os morfemas podem ser divididos em quatro unidades diferentes: radical, desinência, vogal temática e afixo.
Radical: é o elemento mórfico funciona como base do significado. É o elemento comum entre palavras da mesma família. Ex.: ferro, ferreiro e ferragem. O radical das três palavras anteriores é ferr.
Desinência: é o elemento mórfico que se apõe ao radical para criar as flexões das palavras (gênero, número etc.). Pode-se ter duas desinências diferentes: nominal e verbal.
A desinência nominal indica o gênero e o número dos nomes (substantivos, em geral). Por exemplo, veja a palavra meninas. Em meninas, o a e o s indicam as desinências nominais de gênero (a) e de número (s). Mas tenha cuidado. Nem sempre o aparecimento de uma vogal no final de um vocábulo indica sua desinência nominal. No caso das palavras mesa e livro, por exemplo, não são diferenciais. As vogais a e o ao final das duas palavras não indicam oposição de gênero, como nos casos de menina e menino.
Falando sobre desinência verbal, os morfemas indicam as informações relativas ao tempo, ao modo, a pessoa e o número. Por exemplo, em cantávamos, nota-se que o radial (visto no item anterior) é cantá. Com isso, sobram duas partículas: va e mos. A primeira delas, va, é a desinência verbal modo-temporal, ou seja, através dela podemos determinar o tempo e o modo do verbo. Já a outra partícula, mos, indica a pessoa e o número, a desinência verbal número-pessoal. No caso, primeira pessoa do plural.
Vogal temática: a vogal temática é aquela que, em determinados casos, junta-se ao radical da palavra antes da desinência. Veja os exemplos: cant a va, part i sse, mar e s, luz e s. As vogais em negrito aparecem tanto em verbos quanto em nomes, o que nos mostra que as vogais temáticas podem ser nominais e verbais. No caso de mares e luzes, as vogais temáticas nominais agregam-se à raiz das palavras e preparam-nas para receberem a desinência que indica o plural. Apesar da explicação floreada, o assunto é bem símples. Uma regrinha que facilita a identificação das nominais é notar que estas vogais, que são átonas, não indicam a alternância entre masculino e feminino, logo, passam a ser temáticas nominais. Tranquilo? Finalizando o assunto vogal temática, quanto são unidas a verbos, estas vogais temáticas indicam a conjugação à qual o verbo pertence. Ex.: cantar, vender, partir.
OBS 1: Quando o radical de uma palavra, verbo ou nome, une-se a uma vogal temática, forma um tema e está pronto para receber uma desinência ou sufixo.
OBS 2: Os nomes (substantivos, em geral) terminados em vogal tônica, ao invés de átona, não apresentam vogal temática. Ex.: maracujá, café, bambu.
Afixo: é o elemento mórfico que se agrega ao radical, formando uma nova palavra. Os afixos podem ser de dois tipos: prefixos e sufixos. Os prefixos vêm antes do radical, como em infeliz e desleal. Já os sufixos vêm depois do radical, como em felizmente e lealdade.

Para finalizar a primeira parte, além dos elementos descritos acima, determinadas palavras podem ter vogais e consoantes de ligação. Estes elementos não possuem significado, mas são facilitadores da pronúncia. Vejam os exemplos: gasômetro e cafeteria.

Nos próximos dias, colocarei aqui as outras partes. A parte 2 de A Estrutura Gramatical da Língua Portuguesa será focada em Vocábulos.

Um abraço e até o próximo post.

Aonde ou onde?

Posted in aonde e onde,cotidianos,gramática,pensamentos,texto,Uncategorized por andre1979 em setembro 8, 2008
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Saudações,

Depois de algumas semanas (ou meses?) volto a postar um artigo sobre gramática. O tema da vez é a diferença entre usar onde e aonde dentro dos textos. Veja a seguir:

AONDE – É utilizado quando usa-se um verbo que indique movimento, como os verbos ir e conduzir. Exemplos: Aonde ele foi? / Aonde nos conduzirão estas políticas?

ONDE – Indica permanência. Exemplos: Onde ele está? / Encontrou os livros onde lhe indiquei. / Onde passaremos o dia?

Uma dica interessante para determinar quando usar qual é deles é fazer algumas substituições. Por exemplo, para saber-se quando utilizar AONDE, substitua por A QUE LUGAR. Já ONDE pode ser substituído por EM QUE LUGAR.

Fácil, não?

A fonte, como sempre, é o Manual de Redação e Estilo, de Eduardo Martins.

Um abraço e até o próximo post!

O uso do hífen, caso 1 – junto de ‘anti’

Posted in gramática,hífen,texto por andre1979 em maio 13, 2008
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Saudações,

O uso do hífen sempre foi um problema sério. Perguntas do tipo: quando usar, como usar, esta palavra precisa de hífen? Pois, para tentar dirimir tais questões típicas do ser humano normal e usuário da linguagem escrita, escrevo este texto sobre o tema. Como há diversos usos para o dito ‘tracinho’, dividi o tópico em diversos posts. Para inaugurar o assunto no blog, vou direto ao causador de tal situação que mencionei acima: o uso do hífen junto ao prefixo ‘anti’.

OBS: Se você não sabe o que é um prefixo, nem continue lendo. Vá ao dicionário, busque o significado do verbete e depois volte aqui, combinado? OU Mande-me um e-mail e posso explicar, numa boa.

Continuando.

A regra para o uso deste sinal gráfico aliado ao prefixo mencionado é bastante simples, apesar de causar confusão. O ideal é memorizar quais as letras que a palavra que recebe o prefixo deve iniciar-se e que precisam do hífen. De acordo com o Manual de Redação e Estilo do jornal O Estado de São Paulo, de autoria de Eduardo Martins, qualquer palavra cuja primeira letra seja r, s ou h e for precedida por ‘anti’ deve receber o hífenEx.: anti-semita; anti-rábico; anti-séptico; anti-histamínico.

Ocorrem outros casos, porém, há algumas observações a serem feitas. Quando estamos falando de uma idéia adversativa, ou contrária, em português mais claro, substituindo a palavra ‘contra’, o hífen é necessário. Ex.: anti-Bush; anti-Clinton; anti-EUA.

Em breve postarei mais textos sobre o uso do hífen em outras situações.

Até o próximo texto!

Um abraço,

Tirando dúvidas #1 – Concordância para ‘Águas Passadas’

Posted in concordância verbal,gramática,texto por andre1979 em abril 18, 2008
Tags: , ,

Saudações,

Hoje recebi um comentário muito interessante do Josué. Antes de mais nada, obrigado pelo elogio. Fico contente que você esteja gostando do blog. Sobre sua dúvida, fiz uma pequena pesquisa e estes são os resultados. Acredito que era isto que você queria saber.

A expressão ‘águas passadas’, de acordo com o Manual de Redação e Estilo, de Eduardo Martins, sempre deve ser utilizada no plural. Especificamente, no caso da sua dúvida, o problema seria a concordância do verbo com a expressão, certo? Ainda de acordo com o Manual, a primeira regra de concordância verbal indica que o verbo sempre deverá concordar com o sujeito ao qual se refere. A oração que você me enviou como exemplo era: ‘isso é águas passadas’. Neste caso, a concordância está correta. O sujeito do período é ‘isso’, acompanhado do verbo de ligação ‘é’ e do predicativo do sujeito ‘águas passadas’. Pode parecer estranho que ‘isso’ seja indicado como o sujeito. Se é ‘isso’ que te perturba (perdoe o trocadilho!), o pronome está funcionando como repetição de outro termo que ficou implícito no contexto, suprimindo uma repetição. Vou exemplificar para ficar mais simples:

‘A concordância verbal sempre foi um problema para mim até que descobri a solução. Agora, isso é águas passadas.’

Veja que a concordância é feita entre o sujeito e o verbo, independentemente da expressão seguinte ser singular ou plural. O termo ‘isso’ está se referindo à idéia do problema com a concordância, que estava presente na oração anterior – que é singular, também, como o pronome. Se você quiser usar o verbo no plural, não tem problema. Todavia, será preciso fazer uma adaptação na oração para que não haja problemas de concordância. Devo concordar que fica muito estranho aos olhos o verbo aparecer no singular e o predicativo ser uma forma plural, mesmo sendo uma expressão idiomática ou popular. Apesar de correto, soa estranho mesmo. Nada é perfeito, não é? Para tentar ‘suavizar’ esta estranheza, tentemos o seguinte:

‘As concordâncias sempre foram um problema para mim até que descobri a solução. Agora, estas são águas passadas.’

Melhorou?

Bom, Josué, espero ter ajudado a sanar sua dúvida. Sinta-se livre para comentar ou me mandar um e-mail com suas dúvidas. Terei imenso prazer em ajudá-lo.

Um abraço e até o próximo texto!

17/04/2008 – Regências

Saudações,

Hoje de manhã, quando fui verificar as estatísticas deste blog, tive uma ótima surpresa. O número de visitas do dia de ontem, 16 de abril de 2008, foi o maior durante estes quatro meses de existência. Esta página já teve mais de 1.300 acessos até ontem e isto me deixa muito contente. Obrigado a quem lê, gosta e faz uso do que exponho neste espaço. Muito obrigado!

Ainda com base no que vi nas estatísticas, notei que esta página foi acessada diversas vezes por causa de mecanismos de busca, tais como google, e uma das tags (palavras-chave) mais procuradas foi ‘o que são regência verbal e nominal’. Infelizmente, estas informações ainda não estavam disponíveis neste blog. Até agora. Para ajudar a solucionar estas dúvidas, o texto a seguir será breve, porém, explicativo sobre tal temática. Faço votos de que as informações sejam úteis para o leitor.

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Regência Verbal e Regência Nominal

Antes de mais nada, é necessário saber o significado da palavra regência quando nos referimos à gramática. De acordo com o dicionário Houaiss, regência, significa a relação de dependência entre os termos de uma oração ou as orações de um período. As definições de oração e período são bem simples, porém, não tratarei delas agora. A definição do Curso Prático de Gramática, de Ernani Terra, para regência indica quase o mesmo que o dicionário, porém, de uma forma um pouco mais simples: Regência é a parte da gramática que trata das relações entre os termos da frase, verificando como se estabelece a dependência entre eles. Fiquemos com a segunda explicação.

Tendo como ponto de partida a explicação de Ernani Terra, as relações de depndência entre os termos de uma frase, oração ou entre orações podem ser classificadas como verbais ou nominais, dependendo do termo em análise. Para começarmos a falar sobre os tipos de regência, vamos conhecer o nome dos termos. O termo que pede o complemento é conhecido como regente. Seu complemento é conhecido como regido. Estes nomes servem tanto para o caso verbal quanto para o nominal.

Chamamos de regência nominal a situação na qual o termo regente é um nome. Por ‘nome’ entenda um substantivo, que pode aparecer na forma de sujeito, objeto direto ou indireto, predicativo, entre outros. Veja no exemplo:

Ex.: Os amigos tinham necessidade de apoio. – O termo regente é o substantivo necessidade e seu termo regido é apoio.

A denominação regência verbal é aplicada quando a análise se refere ao verbo como termo regente. O exemplo ilustra isto.

Ex.: Os amigos necessitavam de apoio. – O termo regente é o verbo necessitar e seu termo regido também é apoio.

OBS: Veja que nos dois exemplos são apresentados como termo regente palavras parecidas, com o mesmo radical (necess-), mas com funções diferentes. No primeiro exemplo, a forma substantivada – um nome. Já no segundo, a forma verbal – um verbo. Espero que isto não confunda o leitor. Caso haja alguma dúvida, mande-me um e-mail, OK?

Infelizmente, não há muito o que explicar sobre regências, especificamente. Em linhas gerais, a teoria está dada. Em cada caso, de um verbo ou de um substantivo, em especial, seria necessário desenvolver uma listagem de cada caso, de cada regência, de cada aplicação. Para acabar com estas dúvidas, consulte os dicionários específicos de regência nominal e verbal. Tenho como hábito consultar os publicados por Celso Pedro Luft. Para quem é estudante, fica mais fácil ir à biblioteca e pesquisar, pois tais livros custam uma nota (mais de 80 reais cada).

Para tentar ajudar um pouco mais, veja nos links a seguir duas listas com algumas das regências mais comuns e algumas explicações. O site é bem interessante e tem bases teóricas para vários pontos de gramática.

– Regência verbal: http://www.graudez.com.br/portugues/ch07s02.html

– Regência nominal: http://www.graudez.com.br/portugues/ch07s01.html

Note que ter uma boa noçao de regência é de grande valia quando falamos sobre outro tema bastante chato na hora de escrever um texto: a crase. O uso correto das preposições que acompanham verbos e nomes é essencial para fazer o bom uso deste recurso. Pretendo colocar um texto sobre Crase neste espaço, em breve. Por enquanto, divirta-se com as regências e aguarde por novidades gramaticais futuras.

Um abraço e até o próximo texto!

31-03-2008 Esses, estes e aqueles… isso!

Saudações, 

Depois de algumas tentativas criativas, definitivamente descobri que a criatividade ficou no bolso da outra calça. Ao invés de forçar a barra da minha mente e tentar fazer uma crítica ou resenha ou qualquer outro texto mirabolante, vou usar este espaço para tratar de mais um assunto técnico, relativo à lingua portuguesa. Fica sendo uma espécie de serviço de utilidade pública, coisa que não existia na minha época de escola (Internet, e uma boa fonte de informação de rápido e fácil acesso).

OBS: Se você não gosta de língua portuguesa, visite meus outros blogs, cujos links estão à direita da sua tela, o que virá a seguir não vai te agradar, sinto muito.

Continuando, um dos assuntos de hoje será o uso correto dos pronomes demonstrativos. Para quem não sabe quem são os ditos cujos, veja o título deste post. Muito prazer, estas são as formas variáveis, mais conhecidas deste tipo de pronome. Também existem as invariáveis: isto, isso e aquilo. Daqui a pouco, veremos como e quando devem ser aplicados.

Freqüentemente, as pessoas se perguntam quando devem usar isso ou quando usar isto, ou ‘quando o objeto a que me refiro está perto, uso esse ou este?’. Confesso que esta dúvida sempre me perseguiu e hoje resolvi que iria colocar este assunto a limpo. Dito e feito. Vamos lá, abaixo o leitor terá um breve panorama de como funciona o pronome demonstrativo:

1. Como já havia dito antes, ele pode ser classificado como variável ou invariável. Os invariáveis são isto, isso e aquilo; os variáveis são este, esse, aquele e suas respectivas flexões (que veremos no decorrer deste texto).

2. Ainda sobre ser variável ou invariável, os pronomes demonstrativos podem ter função adjetiva e substantiva. Neste caso mais complexo, fica a seguinte regra: sempre que os pronomes forem invariáveis, sua classificação será como substantivo; no caso dos variáveis, eles podem ser classificados como ambos, adjetivo e substantivo. A localização na oração é o que determina como será qualificado. Veja os exemplos:

– Esta é minha casa. [esta funciona como pronome adjetivo, vem antes do verbo]

– Minha casa é esta. [esta funciona como pronome substantivo, vem depois do verbo]

3. Os pronomes demonstrativos podem ser divididos em pessoas, primeira, segunda e terceira, sendo que todos possuem seu respectivo variável e invariável. Veja a lista:

– primeira pessoa:
este, esta, estes, estas (variável)
isto (invariável)

– segunda pessoa:
esse, essa, esses, essas (variável)
isso (invariável)

– terceira pessoa:
aquele, aquela, aqueles, aquelas (variável)
aquilo (invariável)

OBS: Não quero insultar a inteligência de quem está lendo este texto, mas acredito que neste ponto – estamos no item 3 – já é possível saber por quê os pronomes são variáveis e invariáveis. Caso não seja, observe que os variáveis se flexionam em gênero (masc. e fem.) e em número (plural e singular). Esta é sua referência. Os invariáveis não aceitam nenhum tipo de flexão. Beleza?

4. Outras palavras podem funcionar como pronomes demonstrativos. Poderemos reconhecer nos mais diversos textos que temos contato que as palavras o, a, os, as, mesmo, próprio, semelhante e tal exercem a referida função. A seguir, veremos os casos:

– o, a, os, as exercem a função de aquele(s), aquela(s), aquilo e isso;
ex.: ‘Esta é a casa que comprei, mas não é a que pretendia adquirir’.

o também pode ter função de isso:
ex.: ‘Embora não o dissessem, iriam votar nele’.

tal faz função de pronome demonstrativo quando pode ser substituído por este, esse (e suas flexões) e isso:
ex.: ‘Tal fato é digno de reflexão’.

mesmo e próprio são demonstrativos de reforço, ou seja, sempre se referem ao substantivo ou pronome com o qual têm concordância (parece complicado, porém, não é – veja o exemplo!):
ex.: ‘Ele mesmo resolveu entregar os documentos’. / ‘Ela própria registrou a queixa’.

5. As possíveis flexões dos pronomes demonstrativos variáveis (exceto mesmo, próprio, semelhante e tal) somadas à preposições podem ser configuradas como segue abaixo:

– com a preposição em: neste, nesse, naquele, nisso;
– com a preposição de: deste, dessa, daquele, disto;
– com a preposição a: àquele, àqueles, àquela, àquelas, àquilo.

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O emprego dos pronomes demonstrativos é um dos assuntos que mais dão trabalho para memorizar (falo por mim, não por mais ninguém – caso o leitor não tenha este problema, acho que está lendo a página errada…) e que acabam gerando confusão na hora de produzir um texto, qualquer que seja o objetivo dele, e terminamos por escrever errado. Para desfazer tal problema, seguirá abaixo uma lista com os usos adequados de cada tipo de pronome demonstrativo:

1. Com relação à posição espacial (genérico, não sideral) com relação às pessoas do discurso:

– os demonstrativos de primeira pessoa (este – e flexões – e isto), indicam proximidade do objeto/pessoa do qual estamos a quem fala. Uma dica é o uso dos pronomes eu, me, mim e comigo, e o advérbio de lugar aqui:
ex.:Esta caneta que está comigo é azul. Este relógio que eu tenho nas mãos é de ouro. Isto que está aqui comigo é um livro.

– os de segunda pessoa (esse – e flexões – e isso), indicam que o objeto/pessoa de que se está falando está próximo da pessoa com quem se está falando. Uma dica é o uso dos pronomes tu, te, contigo e você, vocês, e o advérbio de lugar aí:
ex.:Essa caneta que está contigo é azul. Esse relógio que tu tens nas mãos é de ouro. Isso que está aí contigo é um livro.

– os de terceira (aquele – e flexões – e aquilo), indicam que o objeto/pessoa de que se está falando está distante, não importa o quanto, de ambos os participantes diretos da conversa. Uma dica é o uso do advérbio de lugar ali ou :
ex.:Aquela caneta que está com o aluno da outra sala é azul. Aquele relógio que está na vitrine da loja é de ouro. Aquilo que está ali (ou lá) na mesa é um livro.

2. Também usamos os pronomes demonstrativos para mostrar posição temporal (não de chuva, mas de hora – mais uma piada idiota, mas tudo bem!), determinando proximidade ou afastamento no tempo, em relação à pessoa a quem se fala:

– Novamente, os de primeira pessoa indicam proximidade, ou seja, está perto do momento presente;

– Os de segunda indicam um passado relativamente próximo ao momento da comunicação;

– Já os de terceira posicionam o tempo há certa distância do momento em que está ocorrendo a conversa e o momento ao qual ela se refere, podendo, até mesmo, haver a indeterminação do tempo ou ele ser vago.

3. Para finalizar, os pronomes este e esse (e suas flexões), e isto podem fazer referência a algo que já foi mencionado ou que será em breve:

este e isto são aplicados quando queremos fazer referência a algo que ainda será mencionado.
ex.: ‘Espero sinceramente isto: que se procedam às reformas’. ‘Estas são algumas características do Romantismo: subjetivismo…’

esse e isso são utilizados quando nos referimos a algo que já foi dito antes.
ex.: ‘Que as reformas sejam efetuadas rapidamente; é isso que desejo’. Subjetivismo; essa é uma característica do Romantismo’.

este e aquele são elementos que indicam menor e maior distância, respectivamente, quando nos referimos a algo já passado (fica mais claro no exemplo, veja!).
ex.: ‘Matemática e Literatura são matérias que me agradam: esta me desenvolve a sensibilidade; aquela, o raciocínio’. (esta fala de literatura e aquela de matemática)

Ainda não mencionei as funções destes tipos de pronomes com relação à sintaxe. Como vimos no início do texto, os pronomes demonstrativos podem ter funções de substantivo e de adjetivo. Estas funções nos ajudam a determinar a função sintática deles. Quando o pronome é substantivo, realiza funções de sujeito, objeto direto e/ou indireto, entre outras; quando é adjetivo, trabalha como adjunto adnominal  e perdicativo.

Os exemplos a seguir mostram isso melhor:

Este livro é de Geografia; aquele, é de Matemática.
(este = pronome adjetivo, faz função de adjunto adnominal – esta função acontece porque ele está ligado como um acessório do sujeito da oração, livro -; aquele = pronome substantivo, faz função de sujeito – como a oração é coordenada, aquele faz função de sujeito porque representa a palavra livro, sujeito da oração anterior)

Isto é o que você pensa! Ela disse aquilo?!
(isto é substantivo e faz a função do sujeito da oração – apesar de não mencionado, o contexto pode permitir que isto represente outra informação já mencionada anteriormente; aquilo também é um substantivo e faz função de objeto direto – é um objeto direto porque repete alguma informação já implícita no contexto e complementa o verbo como o objeto da conversa)

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Bom, é isso por enquanto. Espero que este texto seja útil para quem busca informações sobre o assunto. Tentei dar o máximo de dicas e de explicações para facilitar o entendimento. Caso fique alguma dúvida, não hesite em entrar em contato.

Um abraço e até o próximo texto!